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Mulher é sequestrada, estuprada, tem cabelo cortado e dentes quebrados no Paraná

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Pânico, terror e medo foram vivenciados por uma moradora de Candói, na região de Guarapuava. Isso porque, ao voltar de um circo com os amigos, a mulher foi vítima de sequestro por dois homens encapuzados, que a violentaram. A equipe atendeu a mulher na noite dessa terça (18), por volta das 22h, no bairro Santa Clara.

De acordo com o boletim, o Copom acionou uma equipe de serviço informando o caso de sequestro. No local, ela relatou à PM que estava com alguns amigos em um circo, mas estava retornando para residência na companhia de uma amiga.

No entanto, logo após deixar a amiga em casa, dois homens a abordaram em via publica. Um deles apontou uma arma de fogo na direção dela, falando para a mulher não gritar. Em seguida, a dupla a levou para um lugar, onde chegou um veículo branco/bege. Depois de vendada, os dois homens colocaram a vítima dentro do veículo.

Na sequência, a mulher disse que a dupla a levou para uma mata, a violentaram e cortaram o cabelo dela. Os criminosos também quebraram o dente da mulher e causaram algumas lesões nas costas dela com uma faca.

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De acordo com ela, os criminosos falaram que a ação seria a mando de um homem. Em certo momento, a vítima conseguiu se desvencilhar dos agressores e fugiu nua, conseguindo pedir ajuda.

Os familiares a conduziram até o hospital para receber atendimento médico. A Polícia Militar fez buscas para localizar o possível mandante, mas não teve sucesso. Por fim, a equipe orientou a mulher que não teve a idade informada para preservar a identidade da vítima. (Rede Sul Notícias).

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Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher

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O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.

Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.

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“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.

PLANO DE TRABALHO

Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.

“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.

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Fonte: ALEP

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