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Marcelo Odebrecht relatou em cartas ameaças da Lava Jato

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Durante o período que esteve preso, de 2015 a 2017, o empreiteiro Marcelo Odebrecht escreveu cartas e enviou notas aos seus advogados. Em trechos divulgados pelo jornal Valor Econômico, o empresário relatou que sofreu pressão por parte da Lava Jato durante as negociações do acordo de delação premiada.

Defesa de Lula argumenta que existiu 'calibragem de relatos' e falta de espontaneidade na delação de Marcelo Odebrecht

Essas anotações foram anexadas pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao processo que investiga a compra de 1 terreno para o instituto do petista feita pela empreiteira. Os advogados de Lula argumentam que o relato mostra que existiu “calibragem de relatos” e falta de espontaneidade na delação do empreiteiro.

Marcelo foi condenado 4 vezes na Justiça Federal no Paraná. Em 2017, migrou para a prisão domiciliar. Depois de assinar acordo de delação premiada, passou para o regime semiaberto em 2019.

O empresário disse que investigadores o alertaram da possibilidade de novas operações contra a Odebrecht caso ele conseguisse habeas corpus para deixar a prisão em 2016. Em carta de fevereiro de 2017, Marcelo escreveu: “Foi quando o Mouro [Sergio Moro] ia me soltar (por volta de maio/16) e o MPF nos ameaçou dizendo que se eu fosse solto, outras operações seriam deflagradas“.

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Procurada pelo Valor, a força-tarefa da Lava-Jato afirmou que o contato com Marcelo sempre ocorreu na presença de seus advogados. Disse também que “a eventual apresentação de esclarecimento ou informação para o investigado ou réu sobre a existência de investigações de caráter público e sobre as consequências legais de seus possíveis crimes não caracterizaria qualquer ‘ameaça’ ou pressão indevida, mas sim a exposição legítima de dados que permitam a investigados e réus tomarem decisões“.

CRÍTICAS

A defesa de Lula destacou 1 dos trechos das cartas de Marcelo, onde ele critica a falta de manifestações contra a conclusão da Lava Jato de que a empreiteira teria 1 “departamento de propina“. “Onde estão nossos sócios nos projetos? E as estrangeiras? Não tínhamos 1 departamento de propina, nem muito menos este tipo de relação com o setor público era só nós que fazíamos…“, escreveu Marcelo.

Enquanto negociava o acordo de delação, Marcelo disse que se sentia o “bode expiatório” da empresa. Para ele, “a própria empresa e os demais colaboradores (e não colaboradores) estão levando a uma situação onde acabarei ‘detonando’ a todos“.

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Marcelo revelou ter mágoas pelo fato do pai, Emílio Odebrecht, não ter saído em sua defesa quando foi acusado e preso. Em 2017, escreveu: “Dói muito que eu nunca tenha sido defendido por meu próprio pai. Eu nunca deixaria uma filha ou pai ser incriminado, e trucidado na mídia por algo que não fez, sem sair publicamente em sua defesa“.

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Votar nas eleições poderá valer como Prova de Vida para beneficiários do INSS

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Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que participarem das eleições de outubro poderão ter a Prova de Vida registrada automaticamente neste ano.

A medida prevê o cruzamento das informações da Justiça Eleitoral com os dados mantidos pelo INSS. Dessa forma, o comparecimento às urnas poderá ser utilizado como uma das formas de comprovação de que o beneficiário está vivo, sem a necessidade de realizar um procedimento específico para essa finalidade.

A Prova de Vida é uma verificação realizada pelo INSS para confirmar que o beneficiário continua vivo e, assim, garantir a continuidade do pagamento do benefício previdenciário ou assistencial.

Segundo o Ministério da Previdência Social, a iniciativa busca facilitar o procedimento para aposentados e pensionistas. O ministro Wolney Queiroz explicou que os dados do comparecimento eleitoral são encaminhados ao INSS e podem ser utilizados no processo de comprovação.

Desde 2019, o comparecimento presencial deixou de ser a regra para a Prova de Vida. O próprio INSS passou a buscar, em diferentes bases de dados, informações que permitam confirmar a situação dos beneficiários.

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Assim, para quem recebe benefício do INSS, a participação nas eleições deste ano poderá também contribuir para a atualização automática da Prova de Vida.

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