NOTÍCIAS DO PARANÁ
A cada cinco mortos por Covid no Paraná, quatro tinham fatores de risco
Passados dez meses do início da pandemia de Covid-19 no Paraná, 398.806 casos foram confirmados e 7.621 morreram por complicações da doença. Segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (Sesa), 81% tinham pelo menos um fator de risco associado e 19% não apresentavam nenhuma comorbidade. Entre os mortos com fatores de risco, 76, 38% eram idosos, 47,49% tinham doença vascular e 32, 40 % eram diabéticos.
Todas as outras comorbidades apresentam menos de 10% das mortes, mas nem por isso são menos assustadoras. Desde o início da pandemia, por exemplo, 645 paranaenses, 8,03% dos casos de comorbidades, morreram durante a pandemia. Doença renal crônica foi fator de risco para a morte de 576 (8,99%) pessoas no Estado. Gestantes, recém-nascidos e crianças com menos de 6 anos também estão neste recorte de dados. Nove crianças até 42 dias depois do parto, 10 gestantes e quatro crianças com menos de 6 anos morreram no Estado.
Boletins atualizados
A Secretaria de Estado da Saúde divulgou ontem 1.562 novos casos de Covid-19 e mais 26 óbitos pelo novo coronavírus. Os casos divulgados neste domingo são de agosto (1), setembro (1), outubro (2), novembro (1) e dezembro (1.557).
Até ontem, eram 1.529 pacientes internados com diagnóstico confirmado de Covid-19. Destes, 1.183 ocupam leitos SUS (610 UTI e 573 clínicos/enfermaria) e 346 da rede particular (137 UTI e 209 clínicos/enfermaria). Há outros 1.174 pacientes internados, 473 em leitos UTI e 701 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo Sars-CoV-2.
A secretaria estadual informou a morte de mais 26 pacientes. São 10 mulheres e 16 homens com idades que variam de 38 a 88 anos. Os óbitos ocorreram entre 21 e 26 de dezembro.
DADOS DE COVID-19 NO PARANÁ
ÓBITOS POR COVID-19 COM COMORBIDADE
FATOR DE RISCO Nº %
Idoso: 5.482 76,38%
Doença cardiovascular crônica: 3.408 47,49%
Diabetes mellitus: 2.325 32,40%
Doença Neurológica Crônica: 688 9,59%
Doença renal crônica: 576 8,99%
Pneumopatias crônicas: 576 8,03%
Obesidade: 645 8,03%
Imunodeficiência/imunodepressão: 324 4,51%
Asma: 199 2,77%
Doença hepática: 131 1,83%
Doença hematológica: 73 1,02%
Síndrome de Down: 25 0,35%
Indígenas: 7 0,10%
Puerpério (até 42 dias do parto): 9 0,13%
Gestante: 10 0,14%
Crianças menores de 6 anos: 4 0,06%
TOTAL: 14.482** –
CASOS POR COVID-19 COM COMORBIDADES INTERNADOS
FATOR DE RISCO Nº %
Idoso: 14.094 51,29%
Doença cardiovascular crônica: 9.644 35,09%
Diabetes mellitus: 6.406 23,31%
Doença Neurológica Crônica: 1.337 4,87%
Doença renal crônica: 1.097 3,99%
Pneumopatias crônicas: 1.309 4,76%
Obesidade: 2.093 7,62%
Imunodeficiência/ imunodepressão: 694 2,53%
Asma: 824 3,00%
Doença hepática: 309 1,12%
Doença hematológica: 168 0,61%
Síndrome de Down: 73 0,27%
Indígenas: 23 0,08%
Puerpério (até 42 dias do parto): 47 0,17%
Gestante: 167 0,61%
Crianças menores de 6 anos: 210 0,76%
TOTAL: 38.495** –
Fonte de dados: Sivep-gripe data 23/12/2020. Atualizado 23/12/2020.
*Foram incluídas para essa análise apenas os fatores de risco que constam nos campos da ficha do Sivep-gripe, logo morbidades como hipertensão e neoplasias não foram incluídos por falta de campo específico para esse dado nesse sistema de informação.
