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Governo do Paraná confirma toque de recolher e pede trabalho remoto nas empresas

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Um toque de recolher, possivelmente entre as 23h e 5h do dia seguinte, será adotado pelo Governo do Paraná, como tentativa de frear os números assustadores de covid-19. A informação foi dada, na manhã desta terça-feira (1), pelo secretário de Saúde Beto Preto, em entrevista à RPC (Rede Paranaense de Comunicação (RPC). No fim da manhã, por meio de nota, a Secretaria do Estado da Saúde (Sesa) confirmou o toque de recolher e ainda pediu o trabalho remoto nas empresa, confirmando que isso será adotado pelo Governo do Paraná.

Por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SESA), e em alinhamento com os gestores municipais, serão produzidos dois novos instrumentos jurídicos para ajudar a conter a alta disseminação do vírus verificada nos últimos dias. “Um deles refere-se à restrição de horário para circulação de pessoas no período noturno. A outra recomendará a retomada das atividades de trabalho remoto de servidores estaduais, semelhante à resolução anteriormente publicada pela SESA”, afirma a Sesa por meio de nota.

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Ainda de acordo com a Sesa, as normativas deverão ser publicadas até a quarta-feira (2). Ao mesmo tempo, o presidente da Assomec (Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba) e prefeito de Fazenda Rio Grande, Márcio Wozniack, confirmou que um decreto metropolitano restritivo poderá ser realizado ainda nesta semana.

Ainda em entrevista ontem à Banda B, Wozniack afirmou que, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, mais de 50 pacientes da região metropolitana de Curitiba aguardam por uma vaga em UTI (Unidade de Terapia Intensiva). “São números alarmantes e que nunca alcançamos durante a pandemia. Praticamente 100% de todos os nossos hospitais de referência estão ocupados com casos de Covid-19, então é um dado alarmante, assustador e que nos chocou. Dos 50 pacientes que estariam na lista de espera por vagas, a maioria não tem previsão de conseguir um leito, o que é muito grave”, disse Marcio Wozniack.

Ao mesmo tempo, a secretária municipal de Saúde de Curitiba, Márcia Huçulak, desabafou na rede social Facebook, onde afirmou que tudo tem limite e que não há mais equipes para se abrir leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

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Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher

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O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.

Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.

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“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.

PLANO DE TRABALHO

Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.

“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.

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Fonte: ALEP

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