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PR registra menor taxa de ocupação de leitos de UTI Covid-19 em 11 meses

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O Paraná registrou a menor taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para atendimento à Covid-19 nos últimos 11 meses – precisamente nos últimos 314 dias. Nesta sexta-feira (10), 56% dos leitos estavam utilizados. O Estado não tinha essa ocupação desde 31 de outubro do ano passado, quando o índice chegou a 54%.

Desde 21 de fevereiro de 2021, a taxa de ocupação desses leitos se manteve acima de 90% e só começou a baixar mais de quatro meses depois, em 5 de julho, quando o Estado registrou 89% de ocupação. O Paraná chegou a ficar entre os estados com as maiores ocupações de UTI no país no primeiro semestre para atendimento a Covid-19.

Agora, as reduções nos índices têm sido frequentes com o avanço da vacinação contra a doença. “Cada vez mais o Paraná tem registrado taxas menores de ocupação de leitos, o que significa que a vacinação tem cumprido seu papel e diminuindo a gravidade do vírus”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

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VACINAÇÃO

Segundo os dados do Vacinômetro nacional, o Paraná já aplicou 11.616.770 vacinas, sendo 7.647.734 primeiras doses (D1), 321.118 doses únicas (DU) e 3.647.918 segundas aplicações (D2). Entre primeiras doses e doses únicas, o Estado alcançou 91,3% da população adulta, estimada em 8.720.953 paranaenses, com ao menos uma dose.

“Cumprimos a meta de 80% da vacinação adulta vacinada com uma dose duas semanas antes do previsto em agosto e, agora, pretendemos atingir os 100% no máximo até o final de setembro. Não há dúvidas de que se recebermos mais doses, vamos adiantar esta meta também”, acrescentou Beto Preto.

O Estado anunciou nesta semana que o Ministério da Saúde se comprometeu em enviar doses suficientes para atingir 100% da população adulta com uma dose até 15 de setembro, e que então, passará a enviar doses para adolescentes de 12 a 17 anos.

TAXA DE TRANSMISSÃO

O número de reprodução eficaz, ou Rt, é o número médio de contágios por cada pessoa infectada e indica a velocidade de contaminação da Covid-19 em cada localidade.

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Nesta sexta-feira (10), o Paraná está com Rt 0.86, o que significa que 100 pessoas contaminadas pelo vírus Sars-CoV-2, transmitem, em média, para 86 pessoas. Os números são diferentes dos registrados há 78 dias, quando o Paraná atingiu um Rt de 1.48, em 24 de junho.

Os dados são do sistema Loft.Science. Segundo a plataforma, um Rt de 3–4 infectará toda a população, enquanto um Rt de 1.5 pode, ainda, alcançar 60% da população. Somente se o Rt for menor do que 1 a epidemia diminuirá de tamanho até ser eliminada”.

Agência Estadual de Notícias

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Sistema FAEP comemora aprovação de renegociação de dívidas rurais no Senado

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O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (10), o Projeto de Lei (PL) 5.122/23, que permite a renegociação de dívidas rurais por meio de financiamento com recursos do Fundo Social do Pré-Sal. A proposta havia recebido sinal positivo pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) da Casa em 27 de maio e volta, agora, para apreciação da Câmara dos Deputados. O Sistema FAEP defende a aprovação do PL desde o início da tramitação, evidenciando como múltiplos fatores estruturais têm representado desafios para que o produtor rural quite suas dívidas e mantenha suas atividades.

“O cenário é preocupante tanto no Paraná quanto em nível nacional. Em janeiro, o Brasil somava R$ 153,6 milhões em saldos problemáticos nos empréstimos rurais. No Paraná, o endividamento rural chegou a R$ 10,8 bilhões, no mesmo mês, em empréstimos com instituições financeiras que operam crédito rural”, pontua o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “O PL é uma luz no fim do túnel, trará fôlego e condições para a continuidade da produção de alimento. Por isso, precisa avançar”, afirma.

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Ágide Eduardo Meneguette agro paraná
Foto: Sistema FAEP/SENAR-PR

Caso sancionada, a linha especial de financiamento vai possibilitar a quitação e o alongamento de débitos de produtores rurais que tenham sofrido perdas devido a eventos climáticos adversos ou a impactos econômicos decorrentes de conflitos geopolíticos (como a guerra no Irã). Poderão se beneficiar desse crédito os produtores endividados que tenham firmado, até 31 de dezembro de 2025, operações de crédito rural, empréstimos para liquidação de dívidas rurais ou Cédulas de Produto Rural (CPRs).

O PL prevê juros subsidiados de acordo com o porte do produtor: 3,5% ao ano para beneficiários do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), 5,5% para produtores do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e 7,5% para os demais produtores rurais.

A proposta estabelece um prazo de pagamento de até 10 anos, com três anos de carência. Devem ser contemplados produtores que se enquadrem em critérios como perdas comprovadas em duas ou mais safras (de 2019 a 2025), com redução de pelo menos 30% da renda bruta esperada; que produzam em municípios com histórico de situação de emergência ou calamidade pública; entre outros requisitos.

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Durante todo o percurso legislativo do PL, o Sistema FAEP uniu forças com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) para sensibilizar a Câmara e o Senado. A atuação focou em detalhar o momento delicado do agro e em apresentar alternativas viáveis para que a classe produtora pudesse sanar suas pendências bancárias.

 

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