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Estado reforça convocação de profissionais de saúde para vacinação contra dengue

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A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça o chamado para que os profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde (APS) busquem a imunização contra a dengue nos 399 municípios do Paraná. As 31.500 doses da vacina produzida pelo Instituto Butantan já foram totalmente distribuídas às 22 Regionais de Saúde e estão disponíveis para aplicação. O imunizante, 100% nacional e de dose única, é uma das principais estratégias para proteger quem atua na linha de frente do atendimento à população.

Nesta etapa prioritária, o público-alvo foca em vacinadores, agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias. O quantitativo atual atende a cerca de 51% dos 61.486 profissionais previstos em levantamento estadual. Até o momento, ainda não há uma nova data de entrega de doses pelo Ministério da Saúde (MS) ao Estado.

O Paraná já realiza a vacinação de jovens de 10 a 14 anos com o imunizante do laboratório Takeda, e a chegada das doses do Butantan permitiu ampliar a proteção para a faixa etária de 15 a 59 anos dentro dos grupos prioritários.

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O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, destaca a importância da agilidade na ponta e a necessidade de manter o alerta máximo. “As doses já foram entregues às nossas Regionais e os municípios estão devidamente orientados. É fundamental que os profissionais busquem a vacinação agora, garantindo sua proteção pessoal e a continuidade dos serviços”, afirmou.

“A vacina é uma ferramenta fundamental, mas não substitui o combate ao mosquito no dia a dia. Como ainda não temos uma previsão de novas remessas por parte do Ministério da Saúde, cada dose aplicada neste momento é um passo estratégico para preservar nossa rede de atendimento”, acrescentou o secretário.

CUIDADOS – Além da imunização, a Sesa reforça que o enfrentamento à dengue exige uma força-tarefa contínua na eliminação de criadouros. Mesmo com a proteção vacinal, que abrange os quatro sorotipos da doença (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4), as medidas de controle do mosquito Aedes aegypti devem ser mantidas rigorosamente.

A orientação é para que a população mantenha a limpeza constante de quintais, calhas e recipientes que possam acumular água, além do uso de repelentes e a atenção redobrada aos primeiros sintomas, como febre alta e dores articulares.

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VACINA – A nova vacina do Butantan utiliza tecnologia de vírus atenuados e faz parte de uma estratégia integrada de vigilância epidemiológica do Governo do Estado. Com as equipes das 22 Regionais já capacitadas para esta etapa, o Paraná busca consolidar a barreira imunológica entre os trabalhadores da saúde enquanto aguarda novas diretrizes e remessas de doses do governo federal para a ampliação do público atendido.

NÚMEROS – De acordo com o último boletim epidemiológico publicado pela Sesa, o Paraná registra, neste ano, 768 casos confirmados e um óbito. Outros 4.922 diagnósticos suspeitos seguem em investigação.

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Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher

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O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.

Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.

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“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.

PLANO DE TRABALHO

Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.

“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.

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Fonte: ALEP

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