NOTÍCIAS DO PARANÁ
Governo do Estado fecha parceria para receber nova fábrica de gigante dos eletrônicos
O Governo do Estado fechou uma parceria com a multinacional sul-coreana LG Electronics para receber uma nova fábrica no país. O polo fabril da gigante dos eletrônicos será instalado no município de Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba.
O protocolo de intenções foi assinado nesta sexta-feira (23) no Palácio Iguaçu, em Curitiba, pelo governador Ratinho Junior (PSD) e o presidente global de Eletrodomésticos e Soluções de Ar-Condicionado da LG, Jaecheol Lyu.
Os valores do investimento no Estado e o cronograma da obra não foram divulgados.
O negócio, que pode chegar a casa dos bilhões em investimentos, foi prospectado pelo próprio governador, por meio de uma viagem à Coreia do Sul, em março do ano passado.
O bom ambiente corporativo e industrial, com segurança jurídica e infraestrutura adequada, foram determinantes para a LG escolher o Paraná para a instalação da nova fábrica.
“Buscamos nessas viagens prospectar novas oportunidades de negócios e investimentos para o Paraná, que no caso da LG é uma das maiores do planeta na área de eletrodomésticos. Isso vai gerar mais empregos para os paranaenses e aumentar a arrecadação de impostos, o permitirá mais investimentos por parte do Estado”, celebra Ratinho Junior.
O complexo industrial da LG em Fazenda Rio Grande amplia a capilaridade da multinacional no Brasil. A companhia já possui uma fábrica na Zona Franca de Manaus no Amazonas, há mais de 27 anos.
Conhecida pela fabricação de eletrodomésticos de alta qualidade, a LG pretende agora redirecionar mais investimentos para os produtos da chamada linha branca, como refrigeradores, e a estratégia de comercializar produtos premium.
O prefeito de Fazenda Rio Grande, Marco Marcondes, projeta que a fábrica gere um impacto relevante na cidade.
“Estávamos negociando desde maio do ano passado com os sul-coreanos por meio dessa interlocução do Governo do Estado via Invest Paraná, e conseguimos vencer uma disputa acirrada com o México e com outros estados para atrair uma das maiores empresas do mundo. Tenho certeza que a LG vai bater recordes de investimento e geração de emprego, proporcionando oportunidades para a nossa população”, aponta o prefeito.
Foto: Jonathan Campos/AEN
NOTÍCIAS DO PARANÁ
Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher
O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.
Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.
“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.
PLANO DE TRABALHO
Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.
“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.
Fonte: ALEP
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