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MESA EXECUTIVA DECIDE MANTER ATIVIDADES NO MODELO HÍBRIDO

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A Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) aprovou nesta quarta-feira (18), em segundo turno, o projeto de lei que autoriza o Governo do Estado ceder à União a exploração de rodovias estaduais, que integrarão a nova concessão de pedágio no Paraná, pelos próximos 30 anos.

O projeto de lei nº 372/2021 foi aprovado com 40 votos favoráveis e 12 contrários, na versão original encaminhada pelo Executivo.

 

Com a dispensa de votação da redação final aprovada, a matéria segue agora para sanção, ou veto, do governador Ratinho Junior.

O presidente da Assembleia, deputado Ademar Traiano, destacou que alguns pontos ainda poderão ser discutidos no decorrer do processo de confecção do edital de concessão das rodovias. 

“Pedágio é um tema recorrente no estado e que provocou um debate amplo. A Assembleia é a grande vencedora em função de todas as audiências públicas feitas no Paraná. A Assembleia promoveu o debate que fez com que todo o Paraná discutisse o tema. Tivemos avanços na proposta, não na plenitude de tudo o que se desejava, mas algumas conquistas aconteceram e existem algumas situações que podem ser analisadas no curso do tempo, antes do lançamento do edital”, avaliou Traiano.

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CCJ REJEITA 40 EMENDAS APRESENTADAS EM PLENÁRIO DURANTE PRIMEIRA VOTAÇÃO

Antes da votação em 2º turno nesta quarta-feira, os parlamentares membros da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) rejeitaram as 40 emendas apresentadas durante a primeira discussão, ontem.

Os deputados seguiram o relatório apresentado pelo deputado Hussein Bakri. O líder do governo na Casa alegou que as emendas fogem ao tema do projeto, e que não seria competência do Poder Legislativo promover definição na matéria que cabe ao Executivo: a aprovação do convênio de delegação. Para o relator, as emendas não possuíam “pertinência temática com a proposição original, por violarem a separação dos poderes”.

Apresentado na última semana, o novo modelo de concessão rodoviária do Paraná terá 3,3 mil quilômetros. Destes, cerca de 1,1 mil quilômetros são de trechos estaduais – 35% do total previsto no pacote.

O modelo prevê 42 praças de pedágio no total, com a instalação de 15 novas nas rodovias estaduais. 

A extensão total foi subdividida em seis lotes. Conforme o Governo do Estado, serão investidos cerca de R$ 44 bilhões, e o programa vai contar com tarifas mais baixas e obras distribuídas em mais de mil intervenções como viadutos, trincheiras, terceiras faixas e passarelas. 

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O Executivo informou ainda que a tarifa terá 30% de redução no início da concessão.

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Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher

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O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.

Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.

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“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.

PLANO DE TRABALHO

Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.

“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.

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Fonte: ALEP

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