SAÚDE
Como fica a prática de atividade física durante a pandemia de Coronavírus?
De uma hora para outra, passamos a nos adaptar em diversos sentidos. Em virtude da pandemia, precisamos aprender novas formas de trabalho, consumo e de socialização. Mas com as restrições para sair de casa, precisamos principalmente levar para a sala de estar as atividades físicas que antes eram feitas em academias e parques.
Diante da ameaça que o novo vírus oferece à saúde das pessoas, manter um comportamento sedentário pode ser ainda pior. Isso porque a prática de atividade física melhora o sistema imunológico e ainda contribui para a proteção e o combate às doenças crônicas, que podem agravar as consequências do Coronavírus.
Cabe um destaque para a obesidade. Essa doença crônica estava mais presente nos óbitos de jovens que nos de idosos, de acordo com o boletim do Ministério da Saúde sobre a disseminação do COVID-19 no Brasil divulgado no início de abril. Nesse caso, a atividade física pode colaborar de maneira efetiva para a redução do acúmulo de gordura corporal e a melhora da saúde de forma global.
Tranquilizante natural
Manter a rotina da prática regular de atividade física pode oferecer também benefícios psicológicos, como promover a sensação de bem-estar. Esse é um fator importante a ser observado, uma vez que a nova rotina proposta pela pandemia pode ser um fator estressante e gatilho para a ansiedade.
Nesse sentido, manter a prática de atividade física ajudará no retorno das atividades de vida diária, após o período crítico de disseminação do novo Coronavírus. E as vantagens valem para crianças, adultos e idosos. Então, empurre os móveis da sala e aproveite o espaço para se movimentar!
Aproveite também para convidar as pessoas que moram com você para sair do sofá. Assim, praticar atividade física pode se tornar um momento familiar de entretenimento e socialização. Dessa forma, a Coordenação-Geral de Promoção de Atividade Física e Ações Intersetoriais, do Ministério da Saúde, orienta que para cada faixa etária existe um tipo de prática adequada.

Menores de 2 anos:
De acordo com a Coordenação do Ministério, as atividades físicas podem ter qualquer intensidade e devem ser distribuídas ao longo do dia. A música é um bom incentivo para esses movimentos, assim como os momentos de brincadeira com a família. Exemplo: rastejar, engatinhar, manipular objetos e texturas, correr ou andar.
Entre 3 e 4 anos:
As atividades físicas já podem ter maior intensidade e serem estimuladas por meio de histórias infantis, músicas ou brincadeiras cantadas, que incentivem as crianças a usarem a criatividade e a imaginação. Por exemplo: subir e atravessar objetos, dançar, pular corda, brincar de esconde-esconde.
Com mais de 5 anos:
As atividades físicas ganham ainda mais intensidade e podem ser realizadas por meio de jogos, brincadeiras e danças. Vale também brincar de esconde-esconde, de mímica, criar coreografias, pular corda, elástico e amarelinha. Videogames que estimulam os movimentos corporais também são bem-vindos.
Para todas as faixas etárias das crianças, é essencial que o tempo em frente às telas (tablets, celulares e televisão) seja reduzido ao máximo possível e seja substituído por atividades físicas, como as citadas acima.

São recomendadas atividades físicas de intensidade moderada a vigorosa, que podem ser realizadas no tempo livre ou durante os afazeres domésticos. Vale dançar, pular corda, subir escadas. Assim como para as crianças, os videogames que estimulam movimentos corporais também podem ser opções divertidas para os adultos.
Para quem está em home office durante a pandemia, é importante evitar longos períodos sentado. Levante-se de tempos em tempos para se movimentar, seja para buscar água, ir ao banheiro ou até mesmo dar uma volta pela casa.
Para os iniciantes em qualquer atividade física, é recomendável começar pelas mais leves. Os exercícios de alongamento e relaxamento podem ser realizados em casa, sem a necessidade de muito espaço, como no chão ou em pé.
Da mesma forma, podem ser feitos os exercícios de fortalecimento que envolvem grandes grupos musculares, como se sentar e se levantar de uma cadeira ou agachar para levantar objetos com pouco peso (1 a 2 kg). É importante sempre respeitar os limites do próprio corpo.
Para adultos que já têm contato com a atividade física, é hora de adaptar os exercícios em casa ou diversificar as atividades. Além disso, mantenha sempre o corpo hidratado e beba água várias vezes ao dia.

