NOTÍCIAS DO PARANÁ
Rapaz que matou dois estudantes em escola no Paraná é encontrado morto na cadeia
O autor do trágico ataque à Escola Estadual Professora Helena Kolody, em Cambé, no norte do Paraná, que resultou na morte de dois jovens alunos, foi encontrado morto dentro de sua cela na Casa de Custódia de Londrina, na noite de terça-feira, 20.
Marcos Vinícius, de 21 anos, foi encontrado enforcado por volta das 23h30, utilizando uma corda artesanal conhecida como “Tereza”. A morte de Marcos Vinicius foi notada por outro homem com quem ele dividia a cela. O detento ao perceber o ato gritou por ajuda.
Após o ocorrido, uma equipe do Samu foi acionada e constatou o óbito. As autoridades competentes, como a Polícia Civil, Criminalística e IML, estiveram presentes no local para atender à ocorrência e realizar os procedimentos necessários.
O CASO
Marcos Vinícius foi detido por Joel de Oliveira de 63 anos, um homem que prestava serviços em uma clínica próxima à escola. Joel ouviu os gritos e os pedidos de socorro vindos da escola, adentrando o prédio e confrontando o agressor. Identificando-se como policial, Joel conseguiu fazer com que o atirador se rendesse e entregasse a arma, que havia sido utilizada para tirar a vida da jovem Karoline Alves e atingir o namorado dela, Luan Augusto da Silva.
Luan foi socorrido em estado grave e levado à Santa Casa de Cambé, porém, devido à gravidade de seu quadro clínico, precisou ser transferido para o Hospital Universitário em Londrina. Infelizmente, Luan não resistiu e veio a falecer depois de sofrer uma parada cardiorrespiratória, por volta das 03h15 da madrugada de ontem.
As autoridades continuam investigando o caso minuciosamente, a fim de esclarecer todos os detalhes relacionados ao trágico evento. (Londrina News Notícias).
NOTÍCIAS DO PARANÁ
Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher
O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.
Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.
“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.
PLANO DE TRABALHO
Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.
“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.
Fonte: ALEP
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