ESPORTES
Athletico perde para o Bragantino por 1 a 0 pelo Brasileirão
O resultado do jogo Athletico Paranaense x Bragantino não foi nada bom para a torcida rubro-negra que precisou engolir o 1 a 0 para o Massa Bruta, com o gol marcado pelo volante Raul. A partida pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro ocorreu na noite deste domingo (21), no estádio Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista, no interior de São Paulo (SP).
Apesar de ter levado um gol logo no início do primeiro tempo, aos 7 minutos, o Athletico Paranaense mostrou que não ia deixar os donos da casa no controle do campo e atrapalhou as jogadas do Bragantino. Zapelli e Canobbio lideraram as boas jogadas do Furão, que conseguiu criar boas chances de abrir seu placar, mas a rede não balançou.
Já os minutos de acréscimos foram marcados pela expulsão do goleiro Cleiton, que tentou matar uma jogada com três defensores junto com Erick. Por fim, o Bragantino saiu do primeiro tempo com um gol, mas apertado pela pressão do time paranaense que aproveitou a superioridade numérica e foi para cima.
Vale lembrar que o Athletico entrou em campo sem dois jogadores importantes: o zagueiro Thiago Heleno e o volante Fernandinho, que cumprem suspensão pelo terceiro cartão amarelo.
Segundo tempo
O segundo tempo do Bragantino x Athletico Paranaense começou agitado com uma cobrança de falta de Helinho contra o Furacão bloqueada. Com medo de levar gol, o time paulista se fechou na defesa e Christian levou um cartão amarelo aos dez minutos. Pouco tempo depois, Canobbio saiu dando show de dribles, mas teve a jogada impedida.
Aos 22 minutos, quase saiu um golaço de Mastriani, que deu uma cabeçada em direção ao gol, depois que Nikão cruzou a bola e Pablo deu uma casquinha. Mas o Bragantino foi salvo pelo goleiro Lucão com uma defesa digna de palmas. Antes de sair, a bola ainda pegou na trave .
O final da partida foi marcado pelo clima quente entre os jogadores. Cuello e Pedro Henrique eram os mais nervosinhos, mas o restante dos atletas também trocou uma série de empurrões em campo e teve “distribuição” de cartões amarelos.
Resultado Athletico Paranaense x Bragantino e classificação
Com o resultado da partida Athletico Paranaense x Bragantino, o Rubro-Negro fica com a oitava posição no Brasileirão, enquanto o time paulista está no nono lugar.
O Furacão está com 25 pontos no Campeonato Brasileiro. Disputou 17 partidas, das quais venceu 7, empatou em 4 e perdeu em 6. Ao todo, foram 20 gols marcados contra os adversários e 17 gols na rede do time paranaense.
Novo confronto pela Copa do Brasil
Nas próximas semanas, o Massa Bruta e o Furacão voltarão a se enfrentar, dessa vez pelas oitavas de final da Copa do Brasil de 2024. O sorteio realizado na semana passada definiu que o jogo de ida será na Ligga Arena, casa do Rubro-Negro em Curitiba, e o de volta no estádio Nabi Abi Chedid.
A data provável é 31 de julho, mas os dias e horários exatos das partidas ainda não foram confirmados.
Sul-Americana
Na última quinta-feira (18), o Athletico empatou com o Cerro Porteño na ida dos playoffs da Copa Sul-Americana. O jogo foi no Paraguai e terminou 1 a 1.
Os dois times se enfrentam novamente na próxima quinta-feira (25), às 21h30, na Ligga Arena, noite em que será decidida a classificação para as oitavas de final da Sul-Americana.
fonte PARANÁ PORTAL Imagem: Reprodução/Twitter Red Bull Bragantino
ESPORTES
Com invencibilidade recorde, Espanha vai à final da Copa após 16 anos
A Espanha fez jus ao retrospecto positivo nos últimos confrontos decisivos contra a França e levou a melhor de novo. Nesta terça-feira (14), a Fúria (apelido da seleção espanhola) venceu o clássico por 2 a 0 em Dallas (Estados Unidos) e se classificou para a final da Copa do Mundo pela segunda vez na história.

Foram 16 anos de espera. Desde o título em 2010, na África do Sul, os espanhóis acumularam fracassos nos três Mundiais seguintes, com a queda na fase de grupos em 2014 (Brasil) e duas eliminações nas oitavas de final em 2018 (Rússia) e 2022 (Catar).
Além da vaga à decisão, a Espanha registou a maior sequência invicta de uma seleção na história, de forma isolada. São 38 partidas sem perder desde 15 de junho de 2023, quando derrotou a Itália por 2 a 1 pela Liga das Nações – torneio de países europeus que ocorre a cada duas temporadas. Os espanhóis dividiam o recorde de invencibilidade com os próprios italianos (2018 a 2021).
Esta foi a quarta vez seguida que a Espanha deixou a França para trás em um duelo eliminatório. Em 2024, a Fúria levou a melhor na semifinal da Eurocopa (2a1) e na decisão olímpica de Paris, capital francesa (5 a 3). Já no ano passado, o triunfo (5 a 4) foi pela semi da Liga das Nações.