Eles podem realizar alongamentos simples e exercícios de fortalecimento muscular. Alguns exemplos que podem ser feitos dentro de casa são: levantar-se e sentar-se na cadeira algumas vezes seguidas, subir escadas, agachar para pegar objetos ou carregar sacolas com pouco peso. Sempre respeitando os limites do próprio corpo.
Por ser a faixa etária com maior risco, os idosos necessitam de mais atenção e devem ficar em casa o máximo de tempo possível. Manter o corpo ativo ajudará a ter disposição para fazer as atividades rotineiras após o período de isolamento.
O que fazer em caso de suspeita de Coronavírus?
Mesmo que os sintomas sejam leves, suspenda imediatamente a prática das atividades físicas, é o que orienta Paula Sandreschi, da Coordenação-Geral de Promoção da Atividade Física e Ações Intersetoriais do Ministério da Saúde. Retome apenas após realizar possíveis exames e tratamentos ou quando não tiver mais sintomas. Para saber mais sobre indícios, tratamento, unidades de saúde próximas a sua casa e conferir notícias oficiais com foco no COVID-19, baixe gratuitamente o aplicativo Coronavírus – SUS.

SAÚDE
Coronavírus: o que se sabe sobre a vacina com resultados ‘extremamente promissores’ criada em Oxford
Uma vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pela Universidade Oxford parece ser segura e ter o poder de desencadear uma resposta imune pelo organismo.
Testes envolvendo 1.077 pessoas mostram que a vacina resultou na produção de anticorpos e células T que podem combater o coronavírus.
As descobertas são extremamente promissoras, mas ainda é cedo para saber se isso é suficiente para oferecer proteção.
Enquanto estudos mais amplos estão em andamento, o Reino Unido já encomendou 100 milhões de doses da vacina.
Entenda a seguir o que se sabe até agora sobre esta possível vacina.
Como a vacina funciona?
A vacina – chamada ChAdOx1 nCoV-19 – está sendo desenvolvida em uma velocidade sem precedentes.
Ela é produzida a partir de um vírus geneticamente modificado que causa o resfriado comum em chimpanzés.
O vírus foi fortemente modificado – primeiro para não causar infecções nas pessoas, mas também para se “parecer” mais com coronavírus.
No desenvolvimento da vacina, os cientistas transferiram informações genéticas para a “proteína de pico viral” do coronavírus – uma ferramenta crucial usada pelo novo coronavírus para invadir nossas células.

O que são anticorpos e células T?
Até agora, grande parte dos debates sobre uma resposta ao coronavírus tem sido sobre anticorpos, mas eles são apenas uma parte da nossa defesa imunológica.
Anticorpos são pequenas proteínas produzidas pelo sistema imunológico que se grudam na superfície dos vírus.
Os anticorpos neutralizantes têm o poder desativar o coronavírus.
Já as células T, um tipo de glóbulo branco, ajudam a coordenar o sistema imunológico.
Elas são capazes de identificar quais células do corpo foram infectadas e destruí-las.
Quase todas as vacinas eficazes induzem respostas tanto de um anticorpo quanto célula T.
É seguro?
Sim, mas existem efeitos colaterais.
Não houve reações perigosas, no entanto, 70% das pessoas no estudo desenvolveram febre ou dor de cabeça.
Os pesquisadores dizem que isso pode ser controlado com paracetamol.
Sarah Gilbert, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, diz: “Ainda há muito trabalho a ser feito antes que possamos confirmar se nossa vacina ajudará a gerenciar a pandemia da covid-19, mas esses primeiros resultados são promissores”.
Quais são as próximas etapas do teste?
Os resultados até agora são promissores, mas o principal objetivo dos cientistas é garantir que a vacina seja segura o suficiente para as pessoas.
O estudo não mostra se a vacina pode impedir as pessoas de adoecerem ou até diminuir os sintomas da covid-19.
Mais de 10 mil pessoas participarão da próxima etapa dos testes no Reino Unido.
O estudo também foi expandido para outros países porque, neste momento, os níveis de coronavírus são baixos no Reino Unido, o que dificulta a percepção da eficácia da vacina.
Haverá um grande teste envolvendo 30 mil pessoas nos EUA, 2 mil na África do Sul e 5 mil no Brasil.
Também existem pedidos “testes de desafio”, nos quais pessoas vacinadas são deliberadamente infectadas com coronavírus. No entanto, há preocupações éticas devido à falta de tratamentos efetivos para a doença.
Quando a vacina estará disponível?
É possível que uma vacina contra o coronavírus seja confirmada como eficaz antes do final do ano no Reino Unido. Mas ela não estará amplamente disponível.
Profissionais de saúde e assistência serão priorizados no país, assim como pessoas que estejam sob alto risco devido à idade ou condições médicas.
É provável que a vacinação generalizada no Reino Unido comece no início do próximo ano, se tudo der certo.
O primeiro-ministro Boris Johnson disse: “Obviamente, estou esperançoso, estou com os dedos cruzados, mas dizer que estou 100% confiante de que vamos receber uma vacina este ano, ou mesmo no próximo ano, é um exagero”.
“Nós não chegamos lá ainda”, continuou.
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