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Edital publicado: duplicação entre Guarapuava e Turvo terá investimento de R$ 328 milhões

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O edital de licitação para duplicar a PRC-466 entre Palmeirinha, distrito de Guarapuava, na região Centro-Sul, e Turvo, na região Central do Paraná, foi lançado nesta quarta-feira (24) pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), autarquia da Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL). O investimento é de R$ 328.753.517,8 e prevê a duplicação de 27,02 quilômetros entre os municípios.

A obra contempla a implantação de uma nova pista de pavimento rígido com sub-base de concreto compactado a rolo e uma camada de placas de concreto. São duas faixas de rolamento com 3,6 metros da largura cada, com acostamentos externos de 2,5 metros, separadas da pista antiga por canteiro central.

A pista já existente receberá restauração em concreto pela técnica whitetopping, em que o pavimento asfáltico antigo passa por reparos, servindo como base para uma nova camada de placas de concreto.

“A duplicação do eixo central do Estado é um compromisso de gestão, está no Plano de Governo. É uma obra com projeto muito bem estruturado e que vai transformar uma região muito importante do Paraná”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

“Em breve teremos a ligação entre Guarapuava e Pitanga toda duplicada e restaurada, com o pavimento de concreto, mais resistente, melhor indicado para o tráfego de caminhões do corredor logístico da região Central, que vamos continuar desenvolvendo. E já temos planos em andamento para mais obras nas ligações entre Pitanga e Campo Mourão, e Pitanga e Mauá da Serra”, destaca o secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, Sandro Alex.

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Nos perímetros urbanos de Turvo e Palmeirinha a duplicação da PRC-466 será separada por barreiras de concreto New Jersey em vez de canteiro, contando também com vias marginais em pavimento asfáltico de sentido único em cada lado da rodovia. No município e no distrito serão implantados viadutos do tipo Diamante, em que os usuários podem entrar e sair da rodovia pela faixa da direita, com rótulas dos dois lados do viaduto, disciplinando o tráfego municipal e o acesso à rodovia.

Também está prevista uma nova ponte sobre o Rio Turvo ao lado da estrutura existente, e a implantação de retornos com geometria do tipo “U” a cada seis quilômetros. Serão executados ainda abrigos para parada de ônibus, calçadas, iluminação pública, expansão do sistema de drenagem de águas, nova sinalização horizontal e vertical, e remanejamento de interferências. O trecho da obra inicia no km 220 em Turvo e segue até o km 247,02 em Palmeirinha.

EDITAL – A licitação acontece na modalidade Concorrência Pública, com abertura de propostas de preços marcada para 29 de agosto, no portal de compras do governo federal, o Compras.gov.

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Após concluída a licitação, assinado o contrato e emitida ordem de serviço, o prazo de execução da obra é de 720 dias corridos (dois anos).

CORREDOR RODOVIÁRIO – A obra faz parte do projeto de duplicação total de um trecho de 70 quilômetros da rodovia entre Guarapuava e Pitanga. Em abril, o governador Ratinho Junior anunciou a duplicação do primeiro trecho entre Guarapuava e o distrito de Palmeirinha com uma nova pista de concreto e whitetopping da pista já existente.

“A primeira obra nesta grande empreitada de duplicação e restauração de Guarapuava até Pitanga deve iniciar em breve, com um investimento de R$ 118 milhões. No momento o DER está abrindo uma grande frente de desapropriações, garantindo que, uma vez iniciados os serviços, prossigam sem interrupções até a sua conclusão”, explica o diretor-presidente do DER/PR, Fernando Furiatti.

Os serviços deste trecho vão do km 247,02 em Palmeirinha até o km 258,54, em Guarapuava, um total de 11,52 quilômetros. Estão previstos três retornos do tipo “U” e uma nova ponte sobre o Rio Coutinho, paralela à existente. O prazo de execução será de 540 dias corridos (18 meses).

 

AEN FONTE DER

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Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher

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O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.

Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.

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“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.

PLANO DE TRABALHO

Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.

“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.

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Fonte: ALEP

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