NOTÍCIAS DO PARANÁ
Temporal atinge cidades do oeste e sudoeste; ventos passam de 90 km
Um forte temporal atingiu cidades das regiões oeste e sudoeste do Paraná na tarde deste domingo (28). A Defesa Civil havia emitido um alerta sobre a mudança nas condições do tempo. As informações são da Tarobá News.
Com ventos que passaram de 90 km/h árvores foram derrubadas em cidades como Foz do Iguaçu e Francisco Beltrão, conforme mostram os vídeos.
O Corpo de Bombeiros de Francisco Beltrão recebe inúmeras ligações de famílias que tiveram casas destelhadas.
“Estamos distribuindo lonas de forma organizada e com equipes em ruas podando árvores para liberar o fluxo e pessoas que porventura ficaram presas em casa”, explica o tenente.
Há casos de pessoas feridas e também de acidentes de trânsito decorrentes da intensa força do temporal nas regiões oeste e sudoeste.
De acordo o Simepar, a situação é compatível de intensa linha de tempestades nessas regiões. Ainda conforme o Simepar, a rajada de vento em Francisco Beltrão atingiu os 95,7 km/h, às 17h e em Foz do Iguaçu, por volta das 16h, o registro foi de 95,4 km/h.
Temporal deixa áreas sem luz e água
A Sanepar informa que a queda de energia elétrica na captação e nas estações elevatórias de água em Foz do Iguaçu pode afetar o abastecimento em toda a cidade. No momento, não há previsão de retorno da energia e de normalização do abastecimento.
A orientação é para que a população faça uso racional da água. O Serviço de Atendimento é feito pelo telefone 0800 200 0115, que funciona 24 horas. Ao ligar, tenha em mãos a conta de água ou o número de sua matrícula.
NOTÍCIAS DO PARANÁ
Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher
O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.
Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.
“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.
PLANO DE TRABALHO
Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.
“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.
Fonte: ALEP
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