NOTÍCIAS DO PARANÁ
Governador anuncia R$ 533 milhões para construção de casas em 324 municípios
O governador Carlos Massa Ratinho Junior autorizou nesta segunda-feira (10), em evento no Palácio Iguaçu, em Curitiba, a liberação de R$ 533 milhões para a construção de moradias em 324 municípios paranaenses com até 25 mil habitantes. Os recursos integram a nova modalidade do programa Casa Fácil Paraná – Municípios, lançada neste ano pelo Governo do Estado para ampliar o acesso à casa própria e levar a produção habitacional para todo o território paranaense.
O investimento, fruto de parceria entre o Governo do Estado e a Assembleia Legislativa do Paraná, será repassado diretamente às prefeituras por meio de convênios firmados com a Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar). A iniciativa prevê a construção de até 25 casas por município, conforme o porte populacional, destinadas a famílias com renda de até dois salários mínimos.
De acordo com Ratinho Junior, essa nova modalidade do Casa Fácil tem um olhar para as famílias mais vulneráveis, que receberão a moradia sem custos. “É um programa voltado para cidades pequenas, com até 25 mil habitantes, e faz parte do guarda-chuva do Casa Fácil Paraná, que é o maior programa de construção de casas do Brasil”, disse o governador.

“A diferença é que, nesta modalidade, as casas não vão ser financiadas. Ele é voltado para famílias muito humildes e as casas são entregues gratuitamente. O objetivo é atender famílias que vivem em situações de vulnerabilidade, como aquelas que moram em beiras de rio, áreas de risco, em condições insalubres ou em casas muito precárias”, explicou. “Isso mostra que o Casa Fácil é um programa universal para todas as cidades do Paraná, feito para transformar a vida das famílias e fortalecer o desenvolvimento em cada município”.
COMO FUNCIONA – A iniciativa prevê a construção de casas conforme o porte populacional da cidade: municípios com até 10 mil habitantes, poderão ter dez casas construídas; de 10 a 15 mil habitantes, 15 casas; de 15 a 20 mil moradores, 20 unidades; e de 20 a 25 mil pessoas, 25 casas. As unidades vão atender prioritariamente famílias de baixíssima renda ou sem situação de vulnerabilidade social, com renda familiar de até dois salários mínimos (R$ 3.036).
A Cohapar fornecerá o projeto padrão das moradias, enquanto as prefeituras ficarão responsáveis por disponibilizar os terrenos e executar a infraestrutura necessária. “O programa Casa Fácil Municípios foi criado para atender as cidades com menos de 25 mil habitantes, que são locais onde os grandes programas habitacionais geralmente não conseguem chegar”, ressaltou o presidente da Cohapar, Jorge Lange. “Com esse convênio direto com os municípios, garantimos mais moradias, dignidade e qualidade de vida à população paranaense”.
O prefeito de Cruzmaltina, Maurício Bueno, explicou que as 10 casas aprovadas para o município serão construídas no distrito de João Vieira, que também vai receber recursos do programa Asfalto Novo, Vida Nova para a pavimentação das ruas. “Já temos 59 casas que serão construídas pelo Casa Fácil Valor de entrada e agora teremos mais essas 10, que vão beneficiar pessoas que realmente não podem construir e não teria acesso à casa própria”, disse.
Em Japurá, também serão construídos 10 imóveis que vão atender famílias prioritárias entre aquelas já pré-selecionadas pelo município. “Já entregamos 60 residências e outras 113 estão sendo construídas através do Casa Fácil. Mas agora a gente tem essa oportunidade especial com esse programa, que vai atender aquelas pessoas que precisam da casa própria e não têm condições de conquistar”, disse a prefeita Adriana Polizer.
“O Governo do Estado está de parabéns por, mais uma vez, demonstrar seu carinho com a população do Paraná, proporcionando para as famílias de menor renda essa alegria de ter a sua casa própria”, afirmou Marcos Lopes, prefeito de Peabiru, onde serão construídos 15 imóveis pelo programa.
NOVAS MODALIDADES – Além da nova linha voltada aos pequenos municípios, o Casa Fácil Paraná vem sendo ampliado para atender diferentes públicos e faixas de renda. Uma das principais novidades é o Casa Fácil Terceira Idade, voltado a pessoas com mais de 60 anos. O programa destina R$ 80 milhões para a concessão de subsídios de R$ 80 mil por família, permitindo reduzir o tempo de financiamento e facilitar o acesso à casa própria para esse público. O primeiro beneficiário, de Londrina, recebeu as chaves em outubro.
Esta é a segunda iniciativa estadual voltada à terceira idade no segmento habitacional. A primeira é a construção de condomínios residenciais exclusivos para idosos, com unidades cedidas por meio de aluguel social equivalente a 15% do salário mínimo. Já foram entregues sete conjuntos habitacionais, e há obras em andamento em 12 cidades.
Para o atendimento à população em situação de vulnerabilidade, o Governo do Estado contratou junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) um financiamento de R$ 1 bilhão, que está sendo aplicado pela Cohapar na construção de cerca de 6 mil residências para a realocação de famílias que vivem em assentamentos irregulares, áreas de risco ou favelas, sem custo para os beneficiários.
Os agricultores familiares também estão sendo contemplados, com a construção de 1.045 casas em 23 municípios, em parceria com o governo federal.
Por fim, o Governo do Paraná destinará R$ 100 milhões para a regularização fundiária de 50 mil imóveis e um convênio entre a Cohapar e a Sanepar para a instalação de 3,4 mil módulos sanitários em residências de baixa renda que não possuem banheiro ou apresentam condições inadequadas.
AEN Foto: Felipe Henschel/AEN
NOTÍCIAS DO PARANÁ
Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher
O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.
Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.
“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.
PLANO DE TRABALHO
Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.
“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.
Fonte: ALEP
-
REGIONAIS2 dias atrásCAMPINA DA LAGOA – Homem é preso após ser condenado a 17 anos de prisão por estupro de vulnerável
-
QUARTO CENTENÁRIO2 dias atrásCarro é encontrado com marcas de tiros e abandonado em estrada rural de Quarto Centenário
-
NOTÍCIAS DO PARANÁ2 dias atrásTragédia no Paraná: Acidente com micro-ônibus da Saúde do Paraná deixa 23 mortos
-
NOTÍCIAS DO BRASIL2 dias atrásBancários farão paralisação de 24 horas nesta quinta-feira
-
NOTÍCIAS DO PARANÁ2 dias atrásAudiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher
-
ESPORTES2 dias atrásGómez brilha em casa, e Palmeiras elimina Cerro nas oitavas da Libertadores
-
ESPORTES2 dias atrásCom Pedro decisivo, Flamengo bate Cruzeiro e vai às quartas da Libertadores
-
REGIONAIS2 dias atrásTRE-PR cassa mandato de prefeito e vereadora de Moreira Sales por compra de votos



