NOTÍCIAS DO PARANÁ
Francischini e mais três deputados reassumem na Alep hoje, 6
Fernando Francischini, Emerson Bacil, Paulo do Carmo e Cassiano Caron, todos do União Brasil, reassumem seus cargos de deputado estadual às 10h desta segunda-feira (06) na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). O previsto, inicialmente, era de que a leitura da reintegração dos cargos fosse à tarde, na abertura dos trabalhos em plenário. Mas foi adiantado para a manhã.
Eles retornam depois de oito meses, quando Francischini teve o mandato cassado pelo TSE e levou junto para fora da Alep os outros três deputados, por causa da recontagem de votos.
Francischini passou por um processo que o acusou de disseminação de fake news relacionadas às urnas eletrônicas. Mas conseguiu uma liminar, na quinta-feira da semana passada, dada pelo ministro Kássio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), que garantiu liminarmente o retorno dele, e consequentemente dos outros três deputados, à cadeira.
Mas há a possibilidade deste retorno ter curta duração. Isto porque entre os quatro que assumiram o lugar dos que saíram no ano passado – Nereu Moura (MDB), Pedro Paulo Bazana (PSD), Adelino Ribeiro (PSD) e Elio Rush (União Brasil) – dois deles já entraram com mandado de segurança no STF, com objetivo de barrar o retorno de Franscischini e companhia. Um destes recursos será julgado na terça-feira (07), tendo como relatora a ministra Carmén Lúcia. (RicMais)
NOTÍCIAS DO PARANÁ
Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher
O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.
Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.
“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.
PLANO DE TRABALHO
Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.
“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.
Fonte: ALEP
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