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Com atuação apática, Corinthians perde do Fluminense em casa e cai para a quinta posição do Brasileirão

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Com baixas ainda no primeiro tempo, o Corinthians não conseguiu segurar o Fluminense e perdeu por 2 a 0, com dois gols de Germán Cano, na Neo Química Arena, em jogo válido pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro.

E agora?

O Timão volta a campo já neste sábado, às 19h30 (de Brasília), em jogo atrasado da 32ª rodada, contra o Goiás, na Serrinha. Já o Flu visita o Ceará na segunda-feira, às 20h (de Brasília), na Arena Castelão, pela 35ª rodada.

O jogo

Cano faz o L em Itaquera

Com menos de um minuto de partida, Gustavo Silva recebeu a bola na direita e, em disputa com Calegari, torceu o joelho, aparentemente, e precisou ser substituído por Ramiro.

Em sua primeira investida, aos 11 minutos, o Flu partiu pela direita com Arias e, após bola para fora e escanteio cobrado, a bola sobrou para Cano, que não perdoou e fez o seu gol de número 19 no Brasileirão.

Aos 18, o Timão chegou duas vezes sem perigo, em chutes de longa distância de Renato e Fausto. Aos 21, Yago Felipe respondeu da mesma forma, no meio do gol.

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O Alvinegro teve duas chances seguidas de marcar, primeiro em chute de Renato, desviado no meio do caminho por Nino, e, após cobrança de escanteio, Balbuena quase fez de cabeça.

Aos 33 minutos, Renato Augusto pediu substituição após sentir dores e Giuliano entrou em seu lugar. Mais ligado no jogo, o Flu foi para cima, em pressão na área com Yago e Cano. Depois, Arias chutou sem direção para fora.

No último lance da primeira etapa, em escanteio cobrado por Giuliano, Gil cabeceou, obrigando Fábio a realizar uma grande defesa. Na sequência, Balbuena mandou de cabeça com perigo.

Ele de novo!

No retorno do intervalo, Balbuena foi substituído por Bruno Méndez. Aos seis minutos, Cano chutou de cobertura e tentou surpreender Cássio, que estava adiantado, mas a bola foi para fora.

Depois de uma leve pressão dos donos da casa, o Flu voltou a atacar, em chute cruzado de Matheus Martins, mas Cássio defendeu. Na sequência, o camisa 12 e Cano se envolveram em uma confusão, culminando em amarelo para ambos.

Aos 20, bola foi levantada para Matheus Martins, que mandou debaixo das pernas do goleiro, mas o impedimento foi marcado. Pouco depois, Manoel cabeceou para fora.

No entanto, uma nova chance não foi desperdiçada. Aos 25, Calegari chegou até o fundo, cruzou na medida e Cano, de lado, bateu de primeira e fez o segundo, chegando aos 20 gols no torneio.

Partindo para os 40 minutos, Mateus Vital foi lançado ao ataque pelo lado e cruzou para Giovane, que desviou para o gol, em uma defesa espetacular de Fábio, na melhor chance dos corintianos.

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Yago ainda teve chance de ampliar para o Flu, em chute de longa distância, para fora.

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 0 X 2 FLUMINENSE

Local: Neo Química Arena, em São Paulo (SP)
Data: 26 de outubro de 2022 (quarta-feira)
Horário: às 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Auxiliares: Rafael da Silva Alves (FIFA-RS) e Tiago Augusto Kappes Diel (RS)
VAR: Wagner Reway (PB)
Cartões amarelos: Ramiro, Fagner e Cássio (Corinthians); Samuel Xavier, Felipe Melo e Cano (Fluminense)
GOLS:
Fluminense: Cano, aos 11 minutos do primeiro tempo, e aos 25 do segundo tempo.
Público total: 37.920 pessoas
Público pagante: 37.617 pessoas
Renda: R$ 1.877.924,00

CORINTHIANS: Cássio; Fagner (Roni), Gil, Balbuena (Bruno Méndez) e Fábio Santos; Du Queiroz, Fausto e Renato Augusto (Giuliano); Gustavo Silva (Ramiro (Giovane)), Róger Guedes e Mateus Vital. Técnico: Vítor Pereira.

FLUMINENSE: Fábio; Samuel Xavier, Manoel, Nino e Calegari (Cristiano); André, Martinelli (Felipe Melo), Yago Felipe e Ganso (Matheus Martins); Arias e Cano (Nathan). Técnico: Fernando Diniz.

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Com invencibilidade recorde, Espanha vai à final da Copa após 16 anos

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A Espanha fez jus ao retrospecto positivo nos últimos confrontos decisivos contra a França e levou a melhor de novo. Nesta terça-feira (14), a Fúria (apelido da seleção espanhola) venceu o clássico por 2 a 0 em Dallas (Estados Unidos) e se classificou para a final da Copa do Mundo pela segunda vez na história.

Foram 16 anos de espera. Desde o título em 2010, na África do Sul, os espanhóis acumularam fracassos nos três Mundiais seguintes, com a queda na fase de grupos em 2014 (Brasil) e duas eliminações nas oitavas de final em 2018 (Rússia) e 2022 (Catar).

Além da vaga à decisão, a Espanha registou a maior sequência invicta de uma seleção na história, de forma isolada. São 38 partidas sem perder desde 15 de junho de 2023, quando derrotou a Itália por 2 a 1 pela Liga das Nações – torneio de países europeus que ocorre a cada duas temporadas. Os espanhóis dividiam o recorde de invencibilidade com os próprios italianos (2018 a 2021).

Esta foi a quarta vez seguida que a Espanha deixou a França para trás em um duelo eliminatório. Em 2024, a Fúria levou a melhor na semifinal da Eurocopa (2a1) e na decisão olímpica de Paris, capital francesa (5 a 3). Já no ano passado, o triunfo (5 a 4) foi pela semi da Liga das Nações.

Em uma seleção de nomes badalados, como o volante Rodri, eleito o Bola de Ouro da temporada 2023/2024; e a jovem estrela Lamine Yamal, que fez 19 anos na última segunda-feira (13), o discreto Mikel Oyarzabal brilhou de novo. Acostumado a marcar gols decisivos, como nas finais da Eurocopa de 2024 e da Liga das Nações de 2025 ou na conquista da última Copa do Rei da Espanha pela Real Sociedad, o atacante encaminhou o resultado em Dallas, abrindo o placar e balançando as redes pela quinta vez neste Mundial.

A Espanha espera o ganhador da outra semifinal, entre Argentina e Inglaterra, que se enfrentam nesta quarta-feira (15), às 16h (horário de Brasília), em Atlanta. A final será no domingo (19), no mesmo horário, em Nova Jersey, também nos Estados Unidos.

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Os Bleus (apelido da seleção francesa), por sua vez, perdem a chance de igualar um feito que somente Brasil (1994 a 2002) e Alemanha (1982 a 1990) alcançaram: disputar três finais de Copa seguidas. Além disso, o atacante Kylian Mbappé poderia repetir o ex-lateral brasileiro Cafu, que segue como único homem a participar de três decisões de Mundial.

À França, resta a disputa do terceiro lugar, contra o perdedor do confronto entre argentinos e ingleses. O duelo será às 18h, em Miami (Estados Unidos).

EFICIÊNCIA “FURIOSA”

Na Espanha, Luis de la Fuente mandou a campo a mesma escalação que venceu a Bélgica por 2 a 1 nas quartas de final. Do lado francês, Didier Deschamps fez duas mudanças em relação à vitória por 2 a 0 sobre Marrocos, repetindo a escalação do 3 a 0 aplicado na Suécia, nos 16 avos de final. No meio, Aurélien Tchouaméni se recuperou de uma lesão no adutor da coxa direita e retornou ao time no lugar de Manu Koné. À frente, Bradley Barcola assumiu a vaga de Desiré Doué.

As equipes não abdicaram dos respectivos estilo de jogo. A Espanha fazia a bola girar em busca de espaços e pressionava a saída de jogo e a França buscava impor intensidade e velocidade em seus avanços. A sensação, tamanho o equilíbrio, era que a rede balançaria somente se algum dos lados errasse.

Foi justamente o que ocorreu. Aos 20 minutos, o lateral Lucas Digne tentou cortar um cruzamento da esquerda, mas a bola subiu demais e deu tempo para Lamine Yamal tomar a frente do francês, que o atingiu na coxa, dentro da área. Coube a Oyarzabal cobrar a meia altura, no canto esquerdo, abrindo o placar.

Aos 28, para deixar a missão francesa mais complexa, William Saliba, um dos principais zagueiros da última temporada europeia, sentiu as costas e teve de sair de campo. Ele deu lugar a Maxence Lacroix.

A Espanha conseguia neutralizar o meio-campo francês, dificultando a movimentação de Adrien Rabiot e, principalmente, Michael Olise, o líder de assistências – cinco – do Mundial, obrigando os atacantes Ousmané Dembélé e Mbappé a atuarem longe da área. De quebra, a Fúria se armou de forma a estar pronta para qualquer erro de passe ou domínio dos adversários.

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Aos 37 minutos, o goleiro Mike Maignan saiu jogando errado e a bola sobrou na intermediária com Rodri. O volante acionou Yamal, que tabelou com o meia Dani Olmo, entrou na área pela direita e rolou para dentro, buscando Oyazarabal. Na hora certa, o zagueiro Dayot Upamecano travou o chute do atacante, que estava de frente para o gol.

XEQUE-MATE ESPANHOL

A França voltou do intervalo com Koné na vaga de Rabiot – que já tinha cartão amarelo – e Doué no lugar de Barcola. A ideia de Deschamps era aproveitar a habilidade do atacante para desarrumar a marcação da Espanha.

Não deu certo. A Fúria manteve o controle do duelo e chegou ao segundo gol aos 12 minutos. Na sequência da tabela com Dani Olmo, o lateral Pedro Porro escapou da marcação, entrou na área francesa pela direita e chutou na saída de Maignan.

E o 3 a 0 poderia ter saído três minutos depois, não fosse um impedimento milimétrico de Yamal. Ele recebeu na direita, superou Digne e finalizou no canto direito. A jogada foi invalidada porque o atacante estava um ombro a frente do lateral francês na origem do lançamento.

Somente aos 21 minutos da segunda etapa veio o primeiro lance de perigo da França: uma batida cruzada de Mbappé, que invadiu a área pela direita e finalizou. A bola desviou na marcação e saiu rente à trave de Unai Simon.

A França, desconfortável com a desvantagem inédita nesta Copa e a eliminação que se encaminhava, lançou-se como pôde ao ataque, mas praticamente não deu trabalho ao goleiro espanhol. Aos cantos de “olé” das arquibancadas em Dallas, a Fúria segurou o resultado e festejou a vaga em mais uma final.

Agência Brasil

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