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Convênio entre Estado e Caixa facilita acesso à casa própria para 30 mil famílias

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O Governo do Estado e a Caixa Econômica Federal formalizaram nesta quarta-feira (23) uma nova parceria que vai viabilizar a conquista da casa própria a cerca de 30 mil famílias paranaenses. O convênio foi assinado em Brasília pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior e o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, e envolve o aporte de R$ 450 milhões de investimentos do Tesouro Estadual em projetos habitacionais por meio do programa Casa Fácil Paraná.

A parceria entre o Estado e o banco vai permitir a concessão de R$ 15 mil por família para subsidiar os custos de entrada de financiamentos imobiliários do programa Casa Verde e Amarela, do governo federal. A liberação dos recursos será feita pela Cohapar a famílias com renda de até três salários mínimos, uma solução para a parcela da população que compõe a maior parte do déficit habitacional estadual.

Com a nova modalidade e investimentos, o Casa Fácil se torna o maior programa habitacional de um governo estadual em desenvolvimento no País atualmente, e um dos maiores da história do Paraná. A iniciativa deve gerar cerca de 100 mil empregos diretos e indiretos na indústria da construção civil.

“Por meio do Casa Fácil, programa habitacional do Governo do Estado, temos uma das maiores parcerias com o governo federal nessa área, dentro do programa Casa Verde e Amarela”, afirmou Ratinho Junior.

“O diferencial agora é que o Governo do Estado dará a entrada no imóvel para quem recebe até três salários mínimos, facilitando o acesso à casa própria às pessoas que não conseguem guardar esse dinheiro para dar entrada ao financiamento”, explicou o governador. “Estamos falando de 30 mil casas espalhadas em praticamente todas as cidades do Estado, o que vai movimentar muito o setor da construção civil. Além de resolver um problema social, realizando o sonho da casa própria, também vai movimentar a economia e gerar 100 mil empregos”.

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Com o auxílio financeiro do Governo do Estado, cerca de 30 mil famílias que não possuem condições de arcar com os custos de entrada de um imóvel poderão realizar o sonho da casa própria. O número representa 10% do total de pessoas sem moradias no Paraná, segundo o Plano Estadual de Habitação de Interesse Social (PEHIS), feito pela Cohapar e prefeituras.

“O Banco Central estabelece um limite para o financiamento imobiliário, e as instituições financeiras podem financiar até 90% do valor do imóvel. Por isso, a ajuda que o Paraná dará para a entrada será fundamental”, afirmou Pedro Guimarães. “O valor do aluguel é muitas vezes mais alto que o de uma prestação, mas muita gente não consegue comprar um imóvel próprio por não ter esse dinheiro, o que acaba sendo um impeditivo para o acesso ao crédito imobiliário”.

Para o presidente da Caixa, a boa situação fiscal do Paraná habilita o Estado a firmar convênios e acessar recursos federais de forma facilitada. “O Paraná é um Estado muito equilibrado financeiramente, o que facilita todas essas operações. Se não tivesse esse equilíbrio financeiro, seria muito mais difícil fazer essa operação”, disse. “Somos o banco da habitação e, para nós, é muito importante participar desse projeto que reduz o déficit habitacional do Paraná”.

Contando com os valores de entrada disponibilizados pelo Governo do Estado, os investimentos na construção dos empreendimentos habitacionais devem somar R$ 4 bilhões. Os recursos federais são oriundos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

CHAMAMENTO – Nos próximos dias, a Cohapar abrirá um Chamamento Público às construtoras interessadas em firmar parcerias na nova modalidade. Poderão se habilitar empresas com projetos aprovados pela Caixa Econômica para a execução de conjuntos residenciais do Casa Verde e Amarela.

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“A partir de agora começamos a fazer os chamamentos públicos, tanto para as construtoras quanto para as prefeituras cadastrarem os seus empreendimentos, para começar a liberação dos empreendimentos e habilitação dos financiamentos”, explicou o presidente da Cohapar, Jorge Lange. “O programa é válido para empreendimentos novos, cujo o Habite-se tenha sido emitido nos últimos 180 dias”.

