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Polícia Rodoviária registra queda de 63% no número de mortes nas estradas na operação Ano-Novo

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O Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), da Polícia Militar do Paraná, realizou entre sexta-feira (30) e domingo (1º) a Operação Ano-Novo, que combateu a embriaguez ao volante e o excesso de velocidade nas rodovias paranaenses. O trabalho resultou na redução de 63% no número de mortes em decorrência de acidentes nas estradas estaduais – foram 7 óbitos nos últimos dias contra 19 no mesmo período do ano passado.

Durante a operação, que faz parte das ações do Verão Maior Paraná, o BPRv registrou 48 acidentes, com 64 feridos, enquanto que no ano passado foram 47 ocorrências com 65 feridos.

“Registramos uma redução significativa no número de mortes nas rodovias estaduais, apesar de termos atendido quase o mesmo número de acidentes que no ano passado. É importante ressaltar que o reforço dos policiais nas rodovias com radares móveis e abordagens fez com que infratores não seguissem viagem colocando em risco a vida dos demais usuários”, explica o major Gustavo Dalledone Zancan, subcomandante do BPRv.

Os policiais fizeram 731 testes de etilômetros, que resultaram em 37 notificações por embriaguez ao volante e cinco prisões. Na virada anterior, com a redução no número de viagens de fim de ano devido à pandemia, foram aplicados 228 testes nas rodovias estaduais.

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Além disso, o BPRv aplicou 4.978 autuações por excesso de velocidade nas rodovias e 1.545 autos de infração por outras irregularidades, como ultrapassagem em local proibido, farol queimado, passageiro/condutor trafegando sem cinto de segurança, questões documentais e mau estado de conservação do veículo.

A operação também resultou na apreensão de duas armas de fogo e na remoção de 64 veículos das estradas pela Polícia Militar do Paraná.

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Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher

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O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.

Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.

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“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.

PLANO DE TRABALHO

Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.

“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.

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Fonte: ALEP

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