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Captações e crédito: Sicredi incentiva empreendedorismo feminino

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A fim de ajudar a desenvolver o empreendedorismo feminino, o Sicredi, instituição financeira cooperativa com mais de 6,5 milhões de associados e atuação em todas as regiões do Brasil, tem realizado captações no mercado nacional e internacional para fomentar o crédito. A carteira de crédito para empresas lideradas por mulheres (mais de 50% do capital social) fechou 2022 em R$ 7,7 bilhões em mais de 228 mil operações.

“O acesso a crédito com taxas justas é essencial para o desenvolvimento de todos os negócios, principalmente os pequenos, que são nosso foco principal. Temos tido uma atenção especial em direcionar recursos para o público feminino, pois sabemos dos desafios que as mulheres, muitas vezes, encontram para empreender”, comenta Gustavo Freitas, diretor executivo de Crédito do Sicredi. “Acreditamos na força da diversidade e inclusão, e temos orgulho em ajudar milhares de mulheres em suas jornadas profissionais, o que beneficia toda uma cadeia a partir da geração de empregos e pagamento de fornecedores”, complementa.

Somente em 2022, a instituição realizou mais de 134 mil operações, concedendo R$ 4,6 bilhões em crédito para mulheres empreendedoras. Para isso, o Sicredi tem buscado recursos no mercado internacional para apoiar empreendedoras brasileiras. Foram R$ 438 milhões captados em novembro de 2021 junto à DEG e à Proparco, instituições alemã e francesa, respectivamente, e R$ 496 milhões em um empréstimo sindicalizado contando com a estruturação da International Finance Corporation (IFC) e recursos dos bancos SMBC e BNP Paribas, em abril do ano passado. Ainda, parte dos R$ 780 milhões captados via emissão de Letra Financeira Sustentável em junho de 2022 também está voltada ao público feminino.

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Comitê Mulher

Nacionalmente, o Sicredi realiza o Programa Comitê Mulher, uma solução não-financeira, que desde 2020 potencializa a pauta da inclusão, da diversidade e da equidade em toda a estrutura da instituição. Indo além da formação de grupos de discussão sobre estes temas, a iniciativa engloba um conjunto de ações que buscam promover a equidade de gênero, o empoderamento e a capacitação de mulheres para que elas possam participar da gestão em todos os níveis da organização e aumentar sua representatividade no cooperativismo de crédito. Inclusão, diversidade e equidade são temas impulsionados por meio da agenda 2030 do Pacto Global da ONU e seus 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O Programa Comitê Mulher Sicredi atende diretamente ao objetivo “Igualdade de Gênero” (ODS 5), que visa alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas.

 

Curso gratuito

No mês da mulher, o Sicredi está lançando o Curso Mulher Empreendedora, on-line e totalmente gratuito na plataforma Sicredi na Comunidade. A qualificação é indicada para mulheres associadas e não-associadas, que buscam aprimorar as habilidades e competências relativas ao tema, e auxilia na criação e expansão de seus negócios. Acesse www.sicredi.com.br/nacomunidade para participar do curso.

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NOTÍCIAS DO PARANÁ

Alep discute importância e proteção do Rio Iguaçu

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“Salve o Rio Iguaçu: Caminhos para sua Proteção e Reconhecimento”. Este foi o tema da audiência pública realizada na manhã desta terça-feira (30), na Assembleia Legislativa que reuniu especialistas de diversas áreas que estudam a influência do rio, que nasce no manancial da serra do mar, em Piraquara, região metropolitana de Curitiba e percorre centenas de quilômetros até desembocar no Rio Paraná, em Foz do Iguaçu. A proposta do encontro foi do deputado pedetista Goura.

“Queremos chamar a atenção do olhar público para o rio Iguaçu, já que mais de 5 milhões de pessoas vivem em sua bacia, onde existem reservatórios, barragens e inúmeros problemas sociais e ambientais provocados pela falta de atenção do poder público em relação à saúde ecológica do Rio Iguaçu. Por isso, reunimos especialistas, ativistas e pessoas que estudam o equilíbrio ecológico do rio, para trazer esse diagnóstico e buscarmos juntos as soluções tão necessárias para esses problemas”, afirma o deputado, que estende suas preocupações aos demais rios que banham o estado.

“Estamos vivendo um momento de crise climática e precisamos ter um olhar mais cuidadoso com os nossos rios — falando aqui de todos os rios do Paraná: o Ivaí, o Piquiri, o Paranapanema, o Paraná e, obviamente, o Iguaçu, pela sua importância na relação com as pessoas e na sua relação histórica. Hoje é um dia para celebrarmos o Iguaçu, mas também para juntarmos forças em prol de sua preservação”, conclui.

A necessidade de uma legislação atualizada sobre o tema foi destacada pelo deputado Requião Filho (PDT) na abertura da audiência: “Temos o costume de legislar sobre diversos problemas sem consultar os especialistas no assunto, mas estamos tentando reverter isso, e o Goura felizmente faz isso em relação ao meio ambiente, trazendo as universidades e o conhecimento científico — um cuidado que devemos ter aqui na Casa. Estamos em um ponto de desenvolvimento social em que é possível unir a ciência à legislação, juntando conhecimento e vontade política. O Rio Iguaçu pode ser uma metáfora para todo o meio ambiente: se não tomarmos cuidado com nossos rios e com o meio ambiente, significa que não estamos cuidando do nosso estado”.

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Direitos do rio

Uma das novidades apresentadas na audiência foi o conceito dos direitos da natureza. A tese, que reconhece um rio, por exemplo, como um “sujeito de direitos”, foi apresentada pela advogada ambientalista Maudi Nancy Joslin-Motta, especializada em gestão e criação de áreas naturais protegidas.

“A proposta que trazemos para o Rio Iguaçu é relativamente nova em termos de direito — um passo à frente do direito ambiental: os direitos da natureza. Nossa proposta é o reconhecimento do Rio Iguaçu como sujeito de direitos, e não como objeto. Os elementos da natureza tendem a ser considerados objetos, mas, como sujeitos de direitos, eles têm alguém para falar por eles. Esse alguém, neste caso, é uma comissão de guardiões e guardiãs do rio, escolhidos entre as pessoas que têm alguma relação com ele, seja o povo ribeirinho, os povos originários, a indústria que capta água para sua atividade, os consumidores, os agricultores ou, enfim, toda a população que depende do Rio Iguaçu”, explica, lembrando que o Rio Iguaçu e seus afluentes respondem por 81% da água consumida no estado do Paraná.

Entre esses guardiões, a advogada destaca os povos originários, que têm um longo histórico de respeito e cuidado com os rios e demais elementos naturais. Indígena do povo Kaingang, a escritora e cineasta Vanessa Fê Há afirma que o Iguaçu não é importante apenas para os povos originários, mas para todos os paranaenses.

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“É muito importante que os povos indígenas estejam aqui para falar sobre como é esse contato que temos com o Rio Iguaçu e como ele afeta diretamente as nossas vidas — e sua importância não apenas para os povos indígenas, mas para o estado inteiro, porque a água é vida e a água nos dá vida. É muito importante que o rio faça parte da nossa vida, que esteja em nosso dia a dia e que o tratemos como parte de nós. Temos que pensar no rio, na floresta, como seres vivos, como algo que faz parte do nosso cotidiano. Muitos povos indígenas dizem que somos a própria natureza. Então, se somos a própria natureza, somos a árvore, somos a terra, somos o rio. E esse rio também é o Rio Iguaçu”.

Ao longo da audiência, diversos pesquisadores apresentaram dados alarmantes sobre a degradação do rio em todo o seu curso e apontaram medidas cabíveis para solucionar esse problema. Participaram do evento o pró-reitor de Pesquisa e Inovação da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Ciro Alberto de Oliveira Ribeiro; Marcus Tesserolli, prefeito de Piraquara; José Ulisses dos Santos, chefe do Parque Nacional do Iguaçu; Yara Barros, coordenadora do Projeto Onças do Iguaçu; José Álvaro Carneiro, diretor-corporativo do Hospital Pequeno Príncipe; Katya Isaguirre-Torres, coordenadora do Ekoa – Núcleo de Pesquisa e Extensão em Direito Socioambiental da UFPR; e Eduardo Fenianos, pesquisador, escritor e idealizador do Projeto Urbenauta.

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