NOTÍCIAS DO BRASIL
Vacinas contra Covid: Anvisa aprova importação e uso da Sputnik V e Covaxin
A Anvisa aprovou, com 4 votos favoráveis e 1 contra, a importação e uso de duas vacinas contra Covid-19 no Brasil: Sputnik V, da Rússia, e Covaxin, desenvolvida na Índia.
A votação foi marcada pela extensa discussão: foram sete horas deliberando sobre o tema. Vale lembrar que os pedidos foram aprovados excepcionalmente, com ressalvas pelo momento crítico da pandemia, e com restrições no uso das vacinas.
A única que votou contra a aprovação foi a diretora Cristiane Jourdan, que apontou que as incertezas sobre as vacinas superam as intenções de acabar os riscos.
No fim das contas, a Sputnik V poderá ser usada em 1% da população de cada estado para o cronograma de junho:
- Bahia – 300 mil doses.
- Maranhão – 141 mil doses.
- Sergipe – 46 mil doses.
- Ceará – 183 mil doses.
- Pernambuco – 192 mil doses.
- Piauí – 66 mil doses.
Após o uso do quantitativo acima, a Anvisa vai analisar os dados de monitoramento do uso da vacina para poder avaliar os próximos quantitativos a serem importados.
Já no caso na Covaxin, o uso será restrito a 1% da população. O pedido foi do Ministério da Saúde para distribuir cerca de 20 milhões de doses. No entanto, após o uso das 4 milhões de doses autorizadas, a Agência vai analisar os dados de monitoramento do uso da vacina.
Vale lembrar que a Anvisa já havia reprovado a compra dos imunizantes. A mudança agora se dá após a chegada de novos documentos, mas também foi motivada por pressão de política. Os governadores do Nordeste já têm firmado um acordo por mais de 66 milhões de doses da Sputnik.
QUEM NÃO DEVE TOMAR AS VACINAS SPUTNIK E COVAXIN
O gerente-geral da Anvisa, Gustavo Mendes, foi bem claro quanto às restrições das vacinas por causa de ‘incertezas técnicas’.
Segundo ele, alguns públicos não deve ser utilizada por:
- Pessoas com hipersensibilidade a um dos componentes da fórmula;
- grávidas;
- lactantes;
- menores de 18 anos;
- mulheres em idade fértil que querem engravidar;
- enfermidades graves ou não controladas e antecedentes de anafilaxia;
- pessoas que tenham recebido outra vacina contra Covid-19, febre, HIV, hepatite B ou C, que tenham se vacinado nas 4 semanas anteriores,
Além destas, também é contraindicado para pessoas que tenham recebido imunoglobulinas ou hemoderivados até três meses antes. Pacientes que se sujeitaram a tratamentos com imunossupressores, citotóxicos, quimioterapia ou radiação, alémde terapias com biológicos incluindo anticorpos anticitocinas e outros anticorpo também não estão na lista.
RUSSOS CELEBRAM A APROVAÇÃO DA ANVISA SOBRE A SPUTNIK NO BRASIL
O Fundo de Investimento Direto Russo (RDIF, fundo soberano da Federação Russa) confirmou a aprovação da Sputnik V. Com isso, o Brasil é o 67º país que aprova a vacina contra covid-19.
“A decisão da Anvisa de aprovar o uso da vacina Sputnik V em diversos estados brasileiros abrirá o acesso a um dos melhores medicamentos contra o coronavírus do mundo. Todos os documentos necessários foram inicialmente fornecidos à Anvisa, e posteriormente nenhuma das questões levantadas pelo regulador ficou sem resposta após a decisão de adiar a aprovação da ‘Sputnik V’. Estamos prontos para mais cooperação com parceiros no país para salvar vidas e superar a pandemia”, diz o CEO do Fundo de Investimento Direto Russo, Kirill Dmitriev.
Além disso, os russos ainda celebram alguns fatos sobre a vacina como a eficácia de 97,6%, sem criar alergias ou efeitos colaterais graves e o custo abaixo de US$ 10 por dose.
