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Brasileiros estão com medo de violência no segundo turno
63% dos eleitores ouvidos pelo Datafolha disseram estar com medo de violência nas eleições do segundo turno entre Lula e Bolsonaro
Pedro Ribeiro – 09 de outubro de 2022, 16:15
Foto/Extraglobo.com
Segundo relatório do Datafolha, realizado com a primeira pesquisa de intenção de votos no segundo turno, 63% dos eleitores têm medo de atos de violência até o final da disputa, em 30 de outubro. Desses, uma a cada três, (34%) respondeu ter “muito medo”. Outros 29% têm “um pouco de medo” e 35% relataram não ter medo de atos de violência. Apenas 1% preferiu não opinar.
Entre os lulistas, 29% responderam que não têm medo. Entre os bolsonaristas, são 45% sem medo de violência política.
O maior índice de medo de violência política foi aferido pelo Datafolha entre eleitores do Nordeste (41%). Em seguida vem o Centro-Oeste, onde 38% responderam que têm medo. No Sudeste, o índice foi de 33%; no Norte de 27% e nos estados do Sul, de 26%.
Moradores de capitais e regiões metropolitanas relataram mais sentimento de medo (38%) do que eleitores de cidades do interior (31%).
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Bancários farão paralisação de 24 horas nesta quinta-feira
Bancários de todo o país farão uma paralisação de 24 horas nesta quinta-feira (20), em meio às negociações da campanha salarial de 2026. A categoria cobra reajuste dos salários e benefícios, aumento do piso e mudanças na participação nos lucros e resultados (PLR).

A paralisação foi aprovada em assembleias realizadas na segunda-feira (17) e confirmada pelo Comando Nacional dos Bancários. A orientação para os correntistas é resolver os problemas por meio dos aplicativos e do internet banking das instituições financeiras.
Entre os pedidos apresentados pelos trabalhadores estão: 5% de aumento real (acima da inflação) nos salários e demais verbas; aumento do piso salarial da categoria; reajuste dos valores do vale-refeição (VR); aumento do vale-alimentação (VA); e valorização da participação nos lucros e resultados (PLR).
Segundo o Comando Nacional dos Bancários, a categoria aguarda uma proposta dos bancos para as reivindicações apresentadas na campanha salarial.
ADESÃO À PARALISAÇÃO
A paralisação de 24 horas não significa necessariamente o fechamento automático de todas as agências e unidades bancárias.
A adesão dependerá da participação dos trabalhadores e das atividades organizadas pelos sindicatos em cada região.
Os bancários que trabalham em regime de home office foram orientados a não acessar os sistemas dos bancos nem registrar o ponto durante o período de paralisação.
NEGOCIAÇÕES
A pauta de reivindicações da categoria foi entregue à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) em 24 de junho. As negociações tiveram início em 2 de julho.
O Comando Nacional dos Bancários afirma que, até o momento, não foi apresentada uma proposta para as reivindicações econômicas da campanha de 2026.
No entanto, a Fenaban e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informaram que receberam a pauta em 24 de junho e que o calendário de negociações segue dentro do cronograma estabelecido.
A paralisação ocorre às vésperas da data-base da categoria e representa uma nova etapa da mobilização dos trabalhadores nas negociações salariais deste ano.
Agência Brasil



