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Morre, aos 50 anos, Preta Gil; cantora travou luta incansável contra o câncer

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A cantora, apresentadora e empresária Preta Gil morreu neste domingo (20), aos 50 anos, em decorrência de complicações de um câncer no intestino. A informação foi confirmada pela equipe da artista ao Splash, do UOL.

Ela estava nos Estados Unidos, Preta foi diagnosticada com câncer colorretal em janeiro de 2023. Desde então, passou por diversas internações e tratamentos — entre eles, uma cirurgia de reconstrução do trato intestinal, realizada em dezembro do ano passado.

Em fevereiro deste ano, ela chegou a anunciar que o tumor havia entrado em remissão, mas, pouco depois, revelou que a doença havia voltado. Nascida Preta Maria Gadelha Gil Moreira, em 8 de agosto de 1974, no Rio de Janeiro, ela era filha do cantor Gilberto Gil e da empresária Sandra Gadelha. Cresceu entre Salvador e Rio, cercada pelo ambiente artístico da Tropicália. Seu nome foi escolhido por convicção: a mãe insistiu para que fosse “Preta”, mesmo quando o cartório exigiu um nome católico. Assim, ela foi registrada como Preta Maria. Artista multifacetada, Preta lançou diversos álbuns e ficou conhecida por seu bloco de carnaval, o animado Baile da Preta, que arrastava multidões. Também foi apresentadora, atriz e fundadora da agência de marketing de influência Music2Mynd.

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Voz de muitos Fora dos palcos, Preta se tornou uma voz importante no combate ao racismo, à gordofobia e à LGBTQIA+fobia. Preta se declarava bissexual e usava sua visibilidade para defender a liberdade de corpos e identidades. “Eu não sou só a filha do Gil. Eu sou a Preta. Preta Gil” declarou em uma de suas entrevistas A artista deixa o filho Francisco Gil, músico integrante do grupo Gilsons, e a neta Sol de Maria. Os detalhes sobre o velório e enterro ainda não foram divulgados.

Banda B

FONTE BANDA B – Foto: Divulgação/Instagram/ @dudupaduan

 

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Brasil diz não abrir mão do Pix ao negociar tarifaço com os EUA

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CNN – Após as ameaças feitas pelo governo dos Estados Unidos de aplicar novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, o governo federal tem se reunido com representantes comerciais americanos para tentar evitar um novo “tarifaço”.

As conversas giram em torno da investigação feita pelos EUA por meio da “Seção 301”, que analisa pontos da atuação econômica do Brasil, como as taxas cobradas no comércio internacional e o funcionamento do Pix. O governo brasileiro reforçou que o sistema de pagamentos é inegociável.

Na quinta-feira (2), o ministro do MDIC (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Márcio Elias Rosa, se reuniu com o chefe do USTR (escritório do representante comercial), Jamieson Greer, e rechaçou qualquer possibilidade de negociações sobre o Pix, que vem sendo um dos principais alvos da investigação norte-americana.

Na reunião, o ministro apresentou um plano, que não engloba o Pix, com medidas que o Brasil pode vir a adotar para as demandas exigidas pelos EUA na Seção 301. Segundo apurou a CNN, as ações atenderiam todos os outros eixos da investigação, que são:

tarifas preferenciais desleais;

acesso ao mercado de etanol;

proteção da propriedade intelectual;

combate à corrupção; e

desmatamento ilegal.

A principal medida exposta como moeda de negociação foi a redução de tarifas que o Brasil cobra dos Estados Unidos sobre cerca de 300 tipos de transações comerciais. Já outras possibilidades apresentadas são textos em tramitação no Congresso Nacional ou medidas infralegais formuladas internamente no Palácio do Planalto.

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Esta foi a quarta vez que Márcio Elias e Jamieson Greer se reuniram. Sob as diretrizes da OMC (Organização Mundial do Comércio), o Brasil não poderia baixar tarifas para apenas um país. Portanto, não poderia fazê-lo somente aos Estados Unidos. A solução encontrada foi acenar com a redução das taxas a vários países, em setores nos quais os americanos teriam maiores condições de competir e que não prejudicariam a indústria nacional.

Com o reforço de que o Pix não entrará nas negociações, as conversas entre os dois governos devem continuar. Na semana que vem, membros das áreas econômicas voltarão a se encontrar, e há expectativa de que o ministro do MDIC e o chefe do USTR se reúnam antes de 15 de julho, prazo no qual os EUA devem decidir sobre a recomendação, ou não, de novas tarifas ao BRASIL.

Disputa política

Enquanto as negociações econômicas prosseguem, o tarifaço americano e possíveis novas sanções comerciais têm sido motivo de declarações e troca de farpas entre os dois principais pré-candidatos à Presidência: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

O presidente Lula criticou a família Bolsonaro nessa quinta-feira após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enviar uma carta aos Estados Unidos pedindo a suspensão das possíveis taxas contra o Brasil.

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Nas redes sociais, Lula disse que o Brasil “não está à venda” e que defender o adiamento das tarifas para depois das eleição, como fez Flávio, é “uma traição à pátria”.

“Pedir que o tarifaço contra o nosso país seja adiado para depois das eleições é mais uma atitude de traidores da Pátria. Nunca houve e não há qualquer justificativa para tarifaço agora ou depois”, publicou Lula no X (antigo Twitter). “Nossa Pátria não está à venda. Nossa soberania é inegociável. O Brasil é dos brasileiros”, completou o presidente.

Mais tarde, ainda na quinta-feira, o senador Flávio Bolsonaro rebateu, também pelo X, as declarações de Lula. Segundo Flávio, Lula “é o único que quer o tarifaço contra produtos brasileiros”. O filho de Jair Bolsonaro criticou o que chamou de “falsa narrativa de defesa da soberania” do atual chefe do Executivo.

“Provocou, esbravejou, não negociou e fez lobby a favor do PCC e do Comando Vermelho para que não fossem classificados como terroristas. Envergonhou o Brasil perante o mundo! Ignorou o sofrimento de mais de 50 milhões de brasileiros que moram em áreas dominadas por esses narcoterroristas”, disse Flávio.

Matéria especial da CNN

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