CURIOSIDADES

Par de óculos de Gandhi avaliado em R$ 105,8 mil é leiloado no Reino Unido

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Mahatma Gandhi, morto em 1948, é uma das figuras mais aclamadas da independência indiana. Até hoje, o legado deixado pelo líder anticolonialista e “anti-violência” é reconhecido ao redor do mundo. E é por isso que a casa de leilões East Bristol Auctio, na Inglaterra, foi surpreendida ao receber um item pra lá de especial.

Um par de óculos banhado a ouro foi colocado na caixa de correio da East Bristol Auctions com uma nota em que dizia que se tratava de um pertence de ninguém menos que Gandhi. Segundo o leiloeiro Andrew Stowe, a peça rara é uma parte importante da aparência do líder.

“Começamos a fazer algumas pesquisas e percebemos que eles valiam uma quantidade considerável de dinheiro”, disse Stowe à CNN Internacional. De acordo com ele, o item foi avaliado inicialmente em £ 10.000 a £ 15.000 (cerca de R$ 70 mil a R$ 105.8 mil).

Andrew Stowe garantiu que a peça em questão é original. “Fizemos uma linha do tempo. As datas e os fatos combinam perfeitamente. O homem de 80 anos que nos enviou por correiro não deve ter inventado isso na cabeça”, explicou.

Os leiloeiros acreditam que o par de óculos foi dado ao senhor entre 1910 e 1930, já que ele trabalhou na British Petroleum, na África do Sul, entre esses anos. Gandhi atuou como advogado na África do Sul antes de partir para a Índia em 1915 para lançar o movimento de liberdade do país do sul da Ásia contra os governantes coloniais britânicos.

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A peça original de Gandhi ainda está recebendo lances online e deve ir a leilão no dia 21 de agosto. Estima-se que o par de óculos seja vendido por até £ 50 mil (cerca de R$ 352 mil).

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Reprodução/East Bristol Auctions
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CURIOSIDADES

Brasileiro identifica 8 planetas com maior chance de ter água e vida

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Um pesquisador brasileiro identificou oito planetas semelhantes à Terra que apresentam maior possibilidade de possuir água em estado líquido e, consequentemente, condições favoráveis ao desenvolvimento de vida. O levantamento analisou dados de mais de 6 mil exoplanetas já descobertos.
O estudo foi realizado pelo cientista Fábio Calabrio Evangelista da Silva, sob orientação do professor Marcelo Borges Fernandes, do Observatório Nacional. Para chegar à seleção, Silva utilizou um banco de dados da Nasa e comparou características como raio, densidade e distância entre cada planeta e a estrela que ele orbita.

 


O pesquisador buscou inicialmente planetas com raio e densidade semelhantes aos da Terra e que estivessem na chamada zona habitável. Essa é a região ao redor de uma estrela na qual as temperaturas podem permitir a existência de água líquida na superfície de um planeta.
Também foram estimadas características da atmosfera, pressão e temperatura da superfície. A combinação desses critérios permitiu selecionar os oito exoplanetas considerados mais parecidos com a Terra e, portanto, com maior possibilidade de manter água líquida e condições compatíveis com a vida como a conhecemos.
Planeta tem 98% de similaridade com a Terra
Entre os oito selecionados, o que mais se aproxima das características terrestres é o GJ 1002b. Segundo a pesquisa do Observatório Nacional, ele apresenta 98% de similaridade com a Terra.
Descoberto em 2022, o planeta está localizado a cerca de 16 anos-luz da Terra. Isso significa que a própria luz, viajando a aproximadamente 300 mil quilômetros por segundo, leva 16 anos para percorrer a distância entre os dois mundos.
O GJ 1002b orbita uma estrela anã vermelha, mais fria que o Sol, e completa uma volta ao redor dela em apenas dez dias.
Apesar das semelhanças, os pesquisadores ressaltam que estar na zona habitável ou possuir condições semelhantes às terrestres não significa que exista vida nesses planetas. A Terra continua sendo o único exemplo conhecido de um mundo habitado.
Além disso, a busca considera principalmente condições necessárias para formas de vida semelhantes às terrestres. Os cientistas não descartam a possibilidade de existirem organismos baseados em condições químicas e físicas diferentes das encontradas no nosso planeta.
Como cientistas procuram vida tão longe?
A distância impede que os exoplanetas sejam visitados com a tecnologia disponível atualmente. Por isso, boa parte da investigação é realizada indiretamente, por meio da observação das estrelas que eles orbitam.
Telescópios como o James Webb conseguem analisar a luz de uma estrela quando um planeta passa à sua frente. Ao atravessar a atmosfera do planeta, parte dessa luz sofre alterações que podem revelar quais substâncias químicas estão presentes.
É nesse ponto que entram as chamadas bioassinaturas. Os cientistas procuram substâncias ou combinações químicas que, na Terra, costumam estar relacionadas à atividade de seres vivos, como a presença simultânea de metano e oxigênio.
Encontrar essas substâncias, porém, não comprova sozinho a existência de vida. Processos geológicos, químicos ou atmosféricos também podem produzir algumas das moléculas consideradas potenciais bioassinaturas. Por isso, os pesquisadores defendem a necessidade de reunir diferentes linhas de evidência antes de qualquer confirmação.
Moléculas orgânicas também não são prova
A mesma cautela vale para os chamados “ingredientes da vida”. Aminoácidos e bases nitrogenadas que formam o código genético dos seres vivos podem existir sem que tenham sido produzidos por organismos.
Um exemplo veio das amostras coletadas no asteroide Bennu. Cientistas encontraram dezenas de moléculas orgânicas, incluindo componentes dos ácidos nucleicos e 14 dos 20 aminoácidos utilizados pelos organismos terrestres para produzir proteínas.
Essas moléculas, entretanto, também podem surgir por processos sem participação de seres vivos. Por isso, mesmo descobertas desse tipo não são consideradas confirmação de vida extraterrestre.
Próximas missões podem trazer respostas
Além dos exoplanetas, cientistas mantêm atenção sobre mundos bem mais próximos da Terra. Uma das principais apostas é Europa, lua de Júpiter que pode esconder um oceano de água salgada sob sua crosta de gelo.
A missão Europa Clipper deve chegar à região em 2030 para aprofundar os estudos sobre o satélite. Outra missão, a Dragonfly, tem lançamento previsto para 2028 em direção a Titã, lua de Saturno que possui atmosfera e metano líquido na superfície. A chegada está prevista para 2034.
Encélado, outra lua de Saturno que pode possuir um oceano sob sua camada de gelo, e Marte também permanecem entre os locais de interesse na busca por ambientes capazes de abrigar vida fora da Terra.
(Com informações Agência Brasil) Foto: Nasa

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