Fonte de dados: Sivep-gripe data 23/12/2020. Atualizado 23/12/2020
*Foram incluídas para essa análise apenas os fatores de risco que constam nos campos da ficha do Sivep-gripe, logo morbidades como hipertensão e neoplasias não foram incluídos por falta de campo específico para esse dado nesse sistema de informação. ** Um mesmo caso pode ter mais de uma comorbidade
Brasil soma 191.139 mortes por coronavírus
O Brasil registrou 344 mortes por Covid-19 em 24 horas, informou o Ministério da Saúde ontem, dia 27. Deste total, 278 óbitos ocorreram nos últimos três dias. Outros 2.344 permanecem em investigação, ressalta o boletim. Com os novos óbitos, o total de mortes provocadas pelo coronavírus no País atingiu 191.139, segundo as estatísticas oficiais. O Brasil registrou 7.484.285 de casos confirmados da doença, sendo 18.479 mil registrados nos sistemas nacionais nas últimas 24h, segundo o boletim do Ministério da Saúde
NOTÍCIAS DO PARANÁ
Por que Ratinho Junior é o melhor governador do Brasil?
Apesar do barulho — e não foi pouco — em torno da escolha do seu pré-candidato à sucessão, o governador Ratinho Junior segue desfilando com um título que muitos gostariam de ostentar: o de melhor governador do Brasil, segundo pesquisa divulgada neste domingo, 19 de abril, pelo Instituto Veritá.
O levantamento aponta Ratinho Júnior (PSD), como o mais bem avaliado governador do Brasil, com aprovação positiva de 84% dos entrevistados na sondagem feita entre 13 de março e 4 de abril. Este mesmo índice de aprovação ele tem no Paraná.
Diálogo com quem decide eleição
É curioso. Enquanto parte da classe política torce o nariz, reclama nos bastidores e ensaia pequenos surtos de rebeldia, o eleitor médio parece olhar para tudo isso com uma certa indiferença pragmática — dessas que não se alimentam de intrigas palacianas, mas de resultados concretos.
O termômetro interno ferve, mas o externo continua marcando temperatura amena. E talvez esteja aí a maior contradição — ou virtude — do atual momento. Ratinho conseguiu construir uma gestão que, gostem ou não seus aliados descontentes, dialoga com quem realmente decide eleição: o público.
Diante desse cenário, fica a pergunta que começa a rondar com mais força: teria faltado ambição nacional? Com índices favoráveis e vitrine administrativa, havia, ao menos em tese, terreno para voos mais altos. Mas política também é cálculo — e, às vezes, o movimento mais ousado é justamente não se mover.
Ao optar por manter o controle do tabuleiro estadual e indicar seu sucessor, Ratinho joga um jogo de longo prazo. Pode até ter desagradado peças importantes do próprio grupo, mas preserva algo ainda mais valioso: a narrativa de continuidade sob seu comando.
No Paraná, onde aliados se inquietam e opositores tentam encontrar o tom, o governador parece confortável no papel de quem apanha de um lado e é aplaudido do outro. E, convenhamos, na política brasileira, isso costuma ser um sinal de força — não de fraqueza.
Deixando obras à história
Em relação à pesquisa, o levantamento ouviu mais de 40 mil entrevistados de todas as Unidades da Federação e, segundo o Veritá, é o maior número de entrevistas já feita no Brasil.
O segundo governador mais bem avaliado do Brasil também é do PSD: Ronaldo Caiado marcou 83% de aprovação entre eleitores de Goiás. O terceiro é Jorginho Melo, de Santa Catarina, com 80%.
Dia 29, Ratinho Junior vai inaugurar uma obra que deixa sua marca na história do Paraná: a Ponte de Guaratuba, um ousado projeto dentro da Baía de Guaratuba que conecta de maneira definitiva o Litoral do Estado. Outra é a Ponte da Integração, que conecta Foz do Iguaçu ao Paraguai, na fronteira mais movimentada do País.
PARANA PORTAL Foto: Geraldo Bubniak/AEN
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