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Paraná registra número recorde de novos casos de Covid-19 e mais 47 mortes pela doença

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A Secretaria de Estado da Saúde, em informe divulgado nesta quinta-feira (30), relata mais 2.540 novas confirmações e 47 mortes pela infecção causada pelo novo coronavírus. O Paraná acumula agora  72.695 diagnósticos positivos e 1.839 óbitos em decorrência da doença. Há ajustes nos casos confirmados detalhados ao final do texto.

INTERNADOS – Segundo o informe da Saúde, há 1.273 pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 internados nesta quinta-feira. São 984 pacientes em leitos SUS (428 em UTI e 556 em enfermaria) e 289 na rede particular (110 em UTI e 179 em enfermaria).

Há outros 973 pacientes internados, 448 em UTI e 525 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo vírus Sars-CoV-2.

ÓBITOS – Os 47 pacientes que faleceram e constam do atual informe estava, todos, internados. São 20 mulheres e 27 homens, com idades que variam de 36 a 95 anos. Os óbitos ocorreram entre os dias 21 de junho a 30 de julho.

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Os pacientes que faleceram residiam em Curitiba (13), Paranaguá (5), Colombo (3), Maringá (3), Campo Mourão (2), Foz do Iguaçu (2), Pinhais (2). Houve um óbito em cada um dos seguintes municípios de Altônia, Apucarana, Araucária, Bandeirantes, Cambará, Campo Largo, Cascavel, Colorado, Fazenda Rio Grande, Guaratuba, Imbaú, Irati, Janiópolis, Piraquara, São José dos Pinhais, Sarandi e Sertanópolis.

FORA DO PARANÁ – O monitoramento da Secretaria da Saúde registra 793 casos de residentes de fora do Estado, sendo que 25 pessoas foram a óbito.

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Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher

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O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.

Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.

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“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.

PLANO DE TRABALHO

Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.

“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.

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Fonte: ALEP

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