NOTÍCIAS DO PARANÁ
Portal de Pagamentos de Tributos do Paraná oferece mais segurança contra fraudes
O novo Portal de Pagamentos de Tributos do Estado do Paraná, lançado há cerca de um ano pela Secretaria da Fazenda e Receita Estadual em parceria com a Celepar, passou por uma reformulação na sua interface. O objetivo dessa mudança é garantir maior facilidade ao acesso às informações sobre os pagamentos e proporcionar mais segurança aos contribuintes. A atualização é uma maneira eficaz, por exemplo, de minimizar a possibilidade de fraudes no pagamento do IPVA.
Ao acessar o portal, o usuário apenas seleciona o tipo de documento dos órgãos públicos do Estado e a guia de pagamento é gerada automaticamente. Mesmo para taxas extraordinárias, o próprio contribuinte pode informar o valor a ser pago. “O sistema permite a emissão de guias para diversos tipos de pagamentos ao Estado, incluindo taxas de inscrição de concursos, restituições, depósitos e tributos estaduais”, explicou a diretora da Receita Estadual do Paraná, Suzane Gambetta.
Para evitar cair em golpes, é essencial que os contribuintes sempre gerem guias de pagamento pelos canais oficiais, identificados com o final “pr.gov.br”, e verifiquem a autenticidade dos sites antes de qualquer transação.
GUIAS DE RECOLHIMENTOS
As Guias de Recolhimento do Estado do Paraná (GR-PR) são os instrumentos que possibilitam o pagamento de tributos como o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o Imposto sobre a Propriedade de Veículo Automotor (IPVA) e o Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis Doação (ITCMD), além de taxas de serviços públicos e outras receitas relacionadas a cobranças feitas por órgãos públicos estaduais.
PADRONIZAÇÃO
A parametrização e unificação dos sistemas de emissão de guias permitem padronizar documentos destinados à entrada de recursos extraordinários ou não recorrentes, como taxas e devoluções a serem restituídas aos cofres públicos. Anteriormente, cada novo tipo de recolhimento exigia o desenvolvimento de um código específico pela Celepar, o que demandava tempo e recursos.
Com a parametrização das guias, conforme a necessidade de cada órgão e entidade, o processo será muito mais ágil. As próprias equipes da Receita Estadual e da Fazenda poderão configurar os parâmetros para novas formas de receita, reduzindo em mais de 90% o tempo necessário para adicionar novos códigos.
A nova padronização do Portal foi desenvolvida conforme orientação da Secretaria de Comunicação do Estado do Paraná, com o intuito de dar mais autonomia à Sefa e à Receita Estadual.
PROFISCO II
A plataforma unificada de emissão de GRPR exigiu um investimento aproximado de R$ 600 mil e faz parte da segunda fase do Projeto de Modernização da Gestão Fiscal do Estado, conhecido como Profisco II.
A modernização fazendária e fiscal do Paraná representa um investimento total de aproximadamente R$ 270 milhões (US$ 55 milhões), a serem desembolsados até 2025. Deste montante, R$ 245,5 milhões (US$ 50 milhões) são financiados pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), enquanto R$ 24,5 milhões (US$ 5 milhões) são contrapartida do governo estadual.
Agência Estadual de Notícias Foto: Victor Silva/SEFA-PR
NOTÍCIAS DO PARANÁ
Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher
O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.
Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.
“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.
PLANO DE TRABALHO
Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.
“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.
Fonte: ALEP
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