NOTÍCIAS DO PARANÁ
Fomento Paraná reforça linha de crédito para energias limpas
A Fomento Paraná captou recursos internacionais e renovou a linha de crédito Fomento Energia, que permite financiar projetos de investimento de micro, pequenas e médias empresas para aquisição e instalação de componentes de sistemas de geração de energia de fontes renováveis, até o limite de R$ 500 mil.
A linha estará disponível a partir do dia 6 de fevereiro e poderá financiar desde obras civis (construção e reforma), montagem e instalações de micro e minigeração de energia elétrica fotovoltaica, eólica ou de biomassa; aquisição e instalação de máquinas e equipamentos novos, nacionais ou importados, ou que tenham relação com o projeto de micro e minigeração de energia renovável; até a aquisição de utensílios novos, de maior eficiência energética, como lâmpadas de LED.
Os recursos para renovação da linha Fomento Energia foram obtidos junto ao CAF – Banco de Desenvolvimento da América Latina em 2022 e permitem atender à principal demanda do mercado neste segmento, que é o crédito para aquisição de componentes importados para geração de energia.
“Há uma grande demanda pelo crédito para energias renováveis, mas as linhas disponíveis são limitadas em relação aos itens financiáveis, ao volume e à frequência da disponibilidade de recursos e principalmente em relação à qualidade e aos custos dos importados”, explica o diretor-presidente da instituição, Heraldo Neves.
Ainda segundo o diretor, a oferta de recursos para promover energias renováveis atende a uma diretriz do governador Carlos Massa Ratinho Junior e reforça o compromisso institucional com a agenda de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Neste caso, atendendo ao objetivo 7 – energia limpa e acessível, que visa “assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia para todos”.
Atualmente a Fomento Paraná já oferece duas linhas de crédito com recursos do BNDES para financiamento de sistemas de geração de energias renováveis, que são Finame Baixo Carbono e Finame Fundo Clima, e também a linha de recursos próprios Fomento Energia, agora reformada para atuar com recursos internacionais captados do CAF.
REDUÇÃO DE JUROS
Como se trata de projetos de investimento fixo, o Governo do Estado subsidia a taxa de juros para projetos de micro e pequenas empresas, visando a geração e manutenção de empregos, por meio do Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE), que é gerenciado pela Fomento Paraná.
Dessa forma, através do programa Banco da Mulher Paranaense, por exemplo, empreendimentos de micro e pequeno porte que tenham mulheres como proprietárias ou sócias podem ter acesso a um subsídio de 7 pontos porcentuais na taxa anual, reduzindo os juros para a partir de 1,37% ao mês (referência janeiro de 2023).
A taxa de juros varia sempre de acordo com a análise de crédito e do risco da operação. A condição para ter direito ao subsídio é que os empreendedores ou empreendedoras mantenham o número de empregos durante o período do financiamento e que os pagamentos das parcelas sejam feitos sempre em dia.
Para empreendimentos que não tenham mulheres como proprietárias ou sócias a taxa de juros é a partir de 1,51% ao mês, mediante pagamentos em dia e manutenção de empregos.
CONDIÇÕES
Os empreendedores interessados podem financiar até 30% do total do crédito dos projetos como capital de giro associado ao investimento fixo. O prazo para pagamento na linha Fomento Energia será de até 48 meses, podendo incluir até 3 meses de carência.
Além disso, poderão ser reembolsados gastos feitos comprovadamente com recursos próprios em investimentos fixos enquadrados como itens financiáveis, realizados em um prazo de até seis meses antes da submissão das propostas de financiamento.
A linha Fomento Energia não poderá ser usada para empreendimentos ainda em fase de implantação — com menos de 24 meses de faturamento contábil.
Empresas de médio porte eventualmente atendidas pela linha não poderão contar com o subsídio do FDE na taxa de juros. Entretanto, a instituição também pode financiar projetos em valores superiores a R$ 500 mil, utilizando linhas com recursos do BNDES, por exemplo, inclusive para capital de giro, com taxas muito competitivas e prazos mais longos para pagamento.
(Com AEN)
NOTÍCIAS DO PARANÁ
Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher
O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.
Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.
“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.
PLANO DE TRABALHO
Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.
“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.
Fonte: ALEP
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