NOTÍCIAS DO BRASIL
Filipinas suspende importação de frango do Brasil e pode causar prejuízo de R$ 172 milhões
O Departamento de Agricultura das Filipinas anunciou a suspensão da importação da carne de frango do Brasil. O comunicado foi feito na última sexta-feira (14).
A decisão foi tomada após um lote de carne de frango enviado para a China por uma planta frigorífica da Aurora Alimentos, em Santa Catarina, apresentar contaminação pela Covid-19.
As Filipinas equivalem a 2% do total das exportações da carne de frango do Brasil entre os meses de janeiro e julho, segundo a Secex (Secretaria de Comércio Exterior) do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).
Esses números equivalem a 50 mil toneladas embarcadas e uma receita gerada de US$ 31,4 milhões, R$ 172 milhões na conversão atual.
Procurado pela reportagem, o Sindiavipar (Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná) afirmou que “não foi notificado pelo governo filipino e que apoia as negociações com o país asiático para que as suspensões sejam retiradas”.
Já a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) defendeu que “não existem comprovações científicas que a carne possa transmitir o vírus e que todas as medidas de proteção aos trabalhadores e aos produtos foram adotadas desde o início da pandemia”.

Os frigoríficos de aves têm sofrido com contaminações entre funcionários durante a pandemia da Covid-19. Somente no Paraná, as empresas investiram R$ 100 milhões para manterem as atividades desde março.
Mesmo com esses investimentos, três frigoríficos do Paraná apresentaram surtos da Covid-19 entre seus funcionários. Uma planta da BRF em Toledo, outra da Coopavel em Cascavel e uma da GTFoods em Paranavaí.
Dessas empresas, somente a planta da GTFoods ficou paralisada e precisou parar suas atividades por 14 dias.
Confira abaixo o posicionamento das entidades do setor de aves:
SINDIAVIPAR
Sobre uma possível suspensão das exportações brasileiras de aves para as Filipinas, o Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar) esclarece que não recebeu nenhuma comunicação oficial do país asiático. Sendo assim, não é possível informar se a eventual decisão afeta as indústrias paranaenses. Além disso, a entidade destaca que a exportação de carne de frango, pelo Paraná, para as Filipinas, é de aproximadamente 2% do total embarcado pelo estado, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Diante dessa situação, se confirmada, o Sindiavipar apoia a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em seus diálogos com as autoridades do país asiático para que as suspensões sejam retiradas e acredita que a confiança dos mercados interno e externo na qualidade e sanidade do alimento produzido pelas agroindústrias brasileiras e paranaenses não foi abalada.
Vale destacar ainda que não há evidências científicas de que a carne seja transmissora do vírus, conforme ressaltam a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).
ABPA
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) ainda não foi informada oficialmente sobre eventual suspensão das exportações brasileiras de aves para as Filipinas.
Se confirmada, a ABPA apoiará o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para a apresentação dos esclarecimentos, já que se trataria de uma decisão sem fundamentação técnico-científica e pendente de esclarecimentos e demonstrações.
A ABPA destaca que não há evidências científicas de que a carne seja transmissora do vírus, conforme ressaltam a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).
Ao mesmo tempo, o setor exportador brasileiro reitera que todas as medidas para proteção dos trabalhadores e a garantia da inocuidade dos produtos foram adotadas e aprimoradas ao longo dos últimos meses, desde o início da pandemia global.
NOTÍCIAS DO BRASIL
SUS vai ampliar proteção vacinal contra doença pneumocócica
A partir de junho, o Sistema Único de Saúde (SUS) vai começar a oferecer um imunizante mais abrangente contra a doença pneumocócica. A vacina pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20 ou Pneumo 20) vai substituir a 10-valente, dobrando os sorotipos prevenidos.

O Ministério da Saúde publicou nesta quarta-feira (27) um guia técnico preliminar com orientações sobre a mudança para profissionais de saúde. Os municípios poderão começar a aplicar a vacina assim que receberem o imunizante.
A doença pneumocócica é uma infecção causada pela bactéria Streptococcus pneumoniae, ou pneumococo, que pode ocasionar quadros leves, como inflamação no ouvido ou sinusite, ou graves, como pneumonia bacteriana, meningite e sepse.
Estima-se que o pneumococo seja responsável por até 50% de todos os casos de meningite bacteriana em crianças. A mortalidade nesses casos é de cerca de 30%. Além das crianças pequenas, idosos e indivíduos com comorbidades ou imunossupressão também são mais vulneráveis.
