REGIONAIS

UMUARAMA – Médico investigado na Operação Fratura Exposta firma acordo com MP, mas é punido em R$ 120 mil

Publicados

em

Um médico ortopedista que atuava na rede pública de saúde em Umuarama, no Noroeste do Paraná, firmou um acordo de não persecução penal (ANPP) com o Ministério Público do Paraná (MPPR) após ser investigado por irregularidades no exercício da função. O profissional foi alvo da Operação Fratura Exposta, deflagrada em setembro do ano passado, que apurou possíveis crimes relacionados ao atendimento simultâneo de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e da rede privada durante o horário de trabalho no serviço público.

De acordo com as investigações conduzidas pelo MPPR, o médico, em ao menos 18 ocasiões, delegou a médicos residentes a realização de cirurgias custeadas pelo SUS. Com isso, ele se ausentava de suas obrigações no hospital público para atender pacientes particulares em seu consultório privado, prática considerada irregular e lesiva ao interesse público.

O caso foi conduzido pela Promotoria de Justiça de Umuarama, sob responsabilidade do promotor Guilherme Franchi da Silva Santos. Durante a apuração, o investigado confessou os delitos e preencheu os requisitos legais para a celebração do acordo, que substitui a abertura de um processo criminal.

Leia Também:  Santa Casa de Goioerê recebe recursos de R$ 1,5 milhão

Como parte das condições estabelecidas no ANPP, o ortopedista deverá pagar uma multa no valor de R$ 120 mil. Além disso, ficará proibido de atender pacientes do SUS, de forma direta ou por meio de pessoa jurídica da qual seja sócio, pelo período de seis meses. O acordo está vinculado ao processo nº 0008300-22.2025.8.16.0173.

O acordo de não persecução penal é um instrumento jurídico previsto na Lei nº 13.964/2019, conhecida como Pacote Anticrime, em vigor desde janeiro de 2020. Ele permite que crimes sem violência ou grave ameaça, cuja pena mínima seja inferior a quatro anos, sejam solucionados de forma mais célere, desde que o investigado confesse o crime e aceite cumprir medidas de reparação propostas pelo Ministério Público.

A Operação Fratura Exposta ganhou repercussão em setembro de 2025, quando o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriu medidas contra o médico, trazendo à tona suspeitas de prejuízo ao atendimento público de saúde e ao correto funcionamento do SUS em Umuarama.

Leia Também:  Polícia interrompe festa com quase 100 pessoas em Ubiratã

 

FONTE UMUARAMA NEWS – Arquivo – Portal Umuarama News

Propaganda

REGIONAIS

TRE-PR cassa mandato de prefeito e vereadora de Moreira Sales por compra de votos

Publicados

em

Por

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) decidiu, nesta quarta-feira (19), pela cassação dos mandatos do prefeito de Moreira Sales, Luiz Volpato, e da vereadora Priscila Albano, que foi a candidata mais votada para a Câmara Municipal nas eleições de 2024. A decisão está relacionada a uma investigação sobre suposta compra de votos.

No caso do prefeito, a Justiça Eleitoral de primeira instância havia julgado a ação de forma favorável a Volpato, entendendo que não havia comprovação suficiente de sua participação no esquema atribuído à vereadora.

O Ministério Público Eleitoral recorreu da sentença e levou o caso para análise do TRE-PR. No julgamento realizado nesta quarta-feira, a maioria dos integrantes da Corte acolheu o recurso. O resultado foi de 5 votos pela cassação contra 2.

A situação de Priscila Albano já era diferente. A vereadora havia sido cassada em primeira instância e recorreu da decisão. Ao analisar o recurso, o TRE-PR decidiu manter a cassação do mandato.

Prefeito pode ser afastado

A decisão do Tribunal Regional Eleitoral ainda não encerra definitivamente o processo. As partes podem apresentar embargos de declaração, recurso destinado a questionar eventual omissão, contradição, obscuridade ou erro na decisão.

Leia Também:  Motociclista morre após moto partir ao meio e ter braço amputado em acidente na região de CM

Também existe a possibilidade de recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Conforme o entendimento apresentado durante o julgamento, contudo, Volpato poderá deixar o cargo enquanto o processo estiver em tramitação.

Caso isso ocorra, o comando do município poderá ser assumido temporariamente pelo presidente da Câmara de Moreira Sales, Gustavo Henrique Santos, conhecido como Gustavo do Esporte.

A definição sobre a permanência ou não do prefeito no cargo deverá observar os desdobramentos processuais e as decisões da Justiça Eleitoral.

Composição da Câmara

Com a perda do mandato de Priscila Albano, a composição da Câmara Municipal também deverá passar por alteração.

Será necessária a retotalização dos votos das eleições municipais de 2024, procedimento realizado pela Justiça Eleitoral para recalcular a distribuição das cadeiras após a alteração na validade dos votos.

Somente depois desse processo será definido quem ocupará a vaga deixada pela vereadora.

A decisão desta quarta-feira ainda está sujeita a recursos nas instâncias superiores da Justiça Eleitoral.

/ilustrado.com.br

Continue lendo

QUARTO CENTENÁRIO

PARANÁ

POLICIAL

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA