NOTÍCIAS DO PARANÁ
Investimentos em habitação já alcançam 130 mil famílias em 371 cidades do Paraná
Referência nacional em políticas habitacionais, o Governo do Paraná acumula recordes no segmento graças ao programa Casa Fácil. Desde o seu lançamento, em 2019, a iniciativa já beneficiou mais de 130 mil famílias em todo o Estado, com investimento direto por meio do tesouro estadual superior a R$ 1,5 bilhão. Presente em 371 dos 399 municípios paranaenses, o programa também movimentou cerca de R$ 23,9 bilhões na construção civil, com impacto expressivo na geração de empregos e renda.
O Casa Fácil opera em várias frentes que englobam tanto a construção de moradias quanto a regularização fundiária de loteamentos irregulares. As modalidades contemplam diferentes públicos e faixas de renda, desde os menores municípios até a Capital, com atendimento prioritário e concessão de subsídio às famílias com menor condição econômica.
O diretor-presidente da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), Jorge Lange, salienta o alcance do Casa Fácil e seu impacto no setor da habitação no Estado. “Com o auxílio do governo e dos parceiros envolvidos na construção civil, foi possível entender as dificuldades do setor e desenvolver um programa mais amplo, que abrangesse diferentes públicos. Já alcançamos o número de 110 mil casas, entre entregues e em obras. Mais moradia representa mais dignidade e segurança para a população”, disse.
“Trata-se de uma política pública, instituída por lei, com fonte de recurso própria e previsão orçamentária. Temos a responsabilidade de garantir a segurança jurídica para as empresas e também a continuidade do programa, para que se perpetue, porque vemos que realmente ele faz a diferença na vida das pessoas”, complementou Lange.
AMPLA ATUAÇÃO – O carro-chefe é a modalidade Valor de Entrada, em que o Governo do Estado, por meio da Cohapar, concede subsídio de R$ 20 mil a pessoas com renda de até quatro salários-mínimos. O aporte reduz o valor de entrada dos financiamentos da Caixa Econômica Federal e facilita o acesso à casa própria. Já são quase 100 mil famílias atendidas exclusivamente por essa modalidade.
O sucesso foi tanto que a modalidade foi ampliada em maio do ano passado, com o lançamento do Valor de Entrada – Terceira Idade. A iniciativa é inédita no país e oferece R$ 80 mil de desconto para que pessoas entre 60 e 70 anos consigam comprar um imóvel com período de financiamento reduzido, o principal entrave para este público.
Até o final de dezembro, segundo relatório de contratações entre Cohapar e Caixa, 274 idosos já estavam com a análise de crédito e o benefício aprovados pelo agente financeiro, totalizando um aporte direto de mais de R$ 21,9 milhões pelo Estado.
Outra ação específica para a população idosa é o Casa Fácil – Viver Mais, que visa a construção de condomínios residenciais fechados e adaptados às necessidades desse público. Cada empreendimento possui 40 moradias, que funciona no modelo de aluguel social, com pagamento correspondente a 15% de um salário-mínimo, além de contarem com estrutura completa de lazer e atendimentos periódicos com médicos, psicólogos, fisioterapeutas, enfermeiros e educadores físicos.
São oito condomínios já entregues e outros 24 estão em fases de execução, licitação ou projeto, com um total de 1.280 unidades habitacionais e investimentos que ultrapassam R$ 244 milhões.
Para atender pessoas em situação de vulnerabilidade, o Casa Fácil – Vida Nova foca na desfavelização e reassentamento de famílias que residem em áreas irregulares, de risco ou em extrema precaridade. Realizado em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o projeto recebeu investimento de R$ 1 bilhão e tem previsão de construir até 6 mil unidades residenciais.

Além das novas habitações, que são integralmente custeadas pelo programa, os beneficiários contam com acompanhamento técnico multidisciplinar com 16 secretarias e órgãos estaduais, com o objetivo de garantir a continuidade do seu desenvolvimento socioeconômico, enquanto as áreas desocupadas passam por um processo de recuperação e proteção ambiental.
Já a modalidade Municípios, também integrante do rol de atuação do programa, é voltada para cidades com até 25 mil habitantes e famílias em situação de vulnerabilidade, com renda mensal de até dois salários-mínimos, que receberão a moradia sem custos. O intuito é estimular a produção habitacional de forma descentralizada, fornecendo recursos diretamente às prefeituras, sem a interveniência de agentes financeiros e/ou necessidade de endividamento.
Na primeira etapa, foram liberados R$ 533 milhões em parceria com a Assembleia Legislativa, cujo repasse é feito diretamente aos municípios por meio de convênios firmados junto à Cohapar. A proposta é levar até 25 moradias por município, a depender do porte populacional de cada uma, totalizando 4.105 novas unidades no Estado.
Outro destaque do Casa Fácil é o chamado Banheiro em Casa, criado após levantamento do IBGE apontar que muitas residências ainda não têm um banheiro com padrão de uso. Para enfrentar essa carência, o Estado mapeou as localidades e estruturou um projeto para instalação de módulos sanitários pré-fabricados em casas de famílias de baixa renda com ausência ou precariedade dessa estrutura.
A ação é conduzida pela Cohapar em parceria com a Sanepar, com aporte superior a R$ 68 milhões e previsão de entregar 3.419 unidades. Ivaiporã foi o primeiro município contemplado e o atendimento seguirá priorizando cidades com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
Outros R$ 100 milhões serão destinados para regularizar 50 mil imóveis sem documentação, por meio do Casa Fácil – Paraná Regularizado. O objetivo é dar segurança jurídica e garantir o direito à posse aos moradores, com um processo feito sem custos para quem tem renda mensal de até três salários-mínimos.

PROGRAMA – O programa Casa Fácil, criado pelo Governo do Paraná, tornou-se um exemplo para todo o país, sendo premiado com o Selo de Mérito pela Associação Brasileira de Cohabs e Agentes Públicos de Habitação (ABC) por vários anos consecutivos e expertise replicada em 23 entes da Federação, entre estados e municípios.
Famílias interessadas em participar do programa podem acessar o site da Cohapar, onde estão disponíveis informações detalhadas sobre cada modalidade, critérios de participação e o sistema para cadastro familiar.
aen Foto: Ari Dias/AEN
NOTÍCIAS DO PARANÁ
Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher
O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.
Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.
“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.
PLANO DE TRABALHO
Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.
“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.
Fonte: ALEP
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