SAÚDE

Paraná segue sem novos casos de sarampo e fica a 10 dias de final de surto

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Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, o Paraná passou mais uma semana sem registrar novos casos de sarampo e precisa de mais dez dias sem ocorrência para sair do estado de surto.

Isso porque o Paraná completou nesta quinta-feira (9), 80 dias sem registro de casos de sarampo e precisa de 90 para conseguir esse status.

Desde agosto de 2019, 1.837 pessoas foram contaminadas pela doença em todo Paraná, cinco a mais do que no último boletim da Secretaria de Estado da Saúde.

Segundo a coordenação de Vigilância Epidemiológica esses cinco casos são de períodos anteriores e aguardavam análise para a presença do sarampo.

Ainda outros 240 exames também aguardam resultados, enquanto 1.290 já receberam diagnóstico negativo para a doença.

VACINA CONTRA SARAMPO DISPONÍVEL EM TODO ESTADO

A única forma de se resguardar contra o sarampo é por meio da imunização contra essa doença. Organizada pelo Ministério da Saúde, a campanha nacional de vacinação começou no mês de fevereiro e atualmente está focada na faixa etária de 20 a 49 anos.

O Ministério da Saúde prorrogou o prazo da campanha nacional de vacinação de 30 de junho até 31 de agosto para pessoas entre 20 e 49 anos.

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“Embora estejamos na pandemia pelo novo coronavírus, precisamos nos cuidar de outros vírus também. Peço que todos que ainda não tomaram a dose da vacina que protege contra o sarampo, que procurem a unidade mais próxima da sua casa. Somente assim todos vão ficar protegidos dessa doença”, explicou o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

O sarampo é uma doença contagiosa, sendo que é possível que uma pessoa transmita para outros 18 indivíduos por meio da tosse, espirro, fala e ao respirar.

São alguns dos sintomas do sarampo a  febre alta, tosse, coriza, conjuntivite, exantema (manchas avermelhadas na pele), sendo que alguns casos podem apresentar cefaleia, indisposição e diarreia.

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SAÚDE

Coronavírus: o que se sabe sobre a vacina com resultados ‘extremamente promissores’ criada em Oxford

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Uma vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pela Universidade Oxford parece ser segura e ter o poder de desencadear uma resposta imune pelo organismo.

Testes envolvendo 1.077 pessoas mostram que a vacina resultou na produção de anticorpos e células T que podem combater o coronavírus.

As descobertas são extremamente promissoras, mas ainda é cedo para saber se isso é suficiente para oferecer proteção.

Enquanto estudos mais amplos estão em andamento, o Reino Unido já encomendou 100 milhões de doses da vacina.

Entenda a seguir o que se sabe até agora sobre esta possível vacina.

Como a vacina funciona?

A vacina – chamada ChAdOx1 nCoV-19 – está sendo desenvolvida em uma velocidade sem precedentes.

Ela é produzida a partir de um vírus geneticamente modificado que causa o resfriado comum em chimpanzés.

O vírus foi fortemente modificado – primeiro para não causar infecções nas pessoas, mas também para se “parecer” mais com coronavírus.

No desenvolvimento da vacina, os cientistas transferiram informações genéticas para a “proteína de pico viral” do coronavírus – uma ferramenta crucial usada pelo novo coronavírus para invadir nossas células.

O que são anticorpos e células T?

Até agora, grande parte dos debates sobre uma resposta ao coronavírus tem sido sobre anticorpos, mas eles são apenas uma parte da nossa defesa imunológica.

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Anticorpos são pequenas proteínas produzidas pelo sistema imunológico que se grudam na superfície dos vírus.

Os anticorpos neutralizantes têm o poder desativar o coronavírus.

Já as células T, um tipo de glóbulo branco, ajudam a coordenar o sistema imunológico.

Elas são capazes de identificar quais células do corpo foram infectadas e destruí-las.

Quase todas as vacinas eficazes induzem respostas tanto de um anticorpo quanto célula T.

É seguro?

Sim, mas existem efeitos colaterais.

Não houve reações perigosas, no entanto, 70% das pessoas no estudo desenvolveram febre ou dor de cabeça.

Os pesquisadores dizem que isso pode ser controlado com paracetamol.

Sarah Gilbert, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, diz: “Ainda há muito trabalho a ser feito antes que possamos confirmar se nossa vacina ajudará a gerenciar a pandemia da covid-19, mas esses primeiros resultados são promissores”.

Quais são as próximas etapas do teste?
Os resultados até agora são promissores, mas o principal objetivo dos cientistas é garantir que a vacina seja segura o suficiente para as pessoas.

O estudo não mostra se a vacina pode impedir as pessoas de adoecerem ou até diminuir os sintomas da covid-19.

Mais de 10 mil pessoas participarão da próxima etapa dos testes no Reino Unido.

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O estudo também foi expandido para outros países porque, neste momento, os níveis de coronavírus são baixos no Reino Unido, o que dificulta a percepção da eficácia da vacina.

Haverá um grande teste envolvendo 30 mil pessoas nos EUA, 2 mil na África do Sul e 5 mil no Brasil.

Também existem pedidos “testes de desafio”, nos quais pessoas vacinadas são deliberadamente infectadas com coronavírus. No entanto, há preocupações éticas devido à falta de tratamentos efetivos para a doença.

Quando a vacina estará disponível?

É possível que uma vacina contra o coronavírus seja confirmada como eficaz antes do final do ano no Reino Unido. Mas ela não estará amplamente disponível.

Profissionais de saúde e assistência serão priorizados no país, assim como pessoas que estejam sob alto risco devido à idade ou condições médicas.

É provável que a vacinação generalizada no Reino Unido comece no início do próximo ano, se tudo der certo.

O primeiro-ministro Boris Johnson disse: “Obviamente, estou esperançoso, estou com os dedos cruzados, mas dizer que estou 100% confiante de que vamos receber uma vacina este ano, ou mesmo no próximo ano, é um exagero”.

“Nós não chegamos lá ainda”, continuou.

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