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Estado ajuda na entrega de 12,3 mil cestas a comunidades indígenas

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Distribuição é feita pela Defesa Civil. Itens foram conseguidos por meio de interlocução da Casa Civil do Governo com o governo federal. Produtos são enviados a terras indígenas de 15 municípios.

Comunidades indígenas de diferentes regiões do Paraná estão recebendo 12,3 mil cestas básicas, adquiridas pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e pela Fundação Nacional do Índio (Funai). O Governo do Estado contribui com a distribuição dos alimentos, que começou na semana passada e continua ao longo desta semana.

As cestas foram montadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e enviadas ao Corpo de Bombeiros de Guarapuava. A distribuição nas aldeias é feita pela Coordenadoria Estadual da Defesa Civil, com apoio do Exército, Polícia Militar, Casa Militar e acompanhamento da coordenação regional da Funai em Guarapuava.

As cestas básicas serão entregues a todas as famílias indígenas paranaenses, para evitar que elas saiam das comunidades e acabem se contaminando com o novo coronavírus.

 

 

Os itens foram conseguidos por meio de uma interlocução da Casa Civil do Governo do Estado com o governo federal. O trabalho conjunto inclui também o envio de cestas básicas a comunidades quilombolas e ribeirinhas.

“Junto com a Funai e Ministério Público Estadual, fizemos uma listagem de todas as famílias de povos tradicionais que tinham necessidade de receber esses alimentos e entramos em contato com a ministra Damares Alves, para que pudéssemos atender todas as comunidades paranaenses”, explicou a assessora especial da Casa Civil, Goretti Bussolo.

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“Esta união entre os diferentes âmbitos de governo é muito importante para fazer com que os alimentos cheguem às aldeias, mesmo aquelas de difícil acesso. A ação está fluindo bem”, afirmou a Marineide Cardoso Peixoto, chefe do Serviço de Promoção dos Direitos Sociais e Cidadania da Funai de Guarapuava.

De acordo com ela, os indígenas dependem economicamente dos recursos naturais para sustento das suas comunidades. As medidas de isolamento social trazem dificuldades, principalmente pela impossibilidade de eles comercializarem artesanatos, produtos e alimentos. “As aldeias estão com o acesso restrito por causa da Covid-19. Em algumas delas, nem mesmo as equipes de entrega puderam entrar, as cestas foram transportadas para a comunidade pelos próprios indígenas”, explicou.

TERRAS INDÍGENAS – Até agora, os alimentos já foram entregues nas terras indígenas Tekoha Pyahu, Mococa, Queimadas, Barão de Antonina, Laranjinha, Marrecas, Curva Guarani, Araporã, Mokoí Joegua, Tekoha Pyaku, Vya Renda, Itamarã, Kaingangue, Guarani e Tekohá Ocoy.

Elas estão localizadas nos municípios de Itaipulândia, São Jerônimo da Serra, Ortigueira, Santa Amélia, Faxinal, Ivaí, Tamarana, Turvo, Inácio Martins, Vitorino, Barracão, Planalto, Cândido de Abreu, Guarapuava e São Miguel do Iguaçu.

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FORÇA-TAREFA – O Governo do Estado também compõe uma força-tarefa que atua na Reserva Indígena Avá-Guarani Tekoha Ocoy, em São Miguel do Iguaçu, onde 49 indígenas testaram positivo para a Covid-19.

“Estamos acompanhando todas as demandas e enviamos para lá médicos, equipe de enfermagem, colchões, cobertores, equipamento de proteção individual. A Secretaria de Estado da Saúde disponibilizou 500 testes rápidos para fazer a testagem da população”, afirmou Goretti Bussolo.

Na semana passada, a Sanepar desinfectou as casas, escolas, postos de saúde e espaços de convivência da aldeia, onde vivem 210 famílias. A comunidade está sendo assistida por vários órgãos federais, estaduais e municipais, para evitar ainda mais a disseminação do coronavírus. “Eles também receberam as cestas básicas enviadas pelo governo federal, que foram entregues no sábado pela Defesa Civil”, destacou Goretti.

A força-tarefa é liderada pelo Ministério Público Estadual e conta com a participação da prefeitura de São Miguel do Iguaçu, Funai, Casa Civil, Defesa Civil, Superintendência Geral de Diálogo e Interação Social, Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) e a Universidade de Integração Latino-americana (Unila).

Saiba mais sobre o trabalho do Governo do Estado em:
http:///www.facebook.com/governoparana e www.pr.gov.br

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Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher

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O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.

Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.

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“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.

PLANO DE TRABALHO

Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.

“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.

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Fonte: ALEP

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