ESPORTES
Paraná Clube goleia lanterna Oeste, volta a vencer depois de 42 dias e encosta no G-4 da Série B
O Paraná Clube fez o dever de casa e teve tranquilidade para golear o frágil Oeste por 4 a 0, na noite desta segunda-feira (26) na Vila Capanema, em Curitiba, pelo encerramento da 18ª rodada da Série B do Brasileiro.
Salazar abriu o caminho da vitória no primeiro tempo, enquanto Paulo Henrique e Bruno Gomes, duas vezes, consolidaram a goleada na etapa final.
O resultado foi muito celebrado pelos lados da Vila Capanema, já que o Tricolor volta a vencer depois de sete jogos, ou 42 dias: o último triunfo paranista havia acontecido no dia 14/09, ainda pela 10ª rodada (2 a 1 sobre o CRB).
Com os três pontos garantidos, o Paraná Clube sobe para a 5ª colocação, com 28 pontos – mesma pontuação do Juventude, time que fecha o G-4. O time de Caxias do Sul, entretanto, leva vantagem no saldo de gol.
Já o Oeste permanece afundado na zona de rebaixamento e segue como lanterna da Série B, com sete pontos e 13% de aproveitamento.
O time do técnico Allan Aal volta a campo já na sexta-feira (30), fora de casa, contra o Cruzeiro. A partida está marcada para as 21h30, no estádio Mineirão, em Belo Horizonte. No dia seguinte, às 16h30, o Oeste recebe o Sampaio Corrêa na Arena Barueri, em Barueri.
TRICOLOR DOMINA E VOLTA A VENCER DEPOIS DE 42 DIAS
Sem vencer desde o dia 14 de setembro, não havia cenário mais favorável ao Paraná Clube enfim retomar o caminho das vitórias que a partida desta noite contra o Oeste. Afinal de contas, além de jogar em casa a equipe encarava o lanterna da competição, time de pior ataque e a pior defesa do campeonato e que havia somado uma única vitória em 17 jogos.
Propondo o jogo, o Tricolor levou perigo logo no começo do jogo com Paulo Henrique, mas o goleiro Caíque França espalmou para escanteio o chute cruzado do lateral. Após a cobrança, aos 6, a bola sobrou limpa para o zagueiro Salazar, que escorou para as redes com um biquinho: 1 a 0.

As principais investidas do Paraná se davam pelos lados do campo. Paulo Henrique serviu Renan Bressan, mas o chute parou na marcação. Pela esquerda, Jean Victor encontrou Bruno Gomes na área, mas a cabeçada parou no travessão do Oeste.
O Oeste tinha dificuldades de trocar passes e sair para o jogo, e o goleiro Marcos só foi trabalhar aos 44, após cobrança de falta sem perigo de Mazinho.
Renan Bressan, ainda no primeiro tempo, balançou o travessão de Caíque França com um chutaço de fora da área.
Precisando somar pontos, o técnico Roberto Cavalo foi para o tudo ou nada no segundo tempo e trocou um zagueiro por um meia ofensivo. Com maior presença no campo de ataque, o Oeste chegou com Diogo, em finalização da entrada da área, aos 4, mas a bola foi pra fora.
O time paulista cresceu no jogo e voltou a assustar, desta vez com Mazinho e depois com Nilton.
Só que as chances de reação do Oeste foram praticamente encerradas em uma cobrança de lateral errada de Éder Sciola. O Paraná recuperou a posse de bola e partiu em contra-ataque. Bruno Gomes serviu Paulo Henrique, que invadiu a área e chutou cruzado para ampliar o placar: 2 a 0.
Bruno Gomes aproveitou o rebote do goleiro e, na cara do gol, anotou o terceiro do tricolor, aos 24. O camisa 9 também teve tranquilidade para bater rasteiro e consolidar a goleada em 4 a 0.

ESPORTES
Brasil vence Egito mas não convence
A Seleção Brasileira derrotou o Egito por 2 a 1, na noite deste sábado (6), em seu último amistoso antes da estreia na Copa do Mundo, que se dará no próximo sábado (13), contra o Marrocos. Bruno Guimarães e Endrick fizeram os gols da equipe e Zico descontou para a seleção africana. Não foi um jogo empolgante, pois o Brasil mostrou as mesmas deficiências técnicas e táticas dos últimos jogos. O que deixa muitas incertezas do que teremos pelo frente.
A Seleção vai fazer sua estreia na Copa do Mundo no dia 13 de junho, próximo sábado, contra o Marrocos. A partida está marcada para as 19h (horário de Brasília) e será realizada no MetLife Stadium, em Nova Jersey (região de Nova York/Nova Jersey). O rival vem de uma vitória de 4 a 0 contra Madagascar e que neste domingo enfrenta a Noruega. Depois, o Brasil vai enfrentar o Haiti,no dia 19 de junho, time que vem de uma goleada que aplicou sobre Nova Zelândia e de derrota em amistoso contra o Peru, por 2 a 1. E vai fechar a primeira fase contra a Escócia, em 24 de junho. O time europeu vem de vitória em amistoso de 4 a 0 contra a Bolívia.
