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13 secretários devem deixar o governo Ratinho Junior nos próximos dias

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Por Ronildo Pimentel

O governo de Carlos Alberto Massa Ratinho Junior (PSD) deve sofrer ao menos 12 baixas no primeiro escalão nos próximos dias, incluindo o titular do Palácio Iguaçu, que está completando o segundo mandato consecutivo.

Tudo por conta do calendário eleitoral, que determina um prazo mínimo de seis meses de desincompatibilização de agentes públicos que pretendem concorrer as eleições de outubro próximo.

Neste caso, o último dia para sair do governo, incluindo o titular do Palácio Iguaçu, Ratinho Junior, é o dia 4 de abril, ou seja, caqui a pouco menos de três semanas.

As projeções indicam que a debandada será encabeçada por cinco parlamentares (deputados federais e estaduais), além de oito titulares de diferentes pastas da gestão estadual.

A lista dos que detém mandato eletivo inclui os ainda secretários da Saúde, Beto Preto (PSD); da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex (PSD); da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, Leandre Dal Ponte (PSD); do Trabalho, Qualificação e Renda, Do Carmo (Podemos); e da Agricultura e Abastecimento, Marcio Nunes (PSD).

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Com a volta à Câmara dos Deputados, de Sandro Alex, Beto Preto e Leandre e à Assembleia Legislativa Marcio Nunes e Do Carmo, ficam sem cargo os suplentes Rodrigo Estacho (PSD), Stephanes Junior (PSD), Luciano Alves (PSD), Nelson Justus (União Brasil) e Reichembach (PSD).

Além dos parlamentares licenciados, as baixas no governo Ratinho Junior incluem os secretários Guto Silva (PSD), Ulisses Maia (PSD), Leonaldo Paranhos (PL), Rafael Greca (PSD), Rogério Carboni (MDB), Helio Wirbiski (CDN), Marco Brasil (PP), Santin Roveda (PSD) e Luizão Goulart (SD).

Todos irão se afastar da gestão com projeto de participar da campanha eleitoral, incluindo Ratinho Junior, que é pré-candidato a Presidência da República.

Outros dois secretários que podem deixar os cargos, mas ainda restam algumas dúvidas, são Noberto Ortigara (PSD) e Coronel Hudson (PSD) – Fazenda e Segurança Pública, respectivamente.

Sem mandato, Guto Silva, que é pré-candidato a sucessão estadual, irá finalizar o plano de governo e a chapa de deputados federais e estaduais, “mostrando que se for eleito irá dar continuidade a administração de Ratinho Junior”, comentou um analista político da capital.

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PARANÁ PORTAL/ Foto: Rodrigo Felix Leal/SEIL
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Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher

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O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.

Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.

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“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.

PLANO DE TRABALHO

Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.

“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.

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Fonte: ALEP

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