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Pagamento do abono salarial PIS/Pasep 2025 começa na segunda-feira; veja como consultar
Pagamento do primeiro lote do Abono Salarial PIS/Pasep 2025 começa na próxima segunda (17). Benefício será liberado para nascidos em janeiro, segundo calendário do Governo Federal.
Na próxima segunda-feira (17), tem início o pagamento do primeiro lote do Abono Salarial PIS/Pasep 2025. O benefício será liberado para os trabalhadores nascidos em janeiro, conforme o calendário estabelecido pelo governo federal. Todavia, desde o dia 5 de fevereiro, os trabalhadores podem consultar se têm direito ao benefício por meio da Carteira de Trabalho Digital, do portal Gov.br, da Central de Atendimento Alô Trabalho (telefone 158) e das unidades das Superintendências Regionais do Trabalho.
Como consultar o benefício
Para acessar as informações, o trabalhador deve primeiramente atualizar o aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (clicando aqui). Após essa atualização, basta entrar na aba “Benefícios”, selecionar a seção “Abono Salarial” e clicar em “Pagamentos” para conferir o valor, a data e o banco responsável pelo pagamento.
A Central de Atendimento Alô Trabalho também oferece informações por meio do telefone 158, com atendimento gratuito de segunda a sábado, das 7h às 22h.
Previsão de pagamento e formas de saque
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) estima que os valores pagos chegarão a aproximadamente R$ 30,7 bilhões para 25,8 milhões de trabalhadores que em 2023, receberam até dois salários mínimos. A Caixa Econômica Federal administrará o pagamento do PIS, enquanto o Banco do Brasil gerirá o pagamento do Pasep.
No caso da Caixa, o pagamento do abono salarial será realizado preferencialmente por meio de crédito em conta corrente. Contudo, quem desejar pode efetuar o saque do valor nas agências, lotéricas, terminais de autoatendimento e outros canais disponibilizados pela instituição. Já o Banco do Brasil fará os pagamentos por crédito em conta bancária, via Pix, transferência por TED ou diretamente nas agências.
Calendário de pagamentos do abono salarial
O governo estabeleceu um cronograma escalonado para organizar os pagamentos do abono salarial conforme o mês de nascimento dos trabalhadores. Em fevereiro, 1.845.317 funcionários de empresas privadas recebem o PIS pela Caixa, enquanto 163.810 servidores públicos têm direito ao Pasep pelo Banco do Brasil. O valor do benefício varia entre R$ 127 e R$ 1.518, dependendo do tempo trabalhado em 2023.
Confira o calendário de pagamentos:
Janeiro – 17 de fevereiro
Fevereiro – 17 de março
Março e Abril – 15 de abril
Maio e Junho – 15 de maio
Julho e Agosto – 16 de junho
Setembro e Outubro – 15 de julho
Novembro e Dezembro – 15 de agosto
O pagamento do último lote ocorrerá em agosto. No entanto, os valores estarão disponíveis para saque até o encerramento do calendário, previsto para 29 de dezembro de 2025.
Quem tem direito ao abono salarial?
Para ter direito ao pagamento do abono salarial, o trabalhador precisa, primeiramente, ter atuado com carteira assinada por pelo menos 30 dias em 2023, com remuneração média de até dois salários mínimos no período, o que equivale a R$ 2.640. Além disso, o programa exige que o trabalhador esteja inscrito no PIS/Pasep há, no mínimo, cinco anos. O pagamento também depende do envio correto das informações do trabalhador pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) ou no eSocial.
O valor do abono salarial varia conforme o número de meses trabalhados no ano-base, podendo chegar a um salário mínimo, fixado em R$ 1.518 para 2025. Para garantir o pagamento dentro do prazo, o empregador deveria ter enviado as informações à RAIS até 15 de maio de 2024 e ao eSocial até 19 de agosto de 2024.
NOTÍCIAS DO BRASIL
Brasil diz não abrir mão do Pix ao negociar tarifaço com os EUA
CNN – Após as ameaças feitas pelo governo dos Estados Unidos de aplicar novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, o governo federal tem se reunido com representantes comerciais americanos para tentar evitar um novo “tarifaço”.
As conversas giram em torno da investigação feita pelos EUA por meio da “Seção 301”, que analisa pontos da atuação econômica do Brasil, como as taxas cobradas no comércio internacional e o funcionamento do Pix. O governo brasileiro reforçou que o sistema de pagamentos é inegociável.
Na quinta-feira (2), o ministro do MDIC (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Márcio Elias Rosa, se reuniu com o chefe do USTR (escritório do representante comercial), Jamieson Greer, e rechaçou qualquer possibilidade de negociações sobre o Pix, que vem sendo um dos principais alvos da investigação norte-americana.
Na reunião, o ministro apresentou um plano, que não engloba o Pix, com medidas que o Brasil pode vir a adotar para as demandas exigidas pelos EUA na Seção 301. Segundo apurou a CNN, as ações atenderiam todos os outros eixos da investigação, que são:
tarifas preferenciais desleais;
acesso ao mercado de etanol;
proteção da propriedade intelectual;
combate à corrupção; e
desmatamento ilegal.
A principal medida exposta como moeda de negociação foi a redução de tarifas que o Brasil cobra dos Estados Unidos sobre cerca de 300 tipos de transações comerciais. Já outras possibilidades apresentadas são textos em tramitação no Congresso Nacional ou medidas infralegais formuladas internamente no Palácio do Planalto.
Esta foi a quarta vez que Márcio Elias e Jamieson Greer se reuniram. Sob as diretrizes da OMC (Organização Mundial do Comércio), o Brasil não poderia baixar tarifas para apenas um país. Portanto, não poderia fazê-lo somente aos Estados Unidos. A solução encontrada foi acenar com a redução das taxas a vários países, em setores nos quais os americanos teriam maiores condições de competir e que não prejudicariam a indústria nacional.
Com o reforço de que o Pix não entrará nas negociações, as conversas entre os dois governos devem continuar. Na semana que vem, membros das áreas econômicas voltarão a se encontrar, e há expectativa de que o ministro do MDIC e o chefe do USTR se reúnam antes de 15 de julho, prazo no qual os EUA devem decidir sobre a recomendação, ou não, de novas tarifas ao BRASIL.
Disputa política
Enquanto as negociações econômicas prosseguem, o tarifaço americano e possíveis novas sanções comerciais têm sido motivo de declarações e troca de farpas entre os dois principais pré-candidatos à Presidência: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
O presidente Lula criticou a família Bolsonaro nessa quinta-feira após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enviar uma carta aos Estados Unidos pedindo a suspensão das possíveis taxas contra o Brasil.
Nas redes sociais, Lula disse que o Brasil “não está à venda” e que defender o adiamento das tarifas para depois das eleição, como fez Flávio, é “uma traição à pátria”.
“Pedir que o tarifaço contra o nosso país seja adiado para depois das eleições é mais uma atitude de traidores da Pátria. Nunca houve e não há qualquer justificativa para tarifaço agora ou depois”, publicou Lula no X (antigo Twitter). “Nossa Pátria não está à venda. Nossa soberania é inegociável. O Brasil é dos brasileiros”, completou o presidente.
Mais tarde, ainda na quinta-feira, o senador Flávio Bolsonaro rebateu, também pelo X, as declarações de Lula. Segundo Flávio, Lula “é o único que quer o tarifaço contra produtos brasileiros”. O filho de Jair Bolsonaro criticou o que chamou de “falsa narrativa de defesa da soberania” do atual chefe do Executivo.
“Provocou, esbravejou, não negociou e fez lobby a favor do PCC e do Comando Vermelho para que não fossem classificados como terroristas. Envergonhou o Brasil perante o mundo! Ignorou o sofrimento de mais de 50 milhões de brasileiros que moram em áreas dominadas por esses narcoterroristas”, disse Flávio.
Matéria especial da CNN
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