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‘Final não se joga, final se ganha’, diz Felipe Melo sobre Palmeiras x Flamengo

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Felipe Melo não consegue responder se o Palmeiras atual é melhor ou pior do que o vencedor da Libertadores de 2020. Só será possível saber no próximo sábado (27), quando a equipe volta a decidir a competição continental. Enfrenta o Flamengo, às 17 horas, em Montevidéu.

“Esta é uma resposta para depois do jogo. Final não se joga. Final se ganha”, afirma ele à reportagem, por telefone.

“Quanto mais falam mal de mim, mais eu fico à vontade. Outro dia vi [gente] falando mal do Messi, do Cristiano Ronaldo… Imagina do Felipe Melo! Mas se estão atirando pedra, é porque a árvore é frutífera. O silêncio da mídia é um elogio para mim”, resume.

É difícil ficar em calado ou em cima do muro quando o assunto é Felipe Melo. Há pelo menos 11 anos, desde a expulsão nas quartas de final da Copa do Mundo de 2010, contra a Holanda, ele divide a torcida do país. Há quem o veja como destemperado, dado a arroubos de violência no gramado. Mas não são poucos os que enxergam nele um dos melhores volantes do país, mesmo aos 38 anos.

O palmeirense ainda é condenado pelo pisão que deu na coxa de Arjen Robben. Lance que pode tê-lo marcado mais pelo que as pessoas pensam sobre Felipe Melo fora de campo do que pelo futebol em si.

Fernandinho, um jogador da mesma posição que ele, é apontado por ter falhado em duas eliminações brasileiras em Copas do Mundo (em 2014 e 2018), mas é menos lembrado.

Não que o cabeça de área se importe. Diz que no passado já se irritou muito ao ler notícias sobre si mesmo. Hoje jura dar de ombros. Escreve postagens no Twitter mas garante não acompanhar as reações, apesar de ter 1,8 milhão de seguidores. No Instagram, com 3,3 milhões, tem maior interação. Mas não muita.

“Não dou trela para isso. Twitter é terra de ninguém. Qualquer um lá vai ser difamado, xingado. É uma válvula de escape [para as pessoas]. Tenho 3,3 milhões [de seguidores] no Instagram e devo ter mais uns 3 milhões bloqueados. No Twitter, nem vejo comentários”, completa.

Melo sabe ter se tornado personagem polêmico também por suas opiniões políticas. Este é um raro assunto em que ele se torna reticente. Não tem problema em reconhecer ser apoiador do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Mas acha que não deve comentar sobre isso agora. Quando explica os motivos, não cita a final da Libertadores tão próxima. Queixa-se de um ambiente de ódio contra opiniões contrárias.

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Uma disputa que, para ele, mata mais do que a Covid-19.

“As pessoas têm se limitado politicamente em vez de se ajudarem. Hoje em dia tem uma guerra política muito grande que eu acho que vem matando mais do que a pandemia. Cada vida é muito importante.”

Até às 20 horas do último domingo (21), o Brasil tinha 22.017.276 de casos confirmados do novo coronavírus e 612.659 mortes.

Melo não quer falar o que pensa do governo, diz, por causa desse clima beligerante. Mas ao mesmo tempo em que deixa claro pretender votar em Bolsonaro mais uma vez em 2022 -afirma não haver opção melhor do que ele-, pede que as opiniões diferentes sejam respeitadas.

“Sou de direita. Não tenho problema em quem votou no Bolsonaro ou na [ex-presidente] Dilma [Rousseff].

Tem de ser respeitado. Deus, que é o criador, me deu o livre arbítrio. Não vou responder [o que pensa sobre o governo]. Se tiver de votar no Bolsonaro, vou votar normalmente, mas isso trouxe para a gente uma guerra política muito triste.”

“Para mim, o Bolsonaro é o melhor que tem. Fez coisa boa? Fez. Fez cagada? Fez. Não votaria em outro cara, mas se ganhar outro vou torcer para ir para o beleléu? Não. Eu sou brasileiro. Larguei tudo em Milão, ganhava em euro, para vir para o meu país. Sou patriota e torço para quem for”, discursa.

É como se o mais importante para ele fosse o resultado final (o melhor para o país, neste caso), mais do que os meios para chegar a isso. É também como ele projeta a decisão da Libertadores. Importante é vencer. Se a mídia e as outras torcidas creem que o Palmeiras é defensivo demais e tem futebol pouco atrativo, azar delas.

“Psicologicamente, estamos mais preparados [do que na temporada passada]. Eu joguei vários clássicos mundo afora. Teve clássico que joguei e o placar moral foi 8 a 0 para o adversário. Você tem 80% de posse de bola, dá 50 chutes a gol e perde por 1 a 0. Você vai dizer que o time [vencedor] foi pior? Não, foi mais eficiente. A gente aprendeu a jogar essa competição”, avalia.

A prova disso, para o volante, está na semifinal contra o Atlético-MG. O Palmeiras foi criticado por atuar fechado em casa e empatar em 0 a 0. No Mineirão, a igualdade por 1 a 1 deu aos paulistas a vaga na decisão por causa do gol marcado fora de casa.