Pelo que se viu no amistoso contra o Egito, em que o Brasil utilizou todos os jogadores, é de preocupação para os torcedores. Afinal, om técnico Carlo Ancelotti faz mistério e está travando o time, para não assustar, ou o grupo é muito fraco mesmo, podendo fazer mais um vexame neste 2026, sequer passando da primeira fase. Jogo é jogo, treino é treino. Assim que vale. Copa do Mundo é pra valer. A última campeã, a Argentina, venceu neste sábado (6) a seleção de Honduras por 2 a 0. A França, vice na última copa e uma outra favorita, perdeu de 2 a 1 para Costa do Marfim nesta semana.
Como foi a partida
A partida, disputada no Huntington Bank Field, em Cleveland, teve ótimo público: 64.311 presentes, muitos com a tradicional camisa amarela da Seleção Brasileira. Em campo, a equipe comandada por Carlo Ancelotti atuou com camisa azul e calções e meiões pretos. Vai repetir o uniforme no segundo jogo da Copa, contra o Haiti.
Na sua sétima vitória sobre os egípcios (em sete confrontos), o Brasil utilizou 22 atletas, como havia prometido o técnico Carlo Ancelotti, que queria dar nova oportunidade ao grupo de convocados.
O primeiro tempo começou à feição para o Brasil. Com forte marcação sob pressão na saída de bola do Egito, a equipe abriu o placar com apenas 6 minutos de jogo. Bruno Guimarães deu o bote no defensor adversário, tomou a bola dele e chutou com precisão: 1 a 0.
O gol deu a impressão de que a Seleção não teria dificuldades para ampliar. Mas, numa outra falha, dessa vez da defesa brasileira, Zico empatou, aos 10 minutos. O jogador egípcio ganhou este nome em homenagem ao ex-craque do Brasil e do Flamengo.
A partir do 1 a 1, o domínio da Seleção Brasileira se fez presente, com ataques perigosos e diversas oportunidades criadas. Vini Jr, Raphinha e Igor Thiago, duas vezes, tiveram chance de desempatar, mas esbarram na ótima atuação do goleiro Shobeir.
A etapa inicial também foi marcada pela substituição, aos 15 minutos, de Wesley, que saiu chorando de campo, por Danilo. Ele sentiu dores na virilha esquerda.
No intervalo, a Seleção promoveu várias alterações, assim como Ancelotti tinha feito no amistoso anterior, no Maracanã, em que o Brasil venceu o Panamá por 6 a 2.
Os substitutos deram outro ritmo à partida nos 15 primeiros minutos da etapa final, período em que os egípcios sequer conseguiam passar do meio de campo. O gol da vitória surgiu novamente de um aperto da marcação brasileira na defesa adversária. Na sequência, Raphinha cruzou rasteiro e Endrick finalizou de esquerda.
Foi o quarto gol do jovem atacante na Seleção Brasileira, que não fazia um gol pelo Brasil havia dois anos.
Com a vantagem, a Seleção Brasileira soube conduzir o jogo, sem deixar de tentar novas situações de gol, notadamente quando a bola sobrava para Luiz Henrique, cujo talento desnorteou os zagueiros do Egito mais de uma vez.
Agora, é esperar mais sete dias para ver a Seleção Brasileira em ação num duelo contra outra forte seleção, a do Marrocos, em Nova Jersey.
Ficha técnica
Local: Huntington Bank Field, em Cleveland (EUA)
Renda: não divulgada. Público: 64.311 espectadores
Gols: Bruno Guimarães, aos 6’, Zico, aos 10’ (1º T), e Endrick, aos 51 ’ (2º T).
Cartão amarelo: Marquinhos e Hany
Árbitro: Adonai Escobedo (México). Assistentes: Ibrahim Martinez (México) e Maximiliano Gomez (México). VAR: Carlo Rivero (México)
BRASIL: Alisson (Weverton, aos 46’); Wesley (Danilo, aos 16’), Marquinhos (Bremer, aos 16’), Ibañez, (Léo Pereira, aos 46’), e Douglas Santos (Alex Sandro, aos 72’); Casemiro (Fabinho, aos 46’) e Bruno Guimarães (Danilo Santos, aos 46’); Lucas Paquetá (Luiz Henrique, aos 46’), Raphinha (Gabriel Martinelli, aos 72’), Igor Thiago (Endrick, aos 46’) e Vinícius Júnior (Matheus Cunha, aos 46’).Treinador: Carlo Ancelotti
EGITO: Shobeir, Hany (Tarek Alaa, aos 74’), Fathy, Yasser e Fatouh (Hafez, aos 74’); Lashin (Ashour, aos 74’), Attia (Zizo, aos 84’) e Trézéguet (Abdelmonem, aos 46’); Zico (Adel, aos 74’), Hassan (Salah, aos 46’) e Marmoush (Abdelkarim, aos 84’). Treinador: Hossam Hassan.
Foto CBF/ PARANA PORTAL
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