A vacinação contra a doença, com a VPC10, foi incluída no calendário básico infantil em 2010 e desde então, houve redução de 60% dos casos de doença meningocócica causada por algum dos 10 sorotipos combatidos pela vacina em crianças de até dois anos. Os casos de meningite pneumocócica na mesma faixa etária também caíram 65%.
No entanto, em anos mais recentes os casos vêm crescendo. De 2013 a 2019, o Brasil registrou uma média de 164 casos anuais de meningite pneumocócica em crianças de até 5 anos. De 2022 a 2024, a média anual subiu para 211,3 casos.
A Diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, Flávia Bravo, explica que esta fato é reflexo de uma mudança epidemiológica decorrente da própria efetividade da vacinação.
“A introdução da vacina 10-valente foi excelente na redução desses dez tipos, o que representou uma queda importante nas doenças graves. Mas o pneumococo tem uma característica que a gente chama de “replacement“: você controlando um tipo, reduzindo a circulação, outro tipo pode começar a ganhar o espaço”
Dados da vigilância do Ministério da Saúde mostram que quase 40% dos casos graves com amostra coletada entre 2018 e 2023 foram causados por apenas dois tipos da bactéria não prevenidos pela VPC10, mas incluídos na formulação da VPC20.
“Além disso, nos menores de 1 ano, cerca de 11% dos casos de meningite meningocócica são causados pelos outros tipos adicionais da vacina 20-valente. Isso significa que há a possibilidade da gente voltar a reduzir a curva de incidência porque estaremos protegendo exatamente contra os sorotipos que hoje prevalecem”, complementa Flávia.
As vacinas pneumocócicas conjugadas, que são o caso tanto da VPC10 quanto da VPC20, também evitam que o pneumococo se instale na nasofaringe de pessoas vacinadas. Por isso, além de evitar que elas desenvolvam a doença, a vacina também impede a transmissão, promovendo proteção indireta às pessoas não vacinadas.
O Programa Nacional de Imunizações já oferece outras vacinas mais abrangentes contra a doença pneumocócica, a VPC13 e a VPP23, mas apenas para públicos específicos, com determinadas condições de saúde que aumentam a vulnerabilidade às formas graves da doença. Esses imunizantes também serão substituídos pela VPC20 após o fim dos estoques.
Fazem parte dos grupos de alto risco que devem tomar a vacina: pessoas vivendo com HIV/aids; pacientes oncológicos; transplantados de órgãos sólidos ou medula; imunodeficientes; pessoas com nefropatias, pneumopatias, cardiopatias e hepatopatias crônicas; asmáticos graves; diabéticos; pessoas com síndrome de down e prematuros.
O calendário básico de vacinação prevê que os bebês devem receber duas doses da vacina pneumocócica, aos 2 e aos 4 meses de idades, com mais uma dose de reforço aos 12 meses. Crianças menores de 5 anos que não tenham sido vacinadas na idade correta devem atualizar a carteira o mais breve possível.
Durante o período de transição da VPC10 para a VPC20, as crianças receberão a vacina 20-valente na primeira dose e no reforço, e a 10-valente na segunda dose. Crianças que já receberam a primeira dose da vacina 10-valente, serão vacinadas com a 20-valente na segunda dose e no reforço. Uma dose de reforço da VPC20 também será aplicada nas crianças menos de 5 anos que completaram apenas o esquema básico de duas doses com a VPC10.
A vacina só é contraindicada para pessoas com alergia grave a algum componente da fórmula, ou que apresentaram reação alérgica severa em doses anteriores. Recomenda-se também que quem estiver com febre espere melhorar antes de se imunizar.
-
REGIONAIS7 dias atrásUBIRATÃ – Jovem de 18 anos morre em confronto com a PM
-
NOTÍCIAS DO BRASIL6 horas atrásSUS vai ampliar proteção vacinal contra doença pneumocócica
-
NOTÍCIAS DO PARANÁ7 dias atrásParaná reduz número de homicídios em 26,4% na última década, aponta Atlas da Violência
-
NOTÍCIAS DO PARANÁ7 dias atrásAlexandre Curi defende Senado mais próximo dos municípios
-
NOTÍCIAS DO BRASIL7 dias atrásCanetas para emagrecer mudam carrinho de compras e aceleram corrida da indústria por alimentos saudáveis
-
QUARTO CENTENÁRIO7 dias atrásMunicípio de Quarto Centenário realizou vacinação contra a raiva em cães e gatos
-
NOTÍCIAS DO PARANÁ6 horas atrásPRF inicia Operação Corpus Christi 2026 nas rodovias federais do Paraná
-
REGIONAIS7 dias atrásCRUZEIRO DO OESTE – Câmara aceita denuncia e prefeito da região pode ser cassado


