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Fraude no INSS: veja se foi vítima de desconto ilegal e saiba como recuperar o valor

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Uma investigação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU) revelou um esquema fraudulento que lesou aposentados e pensionistas do INSS em mais de R$ 6,3 bilhões. O golpe envolvia descontos não autorizados em folha de pagamento para entidades como associações e sindicatos, com participação de servidores do INSS.

Como funcionava o esquema?

As entidades realizavam descontos recorrentes de mensalidades associativas nos benefícios previdenciários sem autorização dos segurados. Isso ocorria, segundo os investigadores, por meio de:

  • Acesso indevido a dados sigilosos dos beneficiários;

  • Fraude em assinaturas eletrônicas e documentos de filiação.

Como identificar se há desconto indevido?

A consulta deve ser feita no site ou aplicativo Meu INSS, por meio do extrato de pagamentos. Cada movimentação tem um código, como:

  • 101: pagamento do benefício;

  • 104: depósito do 13º;

  • Outros códigos identificam descontos de IR, pensão alimentícia, consignados e mensalidades associativas.

Ao identificar uma cobrança de entidade desconhecida, é sinal de possível fraude.

E se houver um desconto não autorizado?

Caso não reconheça o desconto realizado no benefício, o segurado deve acessar o site ou aplicativo do Meu INSS ou pela Central 135 e solicitar o serviço “excluir mensalidade associativa”. Confira o passo a passo:

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  • Entre no Meu INSS (site gov.br/meuinss ou aplicativo para celular)
  • Faça login com CPF e senha do Gov.br
  • Vá em “Serviços”, em “Mais acessados”
  • Clique no botão “Novo pedido”
  • Digite no campo de busca “Excluir mensalidade”
  • Clique no nome do serviço/benefício
  • Leia o texto que aparece na tela e avance seguindo as instruções

Valores descontados serão devolvidos?

O Ministério da Previdência informou que aposentados e pensionistas que tiveram descontos não autorizados nos benefícios para entidades sindicais representativas terão a devolução do valor na próxima folha de maio. Mas o ressarcimento valerá apenas para os valores descontados no mês de abril.

A devolução dos descontos indevidos ocorridos anteriormente ainda deve ser avaliada pela Advocacia Geral da União (AGU).

Como pedir devolução?

O estorno também pode ser solicitado diretamente à associação. No extrato do benefício, além do nome da associação, deve constar um telefone de atendimento da entidade. O INSS também pode intermediar. Para isso, o beneficiário vítima de desconto indevido deve enviar um e-mail para [email protected] explicando a situação e pedindo ressarcimento.

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Como evitar novos descontos?

Após a operação da PF e CGU, o INSS suspendeu temporariamente os descontos associativos, o que protege os segurados por ora. Para reforçar essa proteção, é possível bloquear novos descontos pelo Meu INSS:

  1. Acesse o site gov.br/meuinss ou o aplicativo;

  2. Faça login com CPF e senha do Gov.br;

  3. Digite no campo de busca: “solicitar bloqueio ou desbloqueio de mensalidade”;

  4. Siga as instruções na tela.

O que são as mensalidades do INSS?

Desde 1991, a legislação permite que segurados autorizem descontos voluntários para entidades que oferecem serviços como:

  • Auxílio-funeral,

  • Atendimento odontológico e psicológico,

  • Consultoria jurídica,

  • Acesso a academias, entre outros.

Mas a cobrança exige autorização expressa, e desde 2019 uma lei exige revalidação da autorização a cada três anos.

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Canetas para emagrecer mudam carrinho de compras e aceleram corrida da indústria por alimentos saudáveis

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Os medicamentos para perda de peso à base de GLP-1, popularizados no Brasil como “canetas emagrecedoras”, já provocam um efeito que vai além da balança: estão mudando o comportamento de consumo e pressionando a indústria de alimentos a se reinventar. Com menor apetite e foco crescente em saúde, consumidores passam a priorizar produtos naturais, ricos em fibras, menos açucarados e com maior valor nutricional.

A transformação já é percebida por empresas do setor. A catarinense Polpa Brasil, especializada em ingredientes naturais para a indústria alimentícia, registrou aumento da demanda por soluções à base de frutas e vegetais desidratados e decidiu ampliar capacidade produtiva. A companhia prepara novas linhas de produção e embalagem para o varejo, além da expansão do estoque em 30%. Ainda neste ano, projeta uma nova linha de barras e tabletes capaz de dobrar a capacidade atual.

O movimento acompanha uma tendência global. Estudo da Morgan Stanley Research aponta que usuários desses medicamentos tendem a reduzir o consumo de álcool e alimentos altamente calóricos, já que os remédios atuam em áreas do cérebro ligadas ao apetite e à recompensa alimentar.

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Qualidade supera quantidade

Para Ramon Lacowicz, diretor e sucessor da Polpa Brasil, o consumidor vive uma mudança estrutural na relação com a comida.

“Quando a pessoa passa a comer menos, ela tende a escolher melhor. O peso da decisão sai da quantidade e vai para a qualidade. Cresce a busca por alimentos que entreguem nutrição, saciedade e benefícios reais à saúde”, afirma.

Segundo ele, ingredientes naturais ganham protagonismo justamente por responderem a esse novo perfil de consumo. “Frutas e vegetais preservados oferecem sabor, valor nutricional e uma percepção clara de saudabilidade. É exatamente o que o mercado está pedindo hoje.”

Mercado reage

Criados inicialmente para diabetes tipo 2, os medicamentos também passaram a ser usados no tratamento da obesidade, condição que afeta cerca de 9 milhões de brasileiros. No mundo, o excesso de peso pode atingir 2,3 bilhões de adultos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para especialistas do setor, esse cenário deve acelerar lançamentos de snacks funcionais, bebidas com benefícios adicionais, sobremesas com menos açúcar e alimentos mais limpos em formulação e rótulo.

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Sobre a Polpa Brasil

Há cerca de 20 anos, a Polpa Brasil atende segmentos como panificação, confeitaria, laticínios, chocolates, snacks, bebidas, alimentos processados e mercado pet. A empresa também detém a marca Merendô!, fornecedora de barrinhas de frutas para merenda escolar em quatro estados, alcançando cerca de 1,5 milhão de estudantes.

 

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