NOTÍCIAS DO BRASIL
Safra de grãos deve alcançar 360,1 milhões de toneladas, estima Conab
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ajustou a estimativa para a safra de grãos 2025/26. No levantamento divulgado nesta terça-feira (14), o 10º do atual ciclo de produção agrícola, a estatal projeta produção de 360,1 milhões de toneladas. O volume é 0,4% superior à expectativa que a companhia divulgou há cerca de um mês.

Se alcançados, os 360,1 milhões de toneladas representarão alta de 2,2% em relação à produção da temporada passada, com a colheita de 7,8 milhões de toneladas de grãos a mais.
Segundo a Conab, a perspectiva positiva é resultado, principalmente, da expansão da área plantada, pois a produtividade média nacional das lavouras deve se manter estável (4.311 quilos por hectare).
De acordo com o gerente de Acompanhamento de Safras da companhia, Fabiano Vasconcellos, as condições climáticas também têm contribuído para o desempenho das lavouras, com chuvas favoráveis e a adequada umidade do solo.
“Para julho, a previsão é de manutenção destas condições. Nada fora do normal para esta época do ano, com uma diminuição das chuvas no período, principalmente na região central do país.”
SOJA
A produção de soja, cuja colheita já foi finalizada, alcançou cerca de 180,6 milhões de toneladas, o que representa metade das 360,1 milhões de toneladas de grãos esperadas para o atual ciclo.
É um avanço de 5,3% em relação à safra passada, resultado do aumento de 2,7% na área cultivada. O número teve influência do bom pacote tecnológico usado pelos produtores e das condições climáticas favoráveis.
MILHO
Pelos cálculos da Conab, a colheita de milho deve alcançar 141,7 milhões de toneladas. Resultado que, se confirmado, representará não só uma alta de 0,4% sobre o da safra anterior, como responderá por quase 40% de toda a atual safra de grãos.
No ciclo atual, a primeira safra do cereal, que já está quase toda colhida, deve totalizar 29,6 milhões de toneladas. A segunda, com colheita em 38,9% da área, deve atingir 109,43 milhões – índice inferior à média dos últimos cinco anos.
Para a terceira safra, espera-se uma produção de 2,7 milhões de toneladas.
ARROZ E FEIJÃO
A colheita do arroz também já foi encerrada e apresenta produção de 11,1 milhões de toneladas, 13,1% abaixo do volume produzido na safra passada, reflexo de uma menor área destinada ao produto.
No caso do feijão, a produção total estimada é de 3 milhões de toneladas, 1,4% inferior ao ciclo anterior.
“Neste ciclo da segunda safra do feijão tivemos algumas adversidades climáticas, principalmente nas últimas semanas de junho. Enquanto na Região Nordeste as chuvas foram mais escassas, nas regiões Sul e Sudeste, as frentes frias trouxeram chuva, reduziram as temperaturas e provocaram até geadas em algumas localidades. Isto acabou impactando alguma lavoura e reduziu o potencial produtivo”, explicou Vasconcelos.
Segundo ele, mesmo com as reduções previstas, o volume de arroz e feijão a ser colhido garante o abastecimento no mercado doméstico.
ALGODÃO
O algodão tem produção prevista em 4,06 milhões de toneladas de pluma, com 8,1% da área já colhida, 78,4% em maturação e 13,5% em formação de maçãs.
De acordo com a Conab, as boas condições climáticas favorecem o bom desenvolvimento das lavouras, o que refletiu em ganho na produtividade de 2,8% em relação à safra 2024/25.
Essa melhora no desempenho médio das lavouras compensou a diminuição em 3,2% na área plantada, que neste ciclo foi próximo a 2 milhões de hectares.
A atualização da safra de algodão também permitiu ajustes na expectativa de exportação da fibra, podendo chegar a 3,38 milhões de toneladas, resultando em um estoque final de 2,67 milhões de toneladas.
TRIGO
Já o trigo, produto de destaque entre as culturas de inverno, se encontra em fase final de plantio. A expectativa da Conab é de uma redução de 23,5% no volume a ser colhido, estimado em 6 milhões de toneladas. O resultado reflete tanto a menor área destinada ao cereal como a expectativa de uma menor produtividade média a ser registrada nas lavouras neste ciclo.
Agência Brasil Colheita de soja – Foto: Jaelson Lucas / Arquivo AEN
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