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“O que as pessoas queriam? Que a gente começasse o jogo em cima do Atlético-MG, tomasse um contra-ataque e perdesse o jogo? Jogamos fechadinhos. Se o Palmeiras vai para cima, coloca seis bolas na trave, leva dois gols no contra-ataque, acabou. Não vamos trazer o que vem de fora de que somos o patinho feio. De patinho feio, não temos nada. Somos os atuais campeões”, ressalta.

Pelo tom de voz, ele dá a entender ser absurda a pergunta da reportagem se Palmeiras e Flamengo representam hoje a maior rivalidade do país por causa do histórico recente. Felipe Melo assegura que, para o time alviverde, nada se compara a enfrentar o Corinthians, partida em que há até um componente de ódio. É como se a imprensa não entendesse o que se passa nos bastidores de uma equipe de futebol.

Ele credita a campanha ruim do clube no último Mundial de Clubes, no Qatar, ao cansaço acumulado pela temporada toda, somado aos problemas causados pela pandemia da Covid-19. O Palmeiras perdeu a semifinal para o Tigres (MEX).

“Eles [os mexicanos] estavam lá uma semana antes. Estavam mais adaptados. Na segunda noite, eu não conseguia dormir só às 5 horas da manhã. E tomando remédio!”, afirma sobre o torneio em que a equipe não conseguiu conquistar o título que lhe falta e terminou na quarta posição.

Houve um tempo em que Felipe Melo faria questão de tornar público problemas como esse, reclamaria, discutiria. Hoje, não. A todo momento cita religiosidade, fala em Jesus Cristo. Uma vez por semana, por 2h40, desliga o celular para ler a Bíblia ou escutar salmos. Todos os dias lê passagens do livro, mesmo que tenha de acordar às 6h.

Isso o fez aceitar as coisas como elas são ou entender o que não pode ser mudado.

“O mais importante para o atleta é chegar em casa, poder dar um beijo [na esposa e filhos] e saber que deu o seu melhor. É isso, a paz interior de que fui lá e fiz o meu melhor. Já disseram que eu tenho o pé duro e agora [dizem que] sou o melhor passe do Brasil. Eu faço o ‘passe fatiado’ dez vezes por jogo. Se é outro [que faz isso], é o melhor do mundo. Para te falar a verdade, cada um fala o que quiser. Já falaram tanta besteira…”

Não é bobagem a necessidade de seu time manter o nível de vitórias estabelecido na temporada passada, quando venceu a Libertadores, e ganhar de novo no próximo sábado.

“O Palmeiras aumentou o sarrafo.”

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Vasco goleia o Coritiba por 5 a 0 e aplica dura derrota ao Coxa no Brasileirão

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O Coritiba teve uma noite complicada neste sábado (19), em São Januário. Pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Coxa perdeu por 5 a 0 para o Vasco, no Rio de Janeiro. O resultado manteve o time paranaense com 38 pontos, enquanto o Vasco chegou aos 31 e terminou a partida na 16ª colocação, fora da zona de rebaixamento naquele momento.

O Vasco começou a partida tomando a iniciativa e abriu o placar aos 24 minutos. Facundo Colidio apareceu para finalizar uma jogada trabalhada pelo ataque carioca e colocar os donos da casa na frente. O Coritiba encontrou dificuldades para criar oportunidades e viu o adversário controlar boa parte das ações no primeiro tempo.

A vantagem aumentou pouco antes do intervalo. Aos 44 minutos, Bruno Duarte aproveitou o rebote do goleiro Pedro Morisco e marcou o segundo gol vascaíno. O Coxa foi para o intervalo precisando mudar bastante a postura para tentar voltar ao jogo.

Na segunda etapa, porém, o Vasco continuou pressionando. Aos 56 minutos, Alan Lescano sofreu o pênalti e também ficou responsável pela cobrança. Ele bateu e fez o terceiro. Poucos minutos depois, aos 63, Andrés Gómez recebeu dentro da área, cortou para o meio e acertou uma finalização colocada para ampliar ainda mais a vantagem.

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O quinto gol saiu aos 73 minutos. Ramon Rique, que havia acabado de entrar, aproveitou a jogada ofensiva e mandou a bola para as redes. O Vasco ainda teve outras oportunidades durante a partida, enquanto o goleiro Pedro Morisco fez seis defesas pelo Coritiba. Segundo os dados da partida, o time carioca terminou com 32 finalizações e 65% de posse de bola, contra quatro chutes do Coxa.

Com a derrota, o Coritiba chegou ao terceiro jogo consecutivo sem vitória e permaneceu com 38 pontos. O Vasco, por sua vez, conquistou a segunda vitória seguida no Brasileirão e deixou provisoriamente a zona de rebaixamento. A permanência fora do Z-4 ainda dependia do resultado entre Grêmio e Palmeiras.

Agora, o Brasileirão terá uma pausa por causa da Data Fifa. O Vasco volta a jogar no dia 7 de outubro, contra o Botafogo, no Estádio Nilton Santos. O Coritiba terá pela frente o Fluminense, no dia 8 de outubro, no Maracanã.

 

FONTE PARANA PORTAL

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