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O mistério do poço e o corpo carbonizado em Campo Mourão

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Numa das gavetas geladas do Instituto Médico Legal de Campo Mourão, repousa um corpo carbonizado, ainda sem identificação. Até o momento, pode ser descrito apenas como o número 165/20. Número recebido pelo Serviço de Medicina Legal. Ele pode ser de José Ricardo Grendel. Um jovem suspeito de ter matado outro rapaz: Elvis Huda.

 

O crime aconteceu em 11 de julho deste ano. Mas, desde então, exames enviados ao Instituto de Criminalística do Paraná, para verificar o DNA do cadáver carbonizado, ainda não chegaram. A família está angustiada.


Rosa, a mãe adotiva de Grendel, revelou ser tomada pela dor. Quase todos os dias. “Eu sei que é ele. Mas o resultado não chega nunca. Isso nos aflige demais”, disse. Rosa é uma mulher simples. Mas, mesmo na sua simplicidade, gostaria de poder sepultar o rapaz. Fazer um velório. De uma forma geral, proceder os rituais humanos. Em dezembro, faz cinco meses do envio do exame.
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O CASO
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Sábado, 11 de julho de 2020, 21h30. Bombeiros são acionados para combater incêndio a uma casa às margens do anel viário de Campo Mourão. Em princípio, uma residência vazia. Ninguém à vista. Controlado o fogo, a guarnição
retorna à sua unidade.

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Horas mais tarde, um telefonema anônimo indica a presença de um corpo carbonizado sob os escombros. E, um segundo cadáver, jogado num poço de quase 20 metros, também na mesma propriedade rural.

A suspeita é que o corpo carbonizado seja José Ricardo Grendel, de 40 anos. Ele vivia na residência. O segundo, depois de quatro dias de intensas buscas, foi retirado do poço. Era Elvis Huda. Um jovem de 24 anos com deficiência intelectual. A polícia ainda investiga como Elvis chegou ao local. Qual era o elo entre os dois.

Elvis estava desaparecido desde a última sexta, dia 10 de julho. Mas pelo que tudo indica, o rapaz foi levado com a promessa de ganhar um celular. A propriedade fica próxima a casa de sua família, no conjunto Avelino Piacentini.

Grendel sempre foi um problema à família. Filho de Tereza, ela o rejeitou ainda no hospital, quando nasceu. Foi
adotado pela tia, Rosa, irmã de Tereza. Relatos de familiares indicam que a mãe biológica tinha depressão. “Ela o amaldiçoou ainda no ventre. Não queria o filho. Dizia que iria dar trabalho”, diz o pai adotivo, Sebastião. Aos nove anos, o menino já iniciava os passos nas drogas. Foi nesse mesmo período que decidiu abandonar a escola e traçar seu próprio caminho. Um caminho sem volta.

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(Dilmercio Daleffe – Tribuna do Interior).

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Chácara Cristma realiza neste sábado Bazar Solidário da Receita Federal em Goioerê

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A Chácara Cristma de Goioerê promove neste sábado, dia 9 de maio, mais uma edição do Bazar Solidário da Receita Federal. A ação será realizada das 8h30 às 16 horas, na Sala São Gerônimo, ao lado da loja do diácono José Antônio, reunindo produtos remanescentes do primeiro bazar, agora com preços ainda mais acessíveis. São perfumes importados, brinquedos, material de pesca e muitos outros produtos.

O objetivo é arrecadar recursos para a manutenção das atividades da entidade, que desenvolve ações sociais junto à comunidade. Durante o bazar, os visitantes poderão encontrar uma variedade de itens, como perfumes, artigos de pesca e brinquedos, com valores atrativos.

Além da oportunidade de economizar, o evento também reforça o caráter solidário, permitindo que a população contribua diretamente com a continuidade dos trabalhos da Chácara Cristma. A organização convida toda a comunidade a participar e apoiar a iniciativa.

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