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Universidades estaduais adiam vestibulares para o ano que vem

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As universidades estaduais do Paraná decidiram adiar seus vestibulares e processos seletivos seriados para 2021, em virtude da pandemia do novo coronavírus. A decisão tem o objetivo de evitar aglomerações e oferecer condições para que os estudantes possam se preparar para o concurso.

Na Universidade Estadual de Londrina (UEL), a Coordenadoria de Processos Seletivos (Cops) elaborou uma proposta que prevê o concurso em uma única fase em janeiro de 2021. A proposta ainda deverá ser submetida à aprovação do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe).

Segundo a coordenadora da Cops, Sandra Garcia, o modelo que está sendo preparado mantém a definição pedagógica de buscar um aluno crítico e com capacidade de interpretação. “Vamos garantir toda a condição para o estudante demonstrar seu conteúdo. O mais importante é fazer a seleção com o máximo de segurança possível”, diz Sandra.

A Universidade Estadual de Maringá (UEM) decidiu cancelar a edição de inverno do vestibular e fazer uma única seleção em fevereiro de 2021, nos dias 7 e 8. As provas do Processo de Avaliação Seriada (PAS), voltadas para estudantes do ensino médio, ficaram marcadas para o dia 28 de fevereiro.

As Universidades Estaduais de Ponta Grossa (UEPG) e do Centro-Oeste (Unicentro) agendaram seus vestibulares para março de 2021.

A Coordenadoria de Processos de Seleção (CPS), em conjunto com a Reitoria e Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) da UEPG, anunciou que as provas do Processo Seletivo Seriado (PSS) e dos vestibulares foram remarcadas para 31 de janeiro e 7 e 8 de março de 2021, respectivamente.

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As vagas dos Vestibulares de Inverno e de Verão foram reunidas para um único concurso.

Com um novo cronograma, a Unicentro definiu para os dias 21 e 22 de março o vestibular. Segundo a diretora da Coordenadoria de Processos Seletivos, Maria Mores Pinto, as datas foram definidas de acordo com as do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

A universidade buscou datas que não coincidissem com as de outras instituições públicas de ensino superior do Paraná.

A Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) definiu o dia 30 de maio o Concurso Vestibular 2021. “Sempre priorizamos salvar vidas. Começamos a estruturar a retomada acadêmica e a data em maio mostrou-se apropriada pois democratiza o acesso, dando tempo ao aluno para se preparar e fazer uma boa prova”, diz o reitor Alexandre Webber.

Nas Universidades Estaduais do Paraná (Unespar) e do Norte do Paraná (UENP) as coordenadorias de processos seletivos estudam uma nova data para o vestibular. A previsão é que os processos seletivos também ocorram no início de 2021.

CALENDÁRIO

Confira como ficou o calendário dos vestibulares das Universidades Estaduais:

  • Universidade Estadual de Londrina (UEL) – previsão é que o vestibular seja em janeiro 2021. A proposta ainda deverá ser submetida à aprovação por parte do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE).
  • Universidade Estadual de Maringá (UEM) – o vestibular 2020 deve acontecer nos dias 7 e 8 de fevereiro de 2021. A universidade afirmou que ainda vai divulgar a data para abertura das inscrições do vestibular.
  • Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) – uma única edição do concurso será nos dias 7 e 8 de março de 2021. As inscrições devem ser feitas pela internet, entre 1º de setembro e 29 de outubro de 2020.
  • Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) – As provas do vestibular serão nos dias 21 e 22 de março. As inscrições acontecem entre os dia 4 de janeiro e 4 de fevereiro do próximo ano.
  • Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) definiu a data do vestibular 2021 para o dia 30 de maio. A previsão é de as inscrições sejam entre os meses de fevereiro e abril.
  • Universidades Estadual do Paraná (Unespar) e Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) estudam uma nova data. A previsão é que os processos seletivos também ocorram no início de 2021.
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Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher

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O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.

Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.

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“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.

PLANO DE TRABALHO

Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.

“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.

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Fonte: ALEP

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