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São Paulo registra maior queda semanal no número de mortes por covid-19

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São Paulo registra maior queda semanal no número de mortes por covid-19

O estado de São Paulo registrou 144 mortes a menos pelo coronavírus na última semana (22 a 28 de junho) em relação à anterior (15 a 21 de junho). Esta foi a maior queda semanal desde o início da pandemia.
Na semana 25 da pandemia, o estado teve 1.913 mortes. No levantamento apresentado hoje sobre a semana 26, o número foi de 1.769.

“No nosso monitoramento, que é feito diariamente dos casos e dos óbitos, nesta semana, a 26, temos uma redução de 144 óbitos em relação à semana 25, que foi a anterior. Isto traz como resultado o menor aumento percentual de toda a série histórica. Esta semana tivemos 14% de aumento”, afirmou João Gabbardo, secretário-executivo do Comitê de Contingência paulista.
Esta foi somente a segunda queda registrada pelo Estado de uma semana para outra. A primeira redução foi de apenas três óbitos e ocorreu da semana 23 para a semana 24, quando o número de mortes caiu de 1.526 vítimas fatais para 1.523.

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O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), declarou que, apesar de parecer positivo, esse dado deve ser observado com moderação.
De acordo com dados apresentados hoje pelo governo, São Paulo registra ao todo 14.398 mortos por covid-19 e 275.145 casos oficiais. A universidade americana Johns Hopkins, referência mundial na computação de dados, aponta que São Paulo é o segundo estado com mais casos no mundo, atrás somente de Nova York.

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Coronavírus: o que se sabe sobre a vacina com resultados ‘extremamente promissores’ criada em Oxford

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Uma vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pela Universidade Oxford parece ser segura e ter o poder de desencadear uma resposta imune pelo organismo.

Testes envolvendo 1.077 pessoas mostram que a vacina resultou na produção de anticorpos e células T que podem combater o coronavírus.

As descobertas são extremamente promissoras, mas ainda é cedo para saber se isso é suficiente para oferecer proteção.

Enquanto estudos mais amplos estão em andamento, o Reino Unido já encomendou 100 milhões de doses da vacina.

Entenda a seguir o que se sabe até agora sobre esta possível vacina.

Como a vacina funciona?

A vacina – chamada ChAdOx1 nCoV-19 – está sendo desenvolvida em uma velocidade sem precedentes.

Ela é produzida a partir de um vírus geneticamente modificado que causa o resfriado comum em chimpanzés.

O vírus foi fortemente modificado – primeiro para não causar infecções nas pessoas, mas também para se “parecer” mais com coronavírus.

No desenvolvimento da vacina, os cientistas transferiram informações genéticas para a “proteína de pico viral” do coronavírus – uma ferramenta crucial usada pelo novo coronavírus para invadir nossas células.

O que são anticorpos e células T?

Até agora, grande parte dos debates sobre uma resposta ao coronavírus tem sido sobre anticorpos, mas eles são apenas uma parte da nossa defesa imunológica.

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Anticorpos são pequenas proteínas produzidas pelo sistema imunológico que se grudam na superfície dos vírus.

Os anticorpos neutralizantes têm o poder desativar o coronavírus.

Já as células T, um tipo de glóbulo branco, ajudam a coordenar o sistema imunológico.

Elas são capazes de identificar quais células do corpo foram infectadas e destruí-las.

Quase todas as vacinas eficazes induzem respostas tanto de um anticorpo quanto célula T.

É seguro?

Sim, mas existem efeitos colaterais.

Não houve reações perigosas, no entanto, 70% das pessoas no estudo desenvolveram febre ou dor de cabeça.

Os pesquisadores dizem que isso pode ser controlado com paracetamol.

Sarah Gilbert, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, diz: “Ainda há muito trabalho a ser feito antes que possamos confirmar se nossa vacina ajudará a gerenciar a pandemia da covid-19, mas esses primeiros resultados são promissores”.

Quais são as próximas etapas do teste?
Os resultados até agora são promissores, mas o principal objetivo dos cientistas é garantir que a vacina seja segura o suficiente para as pessoas.

O estudo não mostra se a vacina pode impedir as pessoas de adoecerem ou até diminuir os sintomas da covid-19.

Mais de 10 mil pessoas participarão da próxima etapa dos testes no Reino Unido.

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O estudo também foi expandido para outros países porque, neste momento, os níveis de coronavírus são baixos no Reino Unido, o que dificulta a percepção da eficácia da vacina.

Haverá um grande teste envolvendo 30 mil pessoas nos EUA, 2 mil na África do Sul e 5 mil no Brasil.

Também existem pedidos “testes de desafio”, nos quais pessoas vacinadas são deliberadamente infectadas com coronavírus. No entanto, há preocupações éticas devido à falta de tratamentos efetivos para a doença.

Quando a vacina estará disponível?

É possível que uma vacina contra o coronavírus seja confirmada como eficaz antes do final do ano no Reino Unido. Mas ela não estará amplamente disponível.

Profissionais de saúde e assistência serão priorizados no país, assim como pessoas que estejam sob alto risco devido à idade ou condições médicas.

É provável que a vacinação generalizada no Reino Unido comece no início do próximo ano, se tudo der certo.

O primeiro-ministro Boris Johnson disse: “Obviamente, estou esperançoso, estou com os dedos cruzados, mas dizer que estou 100% confiante de que vamos receber uma vacina este ano, ou mesmo no próximo ano, é um exagero”.

“Nós não chegamos lá ainda”, continuou.

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