NOTÍCIAS DO PARANÁ
Cigarro eletrônico e narguilé estão proibidos em ambientes fechados no Paraná
O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) atentou nesta quarta-feira, 17, que desde 2009 a legislação paranaense proíbe o consumo de cigarros, cigarrilhas, charutos, cigarros eletrônicos e narguilés em ambientes total ou parcialmente fechados de uso coletivo.
“Sempre é bom alertar sobre os perigos do tabagismo e uso do cigarro eletrônico. São produtos que afetam a saúde de quem usa e de quem inala a fumaça. O dispositivo eletrônico aumenta o risco de câncer da mesma forma que o cigarro comum. Quem quiser que use estas substâncias, mas respeite os demais. Há lei no Paraná que proíbe o fumo em ambientes fechados. Para quem não sabe, isso vale para o cigarro eletrônico também”, afirma Romanelli, um dos autores da lei.
De acordo com a lei antifumo (16.239/2009), está proibido no Paraná, em ambientes de uso coletivo, total ou parcialmente fechados, públicos ou privados, o consumo de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos ou de qualquer outro produto fumígeno, derivado ou não do tabaco, que produza fumaça e o uso de cigarro eletrônico.
O consumo desses itens somente é permitido em locais de culto religioso em que o uso de produto fumígeno faça parte do ritual; nas instituições de tratamento da saúde que tenham pacientes autorizados a fumar pelo médico que os assista; em vias públicas e residências; e nos estabelecimentos exclusivamente destinados ao consumo no próprio local de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos ou de qualquer outro produto fumígeno, derivado ou não do tabaco, desde que essa condição esteja anunciada, de forma clara, na respectiva entrada.
Queda – Os dados da última Pesquisa Nacional de Saúde de 2019, mostram que o percentual de usuários de derivados de tabaco é de 12,8% entre os entrevistados. O número é menor do que o registrado em 2013, de 14,9%. Neste mesmo período, o grupo de ex-fumantes aumentou, passou de 17,5% para 26,6%.
Se por um lado o consumo do cigarro tradicional vem diminuindo, a preocupação aumenta em relação aos dispositivos eletrônicos, mesmo tendo a importação e venda proibidas no Brasil desde 2009.
Perigo – O Instituto Datafolha divulgou pesquisa de agosto com números preocupantes: 3% da população acima de 18 anos faz uso diário ou ocasional desses dispositivos, o que pode ser a “porta de entrada” para que essas pessoas migrem para o cigarro convencional.
Um estudo do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontou que 50% das pessoas que usam o cigarro eletrônico nunca consumiu um cigarro tradicional. Mas o próprio Inca aponta que o uso do cigarro eletrônico aumenta em três vezes o risco de se experimentar um cigarro tradicional e em até 4 vezes de se tornar um tabagista.
Espaço aberto – A Assembleia Legislativa também já recebeu projeto de lei que estende a proibição do uso de cigarros também em espaços abertos de uso coletivo, ampliando a abrangência da lei antifumo. Pela proposta, que aguarda parecer da Comissão de Constituição e Justiça, a proibição ao consumo do cigarro vai atingir, por exemplo, estádios de futebol, praças, parques e praias.
“É a atualização da lei que foi muito bem aceita pela população e alcançou resultados extraordinários com a redução de fumantes no estado e no país. Além de estimular as pessoas a abandonarem o vício, buscamos coibir o consumo com a limitação dos espaços. É uma medida de saúde coletiva”, afirmou Romanelli.
O projeto é assinado ainda pelo deputado Michele Caputo (PSDB) que entende que é necessário proteger ainda mais o chamado fumante passivo. “É no mínimo inconveniente você estar em um ambiente aberto e ainda ser obrigado a ficar exposto as 4,7 mil substâncias nocivas à saúde contidas no cigarro. Entendemos que o tabagismo é uma doença e deve ser tratada como tal. Por isso, temos que lançar mão de novas estratégias para restringir seu consumo, o que inclui a política de redução de danos”.
NOTÍCIAS DO PARANÁ
Por que Ratinho Junior é o melhor governador do Brasil?
Apesar do barulho — e não foi pouco — em torno da escolha do seu pré-candidato à sucessão, o governador Ratinho Junior segue desfilando com um título que muitos gostariam de ostentar: o de melhor governador do Brasil, segundo pesquisa divulgada neste domingo, 19 de abril, pelo Instituto Veritá.
O levantamento aponta Ratinho Júnior (PSD), como o mais bem avaliado governador do Brasil, com aprovação positiva de 84% dos entrevistados na sondagem feita entre 13 de março e 4 de abril. Este mesmo índice de aprovação ele tem no Paraná.
Diálogo com quem decide eleição
É curioso. Enquanto parte da classe política torce o nariz, reclama nos bastidores e ensaia pequenos surtos de rebeldia, o eleitor médio parece olhar para tudo isso com uma certa indiferença pragmática — dessas que não se alimentam de intrigas palacianas, mas de resultados concretos.
O termômetro interno ferve, mas o externo continua marcando temperatura amena. E talvez esteja aí a maior contradição — ou virtude — do atual momento. Ratinho conseguiu construir uma gestão que, gostem ou não seus aliados descontentes, dialoga com quem realmente decide eleição: o público.
Diante desse cenário, fica a pergunta que começa a rondar com mais força: teria faltado ambição nacional? Com índices favoráveis e vitrine administrativa, havia, ao menos em tese, terreno para voos mais altos. Mas política também é cálculo — e, às vezes, o movimento mais ousado é justamente não se mover.
Ao optar por manter o controle do tabuleiro estadual e indicar seu sucessor, Ratinho joga um jogo de longo prazo. Pode até ter desagradado peças importantes do próprio grupo, mas preserva algo ainda mais valioso: a narrativa de continuidade sob seu comando.
No Paraná, onde aliados se inquietam e opositores tentam encontrar o tom, o governador parece confortável no papel de quem apanha de um lado e é aplaudido do outro. E, convenhamos, na política brasileira, isso costuma ser um sinal de força — não de fraqueza.
Deixando obras à história
Em relação à pesquisa, o levantamento ouviu mais de 40 mil entrevistados de todas as Unidades da Federação e, segundo o Veritá, é o maior número de entrevistas já feita no Brasil.
O segundo governador mais bem avaliado do Brasil também é do PSD: Ronaldo Caiado marcou 83% de aprovação entre eleitores de Goiás. O terceiro é Jorginho Melo, de Santa Catarina, com 80%.
Dia 29, Ratinho Junior vai inaugurar uma obra que deixa sua marca na história do Paraná: a Ponte de Guaratuba, um ousado projeto dentro da Baía de Guaratuba que conecta de maneira definitiva o Litoral do Estado. Outra é a Ponte da Integração, que conecta Foz do Iguaçu ao Paraguai, na fronteira mais movimentada do País.
PARANA PORTAL Foto: Geraldo Bubniak/AEN
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