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Paraná ainda tem 241 mil unidades sem luz após ciclone; Curitiba soma 27 mil

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O ciclone bomba que atingiu 54 cidades do Paraná, conforme o governo estadual, ainda deixa 237 mil unidades sem energia. Segundo a Copel, 27 mil unidades consumidoras são de Curitiba. Os dados foram fechados às 16h. Já de acordo com a Sanepar, há 1,2 milhão de consumidores sem água.

A Companhia Paranaense de Energia tenta restabelecer a energia em todas as residências e empresas, mas ainda não há previsão para a normalização.

Segundo o governo do Paraná, a chuva de granizo afetou 11.491 pessoas, sendo que 189 ficaram desalojadas e 143 permanecem desalojadas. 22 ficaram desabrigadas e 12 permanecem nesta condição. São registrados até agora 11 feridos e 1.708 casas danificadas.

Por enquanto, não há registro nenhuma morte por causa dos fortes ventos causados pelo ciclone. Já Santa Catarina e Rio Grande do Sul somam 10 mortos devido ao fenômeno.

CICLONE DEIXA MAIS DE 1,2 MILHÃO DE UNIDADES SEM LUZ NO PARANÁ

As rajadas de vento causadas pelo ciclone bomba no Paraná nesta terça-feira (30) deixou estragos em diversas cidades. Em Curitiba, Região Metropolitana e Litoral, por exemplo, 530 mil casas ficaram sem energia elétrica.

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Para a Copel, esse foi o pior evento climático da história, já que 1,2 milhão de unidades consumidoras foram desligadas no pico das chuvas e fortes ventos no Paraná.

De acordo com o Simepar, a rajada de vento mais forte chegou a 119 km/h (quilômetros por hora) em Laranjeiras do Sul. Em Curitiba, o vento chegou a 98km/h e 95 km/h em Guarapuava.

Nesta quarta-feira (1), os valores diminuíram consideravelmente. O vento mais forte registrado foi em Palmas, com 68 km/h. Curitiba teve rajada com 55 km/h.

Ainda segundo o Simepar, estragos são causados quando o vento gira em torno de 70km/h. Contudo, o distanciamento do ciclone diminui a força das rajadas e também inclui na queda das temperaturas.

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NOTÍCIAS DO PARANÁ

Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher

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O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.

Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.

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“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.

PLANO DE TRABALHO

Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.

“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.

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Fonte: ALEP

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