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SUSPENSÃO DO LEILÃO DO PEDÁGIO NÃO FOI POR FALTA DE ALERTA, AFIRMA DEPUTADO LUIZ CLAUDIO ROMANELLI (PSD)

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O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSD) afirmou nesta segunda-feira (11) que a suspensão do leilão do Lote 1 do novo pedágio, determinada na semana passada pela juíza Silvia Regina Salau Brollo, da 11ª. Vara Federal de Curitiba, não aconteceu por falta de alerta aos órgãos responsáveis pela elaboração da modelagem da concessão de rodovias do Paraná.

A decisão ocorreu em ação movida pela Defensoria Pública da União em favor dos direitos de Quilombolas que vivem no município da Lapa. O processo destaca que as comunidades não foram ouvidas previamente a respeito da concessão, conforme prevê a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, e reivindica a isenção das tarifas de pedágio no trânsito entre os distritos da Restinga, Freixo e Ipiranga até a área urbana da cidade.

“Entendo que a decisão é correta e acredito que o direito está do lado dos quilombolas. Nós cansamos de alertar a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e o Ministério dos Transportes que eles não estavam respeitando situações como esta da Lapa. O que as comunidades impactadas pelo pedágio reivindicam é um direito que não foi observado e que deveria estar previsto no edital de licitação”, afirmou Romanelli em entrevista para a rádio União FM, de Toledo.

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Segundo Romanelli, o caso dos quilombolas não é exceção. Ele afirma que há outras situações em que praças de pedágio vão dividir regiões economicamente complementares ou separar distritos rurais de centros urbanos. “São vários casos que comprometem o tráfego urbano e penalizam moradores de distritos com a cobrança do pedágio. Não se pode deixar a isenção para a vontade exclusiva da concessionária. Tem que estar no edital e no contrato”, reforçou.

O deputado também disse que mobilização realizada pela Frente Parlamentar sobre os Pedágios, da Assembleia legislativa, defendeu que a concessão de rodovias não poderia ser vista apenas pelo prisma do modelo de negócio. “O sistema de pedágio não pode ser entendido exclusivamente como modelo de negócio, com a ânsia de arrecadar. Não é só para a concessionária ter lucro. Tem que observar aspectos sociais que implicam a concessão. Mas o que a gente observa é aquela questão da ganância, que tem que ganhar tudo o tempo todo”.

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Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher

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O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.

Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.

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“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.

PLANO DE TRABALHO

Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.

“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.

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Fonte: ALEP

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