NOTÍCIAS DO PARANÁ
Paraná já vacinou 82% da população acima de 70 anos
O Estado foi o primeiro no País a iniciar uma campanha de vacinação de domingo a domingo para acelerar a faixa populacional atingida. No primeiro fim de semana da campanha, cerca de 130 mil pessoas receberam a vacina. “Nossa prioridade é vacinar logo todas as pessoas com 60 anos ou mais, que são o grupo mais afetado pela doença. Com a entrega sistemática de imunizantes pelo Ministério da Saúde e uma maior agilidade dos municípios, conseguiremos frear a contaminação nessa faixa etária”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior.
Como mostra o Informe Epidemiológico da Secretaria da Saúde, apesar de os mais jovens serem mais contaminados, o número de óbitos é maior entre os mais velhos. A média de idade entre as pessoas vítimas da Covid-19 no Paraná é de 68,02 anos, sendo que 74% dos mortos têm 60 anos ou mais.
Para a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da secretaria, Maria Goretti David Lopes, a nova estratégia de manter as salas de vacinação abertas de domingo a domingo está sendo importante para diminuir cada vez mais rápido a faixa etária dos imunizados. “Estamos conseguindo mobilizar nosso aplicadores nos municípios para ampliar a vacinação, o que nos permite reivindicar mais doses ao Ministério da Saúde, agilizar o processo e proteger mais a população”, disse.
FAIXAS ETÁRIAS
O grupo que teve uma maior adesão à vacinação foi na faixa dos 80 aos 85 anos, com 67.971 pessoas vacinadas com a primeira dose, ou 95,6% da população desse grupo. A aplicação também foi alta entre o público dos 85 aos 89 anos, com 67.971 pessoas recebendo a primeira dose, 92,6% do total, sendo que 40% já receberam a dose de reforço.
Entre os idosos com idade entre 75 e 79 anos, 189.154 foram vacinados, 87,6% das pessoas dessa faixa etária. Muitos municípios começaram a aplicar na faixa etária dos 70 aos 74 anos há poucas semanas, e 233.589 pessoas desse grupo já receberam a primeira dose, 72,7% do total.
Porém, ainda há um gargalo entre os maiores de 90 anos, já que de acordo com o levantamento da Saúde apenas 64,6% dessa população foi imunizada, um total de 32.881 pessoas. “Acredito que não seja problema de adesão, mas talvez a estimativa desse público, que recebemos do Programa Nacional de Imunização, não corresponda ao número de idosos com essa faixa etária. A estratégia extramuro está bem forte, com profissionais da saúde indo até as casas para fazer a busca ativa, mobilizando os familiares para levar os pais e avós para vacinar. As pessoas entenderam a importância da vacina e estão indo atrás”, explica Goretti.
Já entre os profissionais da saúde, foram vacinados em um primeiro momento os que estavam na linha de frente de combate à Covid-19. O Estado passou então a priorizar os idosos, porque estão entre as principais vítimas da doença. Trabalhadores da área que são menos expostos ao coronavírus também estão sendo imunizados, mas em um ritmo mais lento. Mesmo assim, quase todo o contingente da saúde recebeu a primeira dose, 92,5% do público, e em 132.317 já foram aplicadas as segundas doses, atingindo 43,6% do total.
OUTROS GRUPOS
Também fazem parte dos primeiros grupos prioritários os indígenas vivendo em aldeias. De uma população de 10.617 pessoas no Paraná, 9.242 (87%) receberam a primeira dose e 8.021 (75%) a segunda. Entre as pessoas com 60 anos ou mais vivendo em Instituições de Longa Permanência para Idosos, 11.294 foram imunizadas (92,4%) com a primeira dose, sendo que 9.430 já receberam a dose de reforço (77,1%). Todo o público de pessoas com deficiência de instituições inclusivas também foi imunizado.
Com a aceleração na vacinação, novas faixas são desbloqueadas para começarem a receber o imunizante.
Alguns municípios já começaram a vacinar a faixa dos 60 anos. Até agora, 56.311 pessoas com idade entre 65 e 69 anos receberam o imunizante, 12,8% dos 439.203 paranaenses nessa faixa etária, além de outras 1.338 com idade entre 60 e 64 anos.
Agência Estadual de Notícias
NOTÍCIAS DO PARANÁ
Alexandre Curi defende Senado mais próximo dos municípios
O deputado estadual Alexandre Curi (Republicanos) afirmou nesta segunda-feira (25) que sua pré-candidatura ao Senado está baseada na defesa dos interesses do Paraná em Brasília, na busca por mais investimentos federais e na aproximação permanente com prefeitos, lideranças regionais e a população. Ele também falou sobre a proposição de soluções para o desenvolvimento do País.
Durante entrevista à Rádio Educadora FM, de Dois Vizinhos, no Sudoeste do Estado, Alexandre Curi reforçou o compromisso de fortalecer a representação paranaense no Senado Federal. “Quem conhece a minha vida pública sabe que sou um político presente e resolutivo. Em Brasília, quero ser a voz dos prefeitos e das pessoas”, afirmou. “Não existe desenvolvimento sem diálogo, articulação e presença política”.
Segundo Curi, o Paraná precisa voltar a ter protagonismo em Brasília, com representantes que conheçam as diferentes regiões do Estado e estejam conectados às demandas dos municípios. “O senador precisa estar próximo dos prefeitos, das cooperativas, do setor produtivo e das pessoas”, destacou. Entre as prioridades defendidas por ele estão investimentos em infraestrutura rodoviária e ferroviária, fortalecimento da saúde e apoio ao agronegócio paranaense.
Novo Pacto Federativo
Alexandre Curi também defendeu um novo Pacto Federativo, com mais autonomia para estados e municípios e uma distribuição mais equilibrada dos recursos públicos. “O desenvolvimento acontece nas cidades. É nos municípios que as pessoas vivem, trabalham e precisam de políticas públicas eficientes”, observou. “Quem sabe o que uma cidade precisa é quem vive nela”.
Polarização – Ao comentar o cenário nacional, o deputado criticou a polarização política e afirmou que o País precisa retomar o debate sobre temas estruturantes. “O Brasil precisava discutir segurança pública, infraestrutura, competitividade e crescimento econômico. Também precisamos de uma regulamentação equilibrada da reforma tributária, que não prejudique o agronegócio, o setor produtivo e as cooperativas do Paraná”, disse.
Para Alexandre Curi, a disputa ideológica tem afastado o foco das questões mais importantes para a população. “Infelizmente, o que vemos hoje é uma polarização permanente, em que um lado tenta destruir o outro, enquanto temas essenciais para o desenvolvimento nacional deixam de ser prioridade”, afirmou.
Ele concluiu defendendo mais estabilidade institucional e planejamento de longo prazo. “Quem empreende, trabalha e gera empregos quer segurança jurídica, previsibilidade e políticas públicas eficientes. O Brasil precisa voltar a pensar no futuro e planejar o desenvolvimento das próximas décadas”, concluiu.
PARANÁ PORTAL – Foto/Rogério Machado
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