Após o chamamento das empresas, a Cohapar vai abrir as inscrições para as pessoas que pretendem participar dessa etapa do programa. “Elas poderão escolher o empreendimento que querem comprar para então começar a negociar, já contando com esse valor de R$ 15 mil que o Governo do Estado vai subsidiar para entrada”, disse. “Os valores serão repassados através da Caixa Econômica para a operação de crédito do cliente junto ao agente financeiro”.

COMO PARTICIPAR – Como nas demais modalidades do Casa Fácil, as famílias interessadas em receber os benefícios do programa devem se inscrever pelo SITE da Cohapar. Assim que o Chamamento Público avançar, as famílias cadastradas nos municípios com projetos aprovados serão notificadas sobre as oportunidades de recebimento do subsídio.

A liberação dos R$ 15 mil por família dependerá de análise técnica da empresa, que leva em conta aspectos socioeconômicos dos pretendentes e posterior aprovação do financiamento pela Caixa Econômica. O repasse dos recursos será feito diretamente ao banco com o intuito de garantir a lisura do processo e o cumprimento da finalidade do programa.

PRESENÇAS — Acompanharam a assinatura os secretários estaduais do Desenvolvimento Urbano e de Obras Públicas, João Carlos Ortega, e da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex; o diretor-geral do DER/PR, Fernando Furiatti; e, pela Caixa Econômica, os vice-presidentes de Habitação, Jair Mahl; de Governo, Tatiana Thomé; e de Rede de Varejo, Paulo Henrique Ângelo.

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Alexandre Curi defende Senado mais próximo dos municípios

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O deputado estadual Alexandre Curi (Republicanos) afirmou nesta segunda-feira (25) que sua pré-candidatura ao Senado está baseada na defesa dos interesses do Paraná em Brasília, na busca por mais investimentos federais e na aproximação permanente com prefeitos, lideranças regionais e a população. Ele também falou sobre a proposição de soluções para o desenvolvimento do País.

Durante entrevista à Rádio Educadora FM, de Dois Vizinhos, no Sudoeste do Estado, Alexandre Curi reforçou o compromisso de fortalecer a representação paranaense no Senado Federal. “Quem conhece a minha vida pública sabe que sou um político presente e resolutivo. Em Brasília, quero ser a voz dos prefeitos e das pessoas”, afirmou. “Não existe desenvolvimento sem diálogo, articulação e presença política”.

Segundo Curi, o Paraná precisa voltar a ter protagonismo em Brasília, com representantes que conheçam as diferentes regiões do Estado e estejam conectados às demandas dos municípios. “O senador precisa estar próximo dos prefeitos, das cooperativas, do setor produtivo e das pessoas”, destacou. Entre as prioridades defendidas por ele estão investimentos em infraestrutura rodoviária e ferroviária, fortalecimento da saúde e apoio ao agronegócio paranaense.

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Novo Pacto Federativo

Alexandre Curi também defendeu um novo Pacto Federativo, com mais autonomia para estados e municípios e uma distribuição mais equilibrada dos recursos públicos. “O desenvolvimento acontece nas cidades. É nos municípios que as pessoas vivem, trabalham e precisam de políticas públicas eficientes”, observou. “Quem sabe o que uma cidade precisa é quem vive nela”.

Polarização – Ao comentar o cenário nacional, o deputado criticou a polarização política e afirmou que o País precisa retomar o debate sobre temas estruturantes. “O Brasil precisava discutir segurança pública, infraestrutura, competitividade e crescimento econômico. Também precisamos de uma regulamentação equilibrada da reforma tributária, que não prejudique o agronegócio, o setor produtivo e as cooperativas do Paraná”, disse.

Para Alexandre Curi, a disputa ideológica tem afastado o foco das questões mais importantes para a população. “Infelizmente, o que vemos hoje é uma polarização permanente, em que um lado tenta destruir o outro, enquanto temas essenciais para o desenvolvimento nacional deixam de ser prioridade”, afirmou.

Ele concluiu defendendo mais estabilidade institucional e planejamento de longo prazo. “Quem empreende, trabalha e gera empregos quer segurança jurídica, previsibilidade e políticas públicas eficientes. O Brasil precisa voltar a pensar no futuro e planejar o desenvolvimento das próximas décadas”, concluiu.

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PARANÁ PORTAL – Foto/Rogério Machado

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