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Homem que ajudou no resgate de grupo levado por cabeça d’água diz que ‘só ouvia gritos’

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Adolescentes de 15, 16 e 17 anos foram levados pela força da água na tarde de domingo (17). Uma pessoa continua desaparecida, segundo o Corpo de Bombeiros.
Um morador de um sítio que faz divisa com o ribeirão onde três adolescentes foram arrastados por uma cabeça d’água após atingir uma cachoeira em Paranavaí, no noroeste do Paraná auxiliou no resgate das vítimas.
Caso aconteceu por volta das 16h de domingo (17). Oito pessoas estavam no momento do incidente. Uma pessoa continua desaparecida, segundo o Corpo de Bombeiros.
Tiago Domingos Duarte é morador da propriedade e escutou pedido de socorro vindo em direção do ribeirão. Veja acima o depoimento.

“Escutei os gritos lá de baixo. Desci lá e liguei para os Bombeiros. Só escutava os gritos, mas não dava pra ver, lugar de bem ruim acesso. Um amigo meu desceu, tirou uma mulher e mais duas crianças. A gente não via, só escutava os gritos e ia acompanhando”, falou. Conforme a corporação, quatro pessoas conseguiram escapar a tempo, os adolescentes de 15, 16 e 17, além de uma mulher, não conseguiram sair a tempo e foram levados.
Um dos adolescente que morreu ajudou duas crianças e uma idosa a sair da água, mas foi levado pela correnteza, segundo os militares.
Equipes de socorro retomaram as buscas na manhã desta segunda-feira (18) pela quarta vítima.
De acordo com o Simepar, na hora da enxurrada, choveu cerca de 53 milímetros na cabeceira da cachoeira.
Local de difícil acesso
Equipes de Corpo de Bombeiros tiveram dificuldade de acessar o local onde os jovens foram encontrados por conta do alto nível do ribeirão, além das buscas pela 4° vítima.
Foram necessários equipamentos especiais para chegar até os pontos.
“A dificuldade é que não tem área nas marges para caminhar, precisa caminhar dentro do rio para fazer as buscas. Saímos ontem daqui por volta das 21h30”, falou o sargento Oliveira.
Cabeça d´água
Cabeça d’água é um aumento rápido e repentino do nível de um rio, lago ou cachoeira devido a chuvas em trechos anteriores, ou mais altos do percurso.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a água apresenta uma mudança na coloração e passa a ter mais folhas e galhos.
Os bombeiros recomendam que as pessoas visitem estes locais sempre acompanhados de instrutores ou pessoas com experiência na região.
Quando o rio apresentar algum sinal de aumento do volume ou mudança da coloração, é preciso sair imediatamente do local e procurar pontos mais altos nas margens do rio.

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G1/Globo Tiago Domingos Duarte, morador que ajudou no resgate das vítimas — Foto: Reprodução/RPC

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Primas desaparecidas são identificadas após ossadas serem encontradas enterradas

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Após quatro meses de buscas, a Polícia Civil do Paraná confirmou nesta quinta-feira (27) a identidade de Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos, e que foram assassinadas após saírem de uma boate, em Paranavai.

As primas estavam desaparecidas desde 20 de abril e foram encontradas mortas, enterradas em uma cova rasa em uma área rural de Paraíso do Norte. A identificação foi realizada por meio da análise das arcadas dentárias.

Exames médico-legais também apontaram que as jovens foram vítimas de morte violenta. A causa exata das mortes, porém, ainda não foi definida e depende da conclusão de outros exames.

Os corpos, ou apenas a ossada, foram localizados no dia 21 de agosto, durante as investigações sobre o desaparecimento das primas. Segundo a Polícia Civil, um dos suspeitos presos durante a apuração indicou aos investigadores o local onde as vítimas estavam enterradas.

Letycia e Sttela desapareceram na madrugada de 21 de abril, depois de saírem de uma boate em Paranavaí acompanhadas de um homem. Conforme as investigações, as jovens deixaram a cidade em uma caminhonete preta. O veículo foi flagrado por câmeras de segurança passando por Jussara, na região de Cianorte.

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O principal suspeito do crime, Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, conhecido como “Dog Dog”, morreu durante uma abordagem policial em Mandaguari. De acordo com a investigação, ele teria tentado fugir e feito uma família refém, provocando uma troca de tiros com os policiais.

O segundo suspeito foi preso em Umuarama e, segundo a Polícia Civil, teria confessado o crime durante o interrogatório, além de indicar o local onde os corpos estavam enterrados. As investigações continuam para esclarecer a dinâmica do crime, a motivação e a causa exata das mortes.

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