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Homem descobre que outra pessoa foi enterrada no túmulo do filho no Paraná

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O auxiliar de serviços gerais Luiz Ferreira da Silva, 35 anos, perdeu a paz esta semana depois de visitar o túmulo do filho no Cemitério Municipal de Paiçandu, na região metropolitana de Maringá. Ao chegar no local, Silva se deparou com o túmulo violado e descobriu que uma outra pessoa foi enterrada no local.

“Fui levar o pedreiro no cemitério para fazer o revestimento no túmulo do meu filho antes do dia de finados. Quando cheguei no cemitério não achei o túmulo do meu filho. Achei que eu estava perdido. Busquei minha esposa e também não encontramos. Fui na prefeitura e consegui os comprovantes que o túmulo era nosso. Os restos mortais do meu filho foram levados para um ossário. Trataram meu filho como indigente”, disse o pai desesperado ao descobrir a violação do túmulo.

O auxiliar de serviços gerais tem comprovantes que comprou o terreno há quase quatro anos, após a morte do filho, aos 19 anos. Por isso, procurou um advogado para resolver o caso na Justiça. “Já entrei com advogado, procurei a delegacia e estou correndo atrás de tudo o que tem que ser feito. Não tem explicação o que fizeram. Não dá para entender o que eles estão fazendo com as pessoas enterradas no cemitério”, acrescentou.

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Luiz Ferreira da Silva é padrasto do jovem que teve o túmulo violado, mas o considera filho de sangue porque conviveu com ele desde criança. A dor da família é grande ao ver que o túmulo não é mais deles.

“Onde vou acender velas no dia de Finados? Eu e minha esposa estamos sofrendo tudo de novo. A dor voltou outra vez. Não respeitaram nossa dor e ainda tentaram mentir pra gente. O que eles fizeram comigo só Deus sabe. Minha esposa está sofrendo demais”, disse Luiz Ferreira da Silva.

Pai procurou a Polícia Civil e registrou um boletim de ocorrência

Segundo o superintendente da Delegacia de Paiçandu, Raphael Henrique de Carvalho, um inquérito foi instaurado para investigar o caso. A administração do cemitério pode ser responsabilizada criminalmente pela violação de túmulo.

“A administração do cemitério vendeu duas vezes o mesmo túmulo. Vamos instaurar inquérito para apurar se a conduta foi dolosa ou não”, disse o superintendente da Delegacia de Paiçandu.

Prefeitura diz que vai investigar a venda do túmulo 

Prefeitura de Paiçandu, por meio da assessoria de imprensa, disse que vai apurar o que ocorreu no local. Um procedimento teria sido aberto, segundo nota enviada pela assessoria, para investigar a venda do túmulo que já tinha dono.

A prefeitura de Paiçandu informa que ao tomar conhecimento instaurou um processo de investigação para apurar os fatos. Lamentamos profundamente o ocorrido e iremos adotar providencias imediatas”, diz a nota enviada pela assessoria de imprensa da Prefeitura de Paiçandu.

Do GMC Online

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Sistema FAEP comemora aprovação de renegociação de dívidas rurais no Senado

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O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (10), o Projeto de Lei (PL) 5.122/23, que permite a renegociação de dívidas rurais por meio de financiamento com recursos do Fundo Social do Pré-Sal. A proposta havia recebido sinal positivo pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) da Casa em 27 de maio e volta, agora, para apreciação da Câmara dos Deputados. O Sistema FAEP defende a aprovação do PL desde o início da tramitação, evidenciando como múltiplos fatores estruturais têm representado desafios para que o produtor rural quite suas dívidas e mantenha suas atividades.

“O cenário é preocupante tanto no Paraná quanto em nível nacional. Em janeiro, o Brasil somava R$ 153,6 milhões em saldos problemáticos nos empréstimos rurais. No Paraná, o endividamento rural chegou a R$ 10,8 bilhões, no mesmo mês, em empréstimos com instituições financeiras que operam crédito rural”, pontua o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “O PL é uma luz no fim do túnel, trará fôlego e condições para a continuidade da produção de alimento. Por isso, precisa avançar”, afirma.

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Ágide Eduardo Meneguette agro paraná
Foto: Sistema FAEP/SENAR-PR

Caso sancionada, a linha especial de financiamento vai possibilitar a quitação e o alongamento de débitos de produtores rurais que tenham sofrido perdas devido a eventos climáticos adversos ou a impactos econômicos decorrentes de conflitos geopolíticos (como a guerra no Irã). Poderão se beneficiar desse crédito os produtores endividados que tenham firmado, até 31 de dezembro de 2025, operações de crédito rural, empréstimos para liquidação de dívidas rurais ou Cédulas de Produto Rural (CPRs).

O PL prevê juros subsidiados de acordo com o porte do produtor: 3,5% ao ano para beneficiários do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), 5,5% para produtores do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e 7,5% para os demais produtores rurais.

A proposta estabelece um prazo de pagamento de até 10 anos, com três anos de carência. Devem ser contemplados produtores que se enquadrem em critérios como perdas comprovadas em duas ou mais safras (de 2019 a 2025), com redução de pelo menos 30% da renda bruta esperada; que produzam em municípios com histórico de situação de emergência ou calamidade pública; entre outros requisitos.

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Durante todo o percurso legislativo do PL, o Sistema FAEP uniu forças com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) para sensibilizar a Câmara e o Senado. A atuação focou em detalhar o momento delicado do agro e em apresentar alternativas viáveis para que a classe produtora pudesse sanar suas pendências bancárias.

 

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