Em uma seleção de nomes badalados, como o volante Rodri, eleito o Bola de Ouro da temporada 2023/2024; e a jovem estrela Lamine Yamal, que fez 19 anos na última segunda-feira (13), o discreto Mikel Oyarzabal brilhou de novo. Acostumado a marcar gols decisivos, como nas finais da Eurocopa de 2024 e da Liga das Nações de 2025 ou na conquista da última Copa do Rei da Espanha pela Real Sociedad, o atacante encaminhou o resultado em Dallas, abrindo o placar e balançando as redes pela quinta vez neste Mundial.
A Espanha espera o ganhador da outra semifinal, entre Argentina e Inglaterra, que se enfrentam nesta quarta-feira (15), às 16h (horário de Brasília), em Atlanta. A final será no domingo (19), no mesmo horário, em Nova Jersey, também nos Estados Unidos.
Os Bleus (apelido da seleção francesa), por sua vez, perdem a chance de igualar um feito que somente Brasil (1994 a 2002) e Alemanha (1982 a 1990) alcançaram: disputar três finais de Copa seguidas. Além disso, o atacante Kylian Mbappé poderia repetir o ex-lateral brasileiro Cafu, que segue como único homem a participar de três decisões de Mundial.
À França, resta a disputa do terceiro lugar, contra o perdedor do confronto entre argentinos e ingleses. O duelo será às 18h, em Miami (Estados Unidos).
EFICIÊNCIA “FURIOSA”
Na Espanha, Luis de la Fuente mandou a campo a mesma escalação que venceu a Bélgica por 2 a 1 nas quartas de final. Do lado francês, Didier Deschamps fez duas mudanças em relação à vitória por 2 a 0 sobre Marrocos, repetindo a escalação do 3 a 0 aplicado na Suécia, nos 16 avos de final. No meio, Aurélien Tchouaméni se recuperou de uma lesão no adutor da coxa direita e retornou ao time no lugar de Manu Koné. À frente, Bradley Barcola assumiu a vaga de Desiré Doué.
As equipes não abdicaram dos respectivos estilo de jogo. A Espanha fazia a bola girar em busca de espaços e pressionava a saída de jogo e a França buscava impor intensidade e velocidade em seus avanços. A sensação, tamanho o equilíbrio, era que a rede balançaria somente se algum dos lados errasse.
Foi justamente o que ocorreu. Aos 20 minutos, o lateral Lucas Digne tentou cortar um cruzamento da esquerda, mas a bola subiu demais e deu tempo para Lamine Yamal tomar a frente do francês, que o atingiu na coxa, dentro da área. Coube a Oyarzabal cobrar a meia altura, no canto esquerdo, abrindo o placar.
Aos 28, para deixar a missão francesa mais complexa, William Saliba, um dos principais zagueiros da última temporada europeia, sentiu as costas e teve de sair de campo. Ele deu lugar a Maxence Lacroix.
A Espanha conseguia neutralizar o meio-campo francês, dificultando a movimentação de Adrien Rabiot e, principalmente, Michael Olise, o líder de assistências – cinco – do Mundial, obrigando os atacantes Ousmané Dembélé e Mbappé a atuarem longe da área. De quebra, a Fúria se armou de forma a estar pronta para qualquer erro de passe ou domínio dos adversários.
Aos 37 minutos, o goleiro Mike Maignan saiu jogando errado e a bola sobrou na intermediária com Rodri. O volante acionou Yamal, que tabelou com o meia Dani Olmo, entrou na área pela direita e rolou para dentro, buscando Oyazarabal. Na hora certa, o zagueiro Dayot Upamecano travou o chute do atacante, que estava de frente para o gol.
XEQUE-MATE ESPANHOL
A França voltou do intervalo com Koné na vaga de Rabiot – que já tinha cartão amarelo – e Doué no lugar de Barcola. A ideia de Deschamps era aproveitar a habilidade do atacante para desarrumar a marcação da Espanha.
Não deu certo. A Fúria manteve o controle do duelo e chegou ao segundo gol aos 12 minutos. Na sequência da tabela com Dani Olmo, o lateral Pedro Porro escapou da marcação, entrou na área francesa pela direita e chutou na saída de Maignan.
E o 3 a 0 poderia ter saído três minutos depois, não fosse um impedimento milimétrico de Yamal. Ele recebeu na direita, superou Digne e finalizou no canto direito. A jogada foi invalidada porque o atacante estava um ombro a frente do lateral francês na origem do lançamento.
Somente aos 21 minutos da segunda etapa veio o primeiro lance de perigo da França: uma batida cruzada de Mbappé, que invadiu a área pela direita e finalizou. A bola desviou na marcação e saiu rente à trave de Unai Simon.
A França, desconfortável com a desvantagem inédita nesta Copa e a eliminação que se encaminhava, lançou-se como pôde ao ataque, mas praticamente não deu trabalho ao goleiro espanhol. Aos cantos de “olé” das arquibancadas em Dallas, a Fúria segurou o resultado e festejou a vaga em mais uma final.
Agência Brasil
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