NOTÍCIAS DO PARANÁ
Paraná chega a quase um mês com taxa de transmissão em baixa
O Rt indica quando o contágio pelo vírus está acelerado (maior que 1), estável (igual a 1) ou em remissão (menor que 1) – único cenário que aponta uma melhora na situação epidêmica. Quanto mais próximo de zero, menores as chances de contágio.
Segundo o sistema, o Paraná apresenta Rt inferior a 1 desde 17 de março, quando atingiu a taxa de 0,94. Desde então, se mantém neste patamar, oscilando entre 0,95 e 0,74 (verificada em 7 de abril, a taxa mais baixa no Estado desde que o sistema começou a registrar o índice, em abril de 2020). Neste período, apenas o Amazonas apresenta continuamente Rt inferior a 1, e nenhum outro Estado brasileiro mostrou Rt menor que 0,80.
Outro estudo, realizado pelo Laboratório de Estatística e GeoInformação da Universidade Federal do Paraná (LEG/UFPR), também aponta taxa de transmissão abaixo de 1 no Estado. Nesta análise, que é inserida diariamente no Boletim Epidemiológico da Secretaria da Saúde, o Paraná apresenta Rt de 0,93, e tem índice de remissão desde 11 de março. Até 14 de abril, o Rt mais alto foi de 0,96 (em 11 de março) e o mais baixo, 0,79 (18 a 21 de março).
BRASIL
A média de Rt no Brasil está em 0,88. Além do Paraná, outros 15 estados também estão com Rt abaixo de 1. Na sequência, após o Paraná, as duas taxas mais baixas são de Santa Catarina (0,82) e Rio Grande do Sul (0,83). O Estado que apresenta maior taxa de transmissão é o Piauí, com Rt 1,07.
HISTÓRICO
Desde o início da pandemia, este é o quarto período de remissão do vírus no Estado. Entre março e setembro de 2020, o Rt foi sempre superior a 1, apresentando um pico de 1,88 em 8 de abril do ano passado. Entre 10 de setembro e 10 de novembro de 2020 se deu um período de queda, no qual o Rt mais baixo registrado foi de 0,90.
Entre 11 de novembro de 24 de dezembro, o índice ficou superior a 1. Desde o Natal, a taxa tem apresentado mais instabilidade. Ela esteve inferior a 1 por um breve período do Natal a 7 de janeiro, e de 18 de janeiro a 19 de fevereiro. Em 11 de março, apresentou um novo pico, atingindo um Rt de 1,58. Em 17 de março, então, iniciou-se esse novo período de queda.
VACINAÇÃO
Segundo o Informe Epidemiológico desta quinta-feira (15), foram registrados 3.858 novos casos de Covid-19 e 266 óbitos. Os dados acumulados do monitoramento mostram que o Paraná totaliza a soma de 891.407 casos e 19.860 mortes pela doença.
A principal estratégia do Paraná para combater o coronavírus é a vacinação. Até a tarde desta quinta, foram 1.350.397 paranaenses vacinados com pelo menos a primeira dose – o equivalente a 94,1% das doses já distribuídas e a 12,93% da população paranaense. Das doses de reforço, foram 393.757 administradas, 39,9% do distribuído.
Uma nova remessa de 368 mil doses de vacinas chega ao Estado na noite desta quinta, composta por 142.800 doses da CoronaVac/Butantan e 225.250 doses da vacina de Oxford/AstraZeneca/Fiocruz.
- “Recebemos esse novo lote e pedimos aos prefeitos para aplicá-las o quanto antes. É natural que as pessoas critiquem a falta de doses, mas o mais importante é que a vacina precisa estar no braço dos paranaenses: tanto a primeira como a segunda dose”, disse o governador Carlos Massa Ratinho Junior.
Os imunizantes da Astrazeneca são destinados à primeira dose de pessoas entre 60 e 69 anos. Já os fabricados pelo Instituto Butantan se subdividem entre primeiras doses para trabalhadores de saúde, trabalhadores de segurança pública/Forças Armadas e pessoas entre 60 a 64 anos, e segundas doses para idosos de 65 a 69 anos e trabalhadores de saúde.
Agência Estadual de Notícias
NOTÍCIAS DO PARANÁ
Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher
O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.
Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.
“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.
PLANO DE TRABALHO
Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.
“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.
Fonte: ALEP